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SALGUEIRO - 2027 Enredo: Laroyê Xica da Silva - A História por Trás da História
Compositores:
Ian Ruas, Caio Miranda, Zé Carlos, David Carvalho, Luiz
Fernando, Luana Rosa, Fabiano Mattos e Carlão
Arreda, homem, que essa preta vai girarMeu tambor a ecoar em resistência Evoco as divas, as Marias, as baianas Depravadas, puritanas, pra clamar nossa insolência! Exu comanda esse terreiro Eis o verdadeiro nome de sinhá Francisca, voz da encruzilhada Rosa indomada, deusa da rua Na procissão da Academia, negra fidalguia se perpetua Incorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude (bis) Dilacerei as vestes da servidão Meu corpo foi invasão, fetiche da branquitude! Nas lentes de outros olhos O foco na nossa verdade é menor Tal qual a trama da atriz Que encenou, de uma vida, um capítulo só Eu, que já fui outras Xicas Refaço o roteiro, no chão que me fez triunfar Gira, desce o morro do Salgueiro Meu quilombo pioneiro, renasci nesse gongá! Firma axé na segunda-feira Saravá, alafiá! Mãe, guardiã, fruto do afã De um ventre escravo e um nobre senhor Matriz, mecenas de toda arte Que leva em seu estandarte, a simples audácia do amor Louvai, Brasil! A filha de Òrun despertou! Laroyê! Xica da Silva! Laroyê! Ê mojubá! (bis) Toda mulher tem direito à própria história Meu Salgueiro é a memória que eu voltei pra consagrar | ||