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SERENO DO CACHOEIRO

SERENO DE CACHOEIRO

PRESIDENTE Milton dos Santos Batista Júnior
CARNAVALESCO Milton dos Santos
INTÉRPRETE Milton dos Santos
CORES Azul e Prata
CIDADE-SEDE Cachoeiro do Itapemirim-ES
SÍMBOLO Águia

De Cachoeiro de Itapemirim (ES) surge o G. R. E. S. V. Sereno de Cachoeiro, escola nascida da eterna União da Vila, uma escola em miniatura feita por Milton dos Santos desde 1993. Nasceu humilde, porém com o ideal de ser uma das grandes do carnaval virtual.

E foi assim, quando poucos esperavam, que a Sereno, apostando num desfile misturando técnica e emoção, em homenagem à cidade-sede da escola, acabou desbancando as favoritas e abocanhando o título do Grupo de Avaliação da CAESV de 2007. Surpreendente - talvez este seja o adjetivo que melhor qualifica a escola, que já se impõe entre as potências da LIESV. Possui como característica o fato de um homem só ser o responsável por toda a escola. Milton dos Santos não só é o presidente como também é carnavalesco e intérprete da agremiação. Em 2018, não desfilou em virtude de problemas de saúde de seu pai. No Acesso em 2019, assegurou o retorno à elite com o vice-campeonato.

Ano

Enredo

Colocação

2019 A Fantástica Fábula do Chocolate  2º (A)
2018 Elementais, os Guardiões dos Quatro Reinos não desfilou
2017 Dai-nos a Benção, oh Mãe Querida! 6º (Especial)
2016 Eu quero é Botar meu Bloco na Rua 3º (Especial)
2015 Os 5 Cantos da Sereia - Guananira, Lendas e Mistérios da Ilha do Mel 9º (Especial)
2014 Filhos de Jah: Da Glória aos Reis à Jamaica Brasileira 5º (Especial)
2013 Uma Aquarela em Quatro Cores 3º (Acesso)
2012 Solano das Artes   13º (Único)
2011 Do Livro das Maravilhas, um Ensaio sobre a Cultura dos Povos 8º (Especial)
2010 Teotihuacán, a Morada dos Deuses 11º (Especial)
2009 Gênesis - A Criação

4º (Especial)

2008 Hocus Pocus

3º (Acesso)

2007 Enredo não informado

1º (CAESV)


SINOPSE ENREDO 2019

A Fantástica Fábula do Chocolate



INTRODUÇÃO

Seja qual for a sua idade, abrir um chocolate é como abrir um portal para um mundo mágico de sabores, perfumes e texturas. Cada mordida é uma doce explosão de desce da boca ao coração, enchendo a alma de alegria, fazendo-nos voltar à infância, colorindo nossa mente com os mais puros prazeres. Não é à toa que o chocolate é também chamado de Manjar dos Deuses, aliás esta é a tradução do nome científico do cacaueiro: Theo (Deus) – broma (Broma alimento).

A Sereno de Cachoeiro volta ao carnaval virtual para mostrar a história do chocolate, uma história tão fantástica que poderia muito bem ser uma fábula, a Fantástica Fábula do Chocolate.

SINOPSE

Conta a tradição Olmeca que existia no paraíso uma grande árvore. Da semente de seus frutos dourados, os deuses retiravam um néctar que servia de alimento e trazia alegria a seus corações. Um dia, a Serpente Emplumada Quetzalcoatl pegou uma semente do fruto dourado e levou para a Terra, para dar de presente aos homens. Assim, surgia o primeiro cacaueiro, que os nativos chamavam de kakawa. Logo ele se espalhou e se tornou um dos pilares daquela civilização. Das sementes torradas e moídas, se fazia uma bebida amarga, apimentada, um manjar reservado ao culto divino, tomada por reis e sacerdotes.

Por séculos, Maias e Astecas cultivaram o fruto. Suas sementes foram usadas como moeda, ou seja, um tesouro que brotava do chão e, literalmente, “dava em árvores”. Montezuma, o grande imperador asteca, apreciava tanto a bebida, chamada xocoatl, que a tomava diversas vezes ao dia, em taças de ouro que eram jogadas fora depois de usadas. Quando o conquistador espanhol Hernan Cortez chegou ao reino Asteca (atual México) em 1519, ficou impressionado com a bebida oferecida por Montezuma. Depois da conquista do México, Cortez levou sementes de cacau para a Espanha a apresentou ao Rei Carlos V.

Na Europa chocolate quente caiu no gosto da nobreza, e a Espanha passou a ter o monopólio do comércio dos grãos de cacau, graças às plantações de Cortez. O que era amargo foi adocicado, receita escondida a sete chaves pelos monges espanhóis, responsáveis pela manufatura do líquido. Por volta de 1700 surgiram as chocolatarias, casas especializadas, onde o chocolate era apreciado por nobres, tanto que a Princesa Maria Teresa, de Espanha ficou conhecida como a “princesa chocólatra”.

Com a Revolução Industrial, e a invenção de máquinas especiais, a produção em massa aproximou o chocolate dos mais pobres. Na Holanda foi criada a prensa de cacau, que separava a manteiga da massa de cacau, base para o chocolate em barra, criado na Inglaterra em 1847 pela fábrica Fry and Sons e vendido em caixas no formato de coração. Mas foi em 1876, na Suíça, que foi adicionado leite nesta mistura, surgindo assim o chocolate ao leite como conhecemos hoje.

E o Brasil? Por aqui o cacau chegou pelo Pará, em terras amazônicas, trazido por colonizadores portugueses. Mas foi na Bahia que o cacau se alastrou e criou raízes, cultivada por mãos escravizadas ou exploradas, enriquecendo cada vez mais os Coronéis. O cultivo do cacau se espalhou pelo sul da Bahia, até chegar em terras capixabas. No Século XIX e nas primeiras décadas do Sec. XX, o Brasil foi o maior exportador de cacau do mundo, embora o chocolate não fosse, ainda, produzido por aqui: toda a produção de cacau era levada para a Europa e América do Norte. A cor do chocolate? Só na pele da morena, cor de pecado.

Pecado e tentação… doce desejo materializado em pequenas delícias que enfeitiçam o paladar. Bombons que são presentes de amor, sedutores por natureza. Quando imigrantes começaram a produzir chocolate por aqui, nossas doceiras criaram maravilhas apreciadas por adultos e crianças. Aniversário sem brigadeiro? Nem pensar! Ah, e aquele bolo de chocolate da vovó? Ou um sorvete de chocolate com bastante cobertura para espantar o calor? Sabor de saudade, sabor de infância.

O chocolate ganhou nosso coração, fazendo a imaginação viajar por diversos sabores. Bailando a valsa de um sonho, ouvindo doces serenatas, um mundo de cores se abre à nossa frente. Como crianças na manhã de Páscoa, nossos olhos brilham de felicidade a cada mordida. Fabricantes de felicidade vem nos contar esta fantástica fábula.

O final dela? Com chocolate sempre é final feliz.