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VILA ISABEL - 2027

VILA ISABEL - 2027

Enredo: Torto Arado – Sobre a terra há de viver sempre o mais forte
Compositores: Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz

Sou a voz da encantaria
Das memórias e magias
Tortuosa travessia que o destino reservou
E a poeira anuviou
A cobiça inebriante, lapidava diamantes
Num terreno traiçoeiro
Muito rico e feiticeiro
Era tanta terra pra plantar
Quando a pedra parou de cantar
Não é doce o mel da cana, sinhá (laiá)
Um adeus pra Caxangá
Água negra, sol abrasador
Casa de barro e uma gente de valor

Na brincadeira, o batuque do jarê
Rodo na gira do corpo pra corpo benzer
À luz do velho nagô, o lume de um lampião
O caruru na tigela, comendo com a mão

O caruru na tigela, comendo com a mão
À luz do velho nagô, o lume de um lampião
Rodo na gira do corpo pra corpo benzer
Na brincadeira, o batuque do jarê

Mas tudo não finda quando cai o curador
A professora dá as mãos à profetiza
Nos dramas, na lida, na fé e no amor
Mulheres destemidas não se calam
Contra injustiças e grilhões
E a luta pela terra vai seguindo gerações

A semente que ficou é se juntar
Dividir o que plantou, e se a vida derrubar
Sou eu que enxugo o pranto (bis)
Sou eu de azul e branco
Na favela ou no campo, te levanto pra lutar

Nas páginas de um livro admirado
Torto Arado é retrato brasileiro

A nossa Vila, mais que uma escola
Aguerrida quilombola, risca o chão desse terreiro
Vila, mais que uma escola
Aguerrida quilombola, risca o chão desse terreiro

(Vamos lá, Vila Isabel)