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MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

FUNDAÇÃO  10/11/55
CORES  Verde e Branco
QUADRA  Rua Coronel Tamarindo, 38
Padre Miguel
21870-000
Telefone: 3332-5823
Fax: 3332-5823
BARRACÃO  Rua Rivadávia Correa, 60
Barracão 10
Cidade do Samba - Gamboa
20220-290
Telefone: 2516-3215
Fax: 2516-3215

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel foi fundado em 10 de novembro de 1955 a partir de um time de futebol chamado Independente Futebol Clube. Do time do bairro, a escola herdou as cores verde e branca. Na época, muitos jogadores tornaram-se membros da bateria e o técnico do time, Mestre André, foi o primeiro diretor de bateria da escola. A estréia oficial aconteceu no carnaval de 1957, ainda nas divisões de base da hierarquia carnavalesca. A escola desfilou entre as grandes pela primeira vez em 59, apresentando o enredo "Apoteose ao Samba". Em sua estréia, a Mocidade já inovava. O diretor de bateria, o mesmo Mestre André, combinou com seus ritmistas que, em determinado ponto do desfile, ele iria apitar uma vez e todos os instrumentos parariam de tocar - à exceção dos taróis, para a escola não perder o ritmo. A idéia funcionou e, depois de Mestre André sambar alguns segundos à frente dos ritmistas, um novo apito fez todos os instrumentos voltarem a tocar. Estava criada a célebre paradinha da bateria, que daria à Mocidade a fama de Bateria Nota 10 e se tornaria até hoje um recurso obrigatório até em bloco de rua. Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava uma escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, que só alguns anos depois iria se tornar uma escola que competisse frente a frente com as "4 grandes" da época (Portela, Império Serrano, Salgueiro e Mangueira).

Em 1974, Arlindo Rodrigues apresentava na escola o enredo "A festa do Divino" e tira o 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, perdido por uma nota 4 em fantasia e uma nota 9 em harmonia. A diferença de pontos do Salgueiro para a Mocidade foram 6, portanto haveria um empate somente se a Mocidade ganhasse o 10. Se houvesse empate, mesmo assim, o Salgueiro sagraria-se campeão pois obteve 10 em harmonia e a Mocidade 9.

Desde então, a escola deixa de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 76, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil". No ano seguinte estreava como carnavalesco Fernando Pinto, que em 1985 deu o campeonato à escola com o enredo "Ziriguidum 2001, um Carnaval das Estrelas". Fernando Pinto produziu carnavais excepcionais na Mocidade e projetou-se como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos, mas lamentavelmente morreria em 1987 num trágico acidente de carro na volta de um ensaio da escola.

A partir dos anos 90, quem assume os desfiles da Mocidade é o criativo e "high-tech" Renato Lage. Devido ao seu sucesso na escola, ele permanece na Mocidade até os dias de hoje. Em 1990 já começa levando o título para Padre Miguel com o enredo "Vira, virou, a Mocidade chegou". Um desfile irrepreensível! A escola foi punida com 5 pontos por estourar o tempo em 5 minutos, mas mesmo assim permaneceu na frente da segunda colocada, a Beija-flor, por apenas 1 ponto. Em 91, foi a vez do bicampeonato com o enredo "Chuê chuá, as águas vão rolar". Outro carnaval para orgulho da nação de Padre Miguel. Foi a campeã de todos os que estavam na Sapucaí assistindo aos desfiles, mas mesmo assim disputou ponto a ponto o título com o Salgueiro. Em 92 ela quase leva o título com o enredo "Sonhar não custa nada! Ou quase nada...". Perdeu o tricampeonato para a Estácio de Sá. Mas o samba daquele ano se tornou o "hino" da Mocidade. Até 1992, Renato Lage tinha como companheira a sua ex-esposa Lílian Rabelo para ajudá-la no carnaval da Mocidade. Em 93, já separados, Renato Lage conquista o quarto lugar para a escola com o enredo "Marraio Feridô sou Rei". Quem não se lembra daquela alegoria do garotinho com o controle de video game nas mãos?

Após um insucesso para Padre Miguel em 94 (a escola ficou em oitavo lugar), a escola volta a fazer um grande desfile e a disputar o título em 95, com o enredo "Padre Miguel, olhai por nós", do mesmo Renato Lage. Apesar da escola tratar de um tema religioso, não faltou tecnologia nos carros. Mas mesmo assim, acabou tirando apenas o 4º lugar.

No ano de 96, houve um atraso nos desfiles, e a Mocidade seria a oitava escola a pisar no sambódromo no domingo de carnaval. O carnavalesco Renato Lage ficou preocupado com isso, pois o desfile acabou sendo de manhã, o que impediu que os efeitos especiais dos carros alegóricos fossem mostrados. Mas mesmo assim, a escola volta a ganhar o carnaval com mais um desfile irrepreensível. Nesse ano, o enredo foi "Criador e Criatura". A escola ficou a apenas meio ponto na frente da segunda colocada, a Imperatriz Leopoldinense, que tentava o tricampeonato.

A Mocidade quase leva o bi em 97 com o enredo "De corpo e alma na avenda". Só não levou porque perdeu apenas meio ponto em harmonia. Os jurados alegaram que algumas alas não estavam cantando o samba. Muitos pensavam que ela iria perder pontos em evolução, devido ao desfile corrido da escola, mas não perdeu. Para se ter uma idéia, aos 55 minutos a escola já estava praticamente toda na praça da Apoteose. E aí não deu outra: a escola teve que parar para cumprir o tempo mínimo regulamentar do desfile (65 minutos). Mas mesmo assim a escola obteve a maior nota da pesquisa do Ibope realizada na Marquês de Sapucaí: 9,7. Neste mesmo ano, morre o patrono da escola, o bicheiro Castor de Andrade, o que causou tristeza na escola. Até os dias de hoje se pode notar isso.

Em 1999, a Mocidade Independente realiza um desfile primoroso, uma merecida homenagem à Villa-Lobos, com o enredo "Villa-Lobos e a apoteose brasileira". O público vibrou com o seu desfile e novamente a pôs no topo da pesquisa do Ibope, com a mesma nota 9,7 de dois anos atrás. Mas neste ano, uma decepção aconteceu no seu desfile: a Mocidade, que sempre se concentrou no lado dos correios, nesse ano se concentrou do lado do edifício "Balança mas não cai", no qual tem um viaduto que freqüentemente atrapalha as alegorias das escolas que se concentram naquele lado. Na Mocidade não deu outra: a escola demorou demais a por os destaques nos seus grandes carros alegóricos e abriu um enorme buraco entre os setores 1 e 3, logo no começo da passarela. O jurado Carlos Pousa, que estava julgando evolução, notou aquele buraco e tascou um 7,5 para a escola. Essa nota conseqüentemente derrubou a escola, que mesmo assim ficou em quarto lugar. Mas com certeza ela foi a campeã de muita gente que viu e se emocionou com aquele belíssimo desfile.

No ano 2000, a escola veio literalmente vestida com as cores do Brasil apresentando o enredo "Verde, amarelo, azul-anil colorem o Brasil no ano 2000". O belíssimo e imponente carro abre-alas, uma imensa nave espacial dos índios do futuro, já deu uma amostra do que seria a escola. A Mocidade passou muito bem, mas o samba arrastado impediu que a escola decolasse e atingisse colocações melhores. Mesmo assim, ficou em um honroso quarto lugar e com a preferência do público, mais uma vez obtendo a nota 9,7 na pesquisa do IBOPE realizada na Marquês de Sapucaí.

Em 2001, a escola obteve apenas um sétimo lugar com "Paz e harmonia, Mocidade é alegria". 2002 melhorou um pouco ao conquistar o quarto lugar com "O Grande Circo Místico". A alegoria mais lembrada deste desfile é, sem dúvida, aquela com o globo da morte onde lá dentro eram notados alguns motoqueiros fazendo suas arriscadíssimas manobras.

E em 2003 a escola inovou ao mostrar um enredo que consistia no polêmico tema da doação de órgãos. A Mocidade, até entrar na avenida, era considerada uma incógnita (e o samba era para a maioria fraco). Mas a escola surpreendeu com um desfile, como sempre, fascinante, e o samba bem cantado com uma bateria maravilhosamente cadenciada (apesar de um jurado ter lascado um 8,2 para a bateria). Terminou em quinto lugar.

A partir de 2004, a escola começou a enfrentar uma trajetória descendente: um morno desfile em plena luz do dia cujo enredo foi a conscientização do trânsito deu à escola a oitava colocação. No carnaval seguinte, o fato da Mocidade ter sido a primeira escola a desfilar na noite de domingo acabou por prejudicá-la totalmente. Os jurados exageraram nas notas baixas e deram à agremiação de Padre Miguel uma nona posição. Em 2006, mesmo comemorando na avenida seus 50 anos, a escola obteve um modestíssimo décimo lugar. 2007 foi ainda pior para a Mocidade, que ficou na 11ª colocação, sua pior na história e a uma posição do rebaixamento. Antes do desfile de 2007, a Mocidade perdeu seu maior poeta: o compositor Tôco, maior vencedor de samba-enredo da história da escola.

No entanto, a escola desfilou repleta de garra em 2008, terminando na oitava colocação. Porém, no ano seguinte, a Mocidade, influenciada por muitos problemas internos, realizou um péssimo desfile, certamente o pior de sua história, escapando por muito pouco do rebaixamento, finalizando a apuração com um - por incrível que pareça - aliviante 11º lugar. Em 2010, a alegria voltou a tomar conta da escola que, com um desfile marcado pelo bom samba que originou uma impecável harmonia, foi premiada com um sétimo lugar. A mesma colocação se repetiria no ano seguinte. Depois de outra terrível apresentação em 2013 sobre o Rock in Rio, que resultou em mais uma penúltima posição, e de um nono lugar em 2014, a Mocidade passou a dar mostras de que se recuperará financeiramente e politicamente, com a saída do presidente Paulo Vianna dias antes do Carnaval 2014 e ao anunciar uma grande equipe para 2015, capitaneada pelo carnavalesco Paulo Barros.

RESULTADOS DA ESCOLA

1957 - 5ª no Grupo 2

O Baile das Rosas

Ari de Lima

 

1958 - 1ª no Grupo 2

Apoteose do Samba

Ari de Lima

 

1959 - 5ª no Grupo 1

Os Três Vultos que Ficaram na História

Ari de Lima

 

1960 - 3ª no Grupo 1

Frases Célebres

 

1961 - 7ª no Grupo 1

Carnaval no Rio

 

1962 - 5ª no Grupo 1

Brasil no Campo Cultural

 

1963 - 6ª no Grupo 1

As Minas Gerais

Ari de Lima

 

1964 - 7ª no Grupo 1

O Cacho da Banana

Ari de Lima

 

1965 - 6ª no Grupo 1

Parabéns pra Você, Rio

Luís Gardel

 

1966 - 6ª no Grupo 1

Academia Brasileira de Letras

Guilherme Martins e Alfredo Brigs

 

1967 - 7ª no Grupo 1

História do Teatro Através dos Tempos

Poty

 

1968 - 6ª no Grupo 1

Viagem Pitoresca Através do Brasil

Mário Monteiro

 

1969 - 7ª no Grupo 1

Vida e Glória de Francisco Adolfo Varnhagen

Guilherme Martins e Alfredo Brigs

 

1970 - 4ª no Grupo 1

Meu Pé de Laranja Lima

Gabriel Nascimento e Ari de Castro

 

1971 - 9ª no Grupo 1

Rapsódia de Saudade

Clóvis Bornay

 

1972 - 7ª no Grupo 1

Rainha Mestiça em Tempo de Lundu

Clóvis Bornay

 

1973 - 7ª no Grupo 1

Rio Zé Pereira

Arlindo Rodrigues

 

1974 - 5ª no Grupo 1

A Festa do Divino

Arlindo Rodrigues

 

1975 - 4ª no Grupo 1

O Mundo Fantástico do Uirapurú

Arlindo Rodrigues

 

1976 - 3ª no Grupo 1

Mãe Menininha do Gantois

Arlindo Rodrigues

 

1977 - 8ª no Grupo 1

Samba Marca Registrada

Augusto Henrique (Gugu)

 

1978 - 3ª no Grupo 1

Brasiliana

Arlindo Rodrigues

 

1979 - 1ª no Grupo 1A

O Descobrimento do Brasil

Arlindo Rodrigues

 

1980 - 2ª no Grupo 1A

Tropicália Maravilha

Fernando Pinto

 

1981 - 6ª no Grupo 1A

Abram Alas para a Folia, aí vem a Mocidade

Fernando Pinto

 

1982 - 7ª no Grupo 1A

O Velho Chico

Maria Carmem de Souza

 

1983 - 6ª no Grupo 1A

Como era Verde meu Xingu

Fernando Pinto

 

1984 - 2ª no Grupo 1A e 3ª no Supercampeonato

Mamãe eu Quero Manaus

Fernando Pinto

 

1985 - 1ª no Grupo 1A

Ziriguidum 2001, Carnaval nas Estrelas

Fernando Pinto

 

1986 - 7ª no Grupo 1A

Bruxarias e Estórias do Arco da Velha

Edmundo Braga e Paulino Espírito Santo

 

1987 - 2ª no Grupo 1

Tupinicópolis

Fernando Pinto

 

1988 - 8ª no Grupo 1

Beijim, Beijim, Bye Bye Brasil

Fernando Pinto e Cláudio Amaral Peixoto

 

1989 - 7ª no Grupo 1

Elis, um Trem Chamado Emoção

Ely Peron e Rogério Figueredo

 

1990 - 1ª no Grupo Especial

Vira, Virou, a Mocidade Chegou

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1991 - 1ª no Grupo Especial

Chuê, Chuá, as Águas Vão Rolar

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1992 - 2ª no Grupo Especial

Sonhar não custa nada, ou quase nada

Renato Lage e Lílian Rabelo

 

1993 - 4ª no Grupo Especial

Marraio Feridô Sou Rei

Renato Lage

 

1994 - 8ª no Grupo Especial

Avenida Brasil, Tudo Passa Quem não Viu ?

Renato Lage

 

1995 - 3ª no Grupo Especial

Padre Miguel Olhai por Nós

Renato Lage

 

1996 - 1ª no Grupo Especial

Criador e Criatura

Renato Lage

 

1997 - 2ª no Grupo Especial

De Corpo e Alma na Avenida

Renato Lage

 

1998 - 6ª no Grupo Especial

Brilha no Céu a Estrela que me Faz Sonhar

Renato Lage

 

1999 - 4ª no Grupo Especial

Villa-Lobos e a Apoteose Brasileira

Renato Lage

 

2000 - 4ª no Grupo Especial

Verde, Amarelo, Branco, Anil Colorem o Brasil no Ano 2000

Renato Lage

 

2001 - 7ª no Grupo Especial

Paz e Harmonia - Mocidade é Alegria

Renato Lage

 

2002 - 4ª no Grupo Especial

O Grande Circo Místico

Renato Lage e Márcia Lávia

 

2003 - 5ª no Grupo Especial

Para sempre no seu Coração, Carnaval da Doação

Chiquinho Spinoza

 

2004 - 8ª no Grupo Especial

Não Corra, não Mate, não Morra. Pegue carona com a Mocidade!

Chiquinho Spinoza

 

2005 - 9ª no Grupo Especial

Buon Mangiare, Mocidade! A Arte está na Mesa
Paulo Menezes

 

2006 - 10ª no Grupo Especial
A Vida Que Pedi a Deus
Mauro Quintaes

 

2007 - 11ª no Grupo Especial
O Futuro no Pretérito - Uma História Feita à Mão
Alex de Souza

 

2008 - 8ª no Grupo Especial
O Quinto Império: de Portugal ao Brasil, uma Utopia na História
Cid Carvalho

er

2009 - 11ª no Grupo Especial
Mocidade apresenta: Clube Literário Machado de Assis e Guimarães Rosa, estrelas em poesia!
Cláudio Cebola

.

2010 - 7ª no Grupo Especial
Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura
Cid Carvalho

.

2011 - 7ª no Grupo Especial
Parábola dos Divinos Semeadores
Cid Carvalho

.

2012 - 9ª no Grupo Especial
Por ti, Portinari, rompendo a tela, a realidade
Alexandre Louzada

.

2013 - 11ª no Grupo Especial
Eu vou de Mocidade com samba e Rock in Rio - Por um mundo melhor
Alexandre Louzada

.

2014 - 9ª no Grupo Especial
Pernambucópolis
Paulo Menezes

SAMBAS-ENREDO

1958

ENREDO: Apoteose ao samba
AUTOR(ES): Tôco e Cleber

Nas noites enluaradas
No tempo do cativeiro
Todos devem conhecer
A fama de carrasco
Do coronel Trigueiro

Mas existia um porém
É que o "seu" coronel, toda fúria perdia
Quando escutava no terreiro (bis)
Um preto velho amarrado no tronco
Que entoava uma singela melodia

Era o Samba, sim senhor
Entoado com sofrimento e dor
Neste ritmo cadenciado
Que pelo Brasil se propagou
Radiofonia, imprensa falada
Associação, departamento de turismo
Que com muito brilhantismo
Pelo nosso samba trabalhou
Confederação Brasileira
Lutou pelo mesmo ideal
Para que o samba se tornasse
O orgulho nacional

1967

ENREDO: História do teatro através dos tempos
AUTOR(ES): Ala dos Compositores

Na história do teatro no Brasil
Encontramos páginas lindas mil
De coloridos fortes e celestinas
Meigas como as turmalinas
Líricas, dramáticas e repentinas
Que embalaram majestades
Plebeus, burgueses e abades
Embevecidos vemos, no Scala de Milão
O Guarani sob aclamação
Da mais seleta platéia alucinada
Com os bemóis e sustenidos em florada
Sete vezes foi aclamado
E pelo mestre Verdi saudado
Aos trinta e quatro anos teve os louvores
Tônico de Campinas
Rua das Flores
Carlos Gomes
De Salvador Rosa e Maria Tudor
Lírico magistral como maestro compositor
Saindo desta quimera de notas vivas
Achamos a mais alta expressão vocativa
O maior trágico do teatro brasileiro
O homem que fez chorar o cavalheiro
Da platéia, camarote ao bilheteiro
Lágrimas de alegria de dor e saudade
Oscar, Otelo, Camões com felicidade
O dramaturgo João Caetano dos Santos
Que o palco verte dores e prantos
Da lacuna que deixou
No gênero dramático que tanto amou
Lacrimosos, deslumbrados e pensativos
Passamos a página Leopoldo Fróis
Que fez rir até nossos avós
De tamanha peçonha e graçola
Fazia qualquer um ensacar a viola
Dizia-se: no apache está um esplendor
Sinos de Cornevile é um amor
Faz um bem assistir: punhado de rosas
Seu Brito genro de muitas sogras
O príncipe da comédia nacional
Era alegre contagiante e original
Lemos interessados este triário
Brumas e relíquias do passado
Páginas de amores,
Linhas de dores
E gênios entretedores
Na história de teatro brasileiro
Através dos tempos, mensageiro

1968

ENREDO: Viagem pitoresca através do Brasil
AUTOR(ES): Da Roça e Djalma

Ao rever a história
Que Maurício Rugendas deixou
Eu destaquei na memória
Essa página de glória
Muito importante e tão viril
Viagens Pitorescas
Através do Brasil
As nossas praias sem iguais
Interrompidas por rochedos colossais
E as matas verdejantes
Onde existiam vários animais
Rugendas observou essa beleza
Ao contemplar a natureza
Caminhando por esse Brasil afora
Entusiasmado Rugendas catalogou
As cenas tristes e alegres
Nos idos tempos do Brasil Imperial

Glórias
A esta bela viagem sua (bis)
Pois existem até hoje em Munique
Lindos quadros retratados em pinturas

Ainda dentro do seu roteiro
Luta e lamentos de raça
Rugendas anotou
Com orgulho o nosso povo brasileiro

E a mulata
Com seu feitiço e beleza (bis)
Era disputada a peso de ouro
Pela mais alta nobreza

Eu revi na minha música a memória
Estas páginas de glória (bis)
Que Rugendas deixou
No lindo berço de sua história

1969

ENREDO: Vida e glória de Francisco Adolfo Varnhager
AUTOR(ES): Claudino N. Costa

São Paulo
Terra dos bandeirantes
Torrão natal
De um artista tão brilhante
Francisco Adolfo de Varnhagem
Ilustre personagem
Este vulto imortal
Exaltamos neste carnaval

Glória
Ao eminente historiador (bis)
Assim cantamos
Em seu louvor

Ô ô ô ô ô ô ô ô ô

Apresentamos
Nesta passarela
Esta história tão bela
De Visconde de Porto Seguro
Este gênio do passado
Foi honrado e agraciado
Com justas distinções
Por outras grandes nações
Obras literárias
Deste notável escritor
São lidas até hoje
Mostrando seu real valor
Existe no Largo da Glória
O busto deste grande brasileiro
Embelezando ainda mais
O cenário do Rio de Janeiro

1970

ENREDO: O meu pé de laranja lima
AUTOR(ES): Walter Pereira e Arsênio Isaías

Era uma vez
Frase que traz felicidade
Às pequeninas majestades
No seu reino de ilusões

Reis, fadas e rainhas
As estórias contadas pelas dindinhas (bis)
Entre outras seduções
Dominam suas imaginações

Nas inocentes travessuras
Merecem ternura e muita compreensão
No seu reino de alegria
Do seu mundo de fantasia
Não as devemos despertar
Para as tristezas enegrecidas
Dos infortúnios da vida
Oh como é triste fazer a criança chorar
Oh crianças queridas
Alegrias coloridas
Esperança de toda a geração
Eis a mensagem
Continuem o espetáculo
Ao sabor dos seus corações

Ah eu entrei na roda
Eu entrei na roda-dança (bis)
Eu entrei na contra-dança
Eu não sei dançar
(Era uma vez...)

1971

ENREDO: Rapsódia de saudades
AUTOR(ES): Tôco

Canto
Faço do samba minha prece
Sinto que a musa me aquece
Com o manto da inspiração
Ao transportar-me pelas asas da poesia
Ao som de lindas melodias
Que vão fundo no meu coração

Então componho um poema singular
Rememorando obras célicas (bis)
Do cancioneiro popular

Oh, divina música
Tua magia nos envolve a alma
Tua sutileza nos seduz
Pois emanas a luz
Que enebria e acalma
Tu és a linguagem dos cantores
Tuas entonações nos inspiram amores

Música
Nos traz saudades coloridas (bis)
Dos trovadores em serestas
E das canções sentidas

1972

ENREDO: Rainha mestiça no templo do Lundu
AUTOR(ES): Serafim Adriano da Silva e Jurandir C. N. Mello

Oi, que dança boa
Para se dançar (bis)
Dava um negócio no corpo
Ninguém conseguia parar

Vamos falar de nossa história
Lembrando o Brasil Imperial
Exaltando a rainha mestiça
Neste carnaval
Vamos falar dos bantos
Que para alegria geral
Trouxeram de Angola
O Lundu para alegrar o pessoal

Saiu da senzala
Entrou nos salões (bis)
Para alegria de todos os corações

Oi, que dança boa
Para se dançar (bis)
Dava um negócio no corpo
Ninguém conseguia parar

Os violeiros tocavam a melodia
Iaiá dançava, sinhá sorria
A rainha desfilava
Airosa como a palmeira
Ao som da melodia
A tristeza da senzala
O escravo esquecia

Cantando o Lundu
Dançando o Lundu (bis)
E tudo terminava em alegria

1973

ENREDO: Rio – Zé Pereira
AUTOR(ES): Sebastião Nascimento (Tião da Roça) e Eduardo Ferreira

É Carnaval
Canta ioiô canta iaiá
É o Zé Pereira
Chegando lá da Beira
Para anunciar

Olelê, olalá
Me solta, me deixa
Que eu quero sambar (bis)
Olelê, olalá
Eu quero cantar, batucar e pular

Era contagiante
O Rio no Carnaval
O entrudo com suas fantasias
E o Zé Pereira com seu bumbo original
E num delírio multicor
De confete e serpentina
Desfilavam pierrôs
A Madame Pompadour
Luís XV e colombinas
(Que maravilha)
Que maravilha, que esplendor
Hoje a Mocidade Independente
Convida toda gente
A cantar em seu louvor

Olelê olalá
Me solta, me deixa
Que eu quero sambar (bis)
Olelê, olalá
Eu quero cantar, batucar e pular

1974

ENREDO: A Festa do Divino
AUTOR(ES): Tatu, Nezinho e Campo Grande

Delira meu povo
Neste festejo colossal
Vindo de terra distante
Tornou-se importante e tradicional

Bate tambor, toca viola
A bandeira do Divino (bis)
Vem pedir a sua esmola

O badalar do sino
Anuncia a coroação do menino
Batuqueiro, violeiro e cantador
Alegram o cortejo do pequeno imperador
Leiloeiro faz graça
Com uma prenda na mão
A banda toca com animação

Oh, que beleza
A festa do Divino
Flores, músicas e danças
E fogos explodindo

Roda, gira, gira, roda
Roda grande vai queimar (bis)
Para a glória do Divino
Vamos todos festejar

1975

ENREDO: O Mundo Fantástico do Uirapuru
AUTOR(ES): Tatu, Nezinho e Campo Grande

Sonhei, sonhei, sonhei
Com a floresta encantada
E seu pequenino rei
E o som, os rios e as matas
E sonoras cascatas
Espelhando o céu azul
E ao longe eu ouvia
Ao som da magia
O canto do uirapuru
Lendário pássaro cantor
Quando canta seu amor
Todos param pra escutar

E quem ouvir o seu cantar
Abraça a sorte, afasta o azar (bis)

E no alto do meu sonho
O uirapuru surgiu
Na imensidão da floresta
Enriquecendo o folclore do Brasil

Eu acordei no seu canto original
Radiante de alegria porque era Carnaval (bis)

1976

ENREDO: Mãe Menininha de Gantois
AUTOR(ES): Tôco e Djalma Crill

Já raiou o dia
A passarela vai se transformar
Num cenário de magia
Lembrando a velha Bahia
E o famoso Gantois

Arerê, arerá
Candomblé vem da Bahia (bis)
Onde baixam os orixás

Oh, meu pai Ogum na sua fé
Saravá, Nanã e Oxumaré
Xangô, Oxossi
Oxalá e Yemanjá

Filha de Oum
Pra nos ajudar (bis)
Vem nos dar axé
Com os Erês dos orixás

Oh, minha mãe
Menininha (bis)
Vem ver como toda cidade
Canta em seu louvor com a Mocidade

1977

ENREDO: Samba, Marca registrada do Brasil
AUTOR(ES): Dico da Viola e Jurandir Pacheco

Através dos tempos
Que o nosso samba despontou
Trazido pelos africanos
Em nosso país se alastrou

Foi Donga que tudo começou
Com um lindo samba (bis)
(Pelo telefone) se comunicou

E, no limiar do samba
Que beleza, que fascinação

Na casa da Tia Ciata
Oh, como o samba era bom (bis)

Dança o batuque
Ao som da viola
Cai no fandango (bis)
Dá umbigada
Na dança de roda

Grandes sambistas
Mostraram o seu valor
Ismael Silva, Carmem Miranda
Noel e Sinhô
Mas surgiram
As Escolas de Samba
O ponto alto do nosso carnaval
E o nosso samba evoluiu
E se tornou marca registrada do Brasil

1978

ENREDO: Brasiliana
AUTOR(ES): Gilson Loiola, Djalma Santos e Domenil

Ê, terra chão, terra chão
Nosso céu azul de anil (bis)

Vem da alma brasileira
Radiante e hospitaleira
Arquiteta do Brasil
Foi Dona Santa, Rainha do Maracatu
Que saudoso Vitalino da Feira de Caruaru

Bumba meu boi
Meu boi-bumbá (bis)
Cadê meu boi
Mateus onde é que está

No lendário São Francisco
Vem carrancas navegar
E tecem rendas com beleza
Rendeiras do Ceará
Que sedução
A Festa do Divino
Cristãos na cavalhada
Pelejando como é lindo

Na Bahia tem Romaria, tem tem sim
Flores e água de pote na lavagem do Bonfim (bis)

Louvor a São Benedito
O bloco tão bonito segue a procissão
E o nosso Rio é um desafio
Com seu Carnaval atração
O boto se transforma em namorado
Bailarino encantado e sedutor irreal
E sacristão guarda o tesouro
Na famosa Salamanca do Jarau

Olha o saci-pererê
Cobra grande e caipora (bis)
Deslumbrando todo mundo
A Mocidade mostra agora

1979

ENREDO: O Descobrimento do Brasil
AUTOR(ES): Tôco e Djalma Crill

A musa do poeta
E a lira do compositor
Estão aqui de novo
Convocando o povo
Para entoar um poema de amor
Brasil, Brasil
Avante meu Brasil
Vem participar do festival
Que a Mocidade Independente
Apresenta neste carnaval

De peito aberto é que eu falo
Ao mundo inteiro (bis)
Eu me orgulho de ser brasileiro

Partiu de Portugal com destino às Índias
Cabral comandando as caravelas
Ia fazer a transação (a transação)
Com o cravo e canela
E de repente o mar transformou-se em calmaria
Mas Deus Netuno apareceu
Dando aquele toque de magia
E uma nova terra Cabral descobria (Vera Cruz)

Vera Cruz, Santa Cruz
Aquele navegante descobriu (descobriu) (bis)
E depois se transformou
Nesse gigante que hoje se chama Brasil

1980

ENREDO: Tropicália maravilha
AUTOR(ES): Djalma Santos, Domenil e Arsênio

Baila no ar a poesia
A Mocidade irradia
Sua magia neste carnaval
Oh natureza linda
Deu beleza e vida
A este país tropical
Tropicália Maravilha, oi
É enredo e fascinação

Rios e cascatas
Como véu de prata (bis)
Na imensidão

E neste turbilhão de luz
Vem a flora e a fauna
Brasileira que seduz
O cravo brigou com a rosa
Por causa da margarida gostosa
Terra boa, tudo que se planta dá
E o gorjear da passarada
Anunciando a alvorada
Numa sinfonia de amor

Tupinambá, ê ê, Iorubá
Oropa, França e Bahia (bis)
Salve meu pai Oxalá

1981

ENREDO: Abram alas pra folia, aí vem a Mocidade
AUTOR(ES): Ney Vianna e Nezinho

Hoje vou erguer meu estandarte
Vou mostrar beleza e arte
Dos antigos carnavais
Vou me vestir de alegria
Com a Mocidade minha gente
Abrindo alas pra folia
Vejam que beleza o Zé Pereira
No bloco de sujo com a zabumba a tocar
Essas canções tão famosas
Do folclore popular

Quebra quebra gabiroba
Quero ver quebrar (bis)
Mamãe eu quero oi mamar

E na avenida colorida
O sol enche a folia de luz e calor
Onde o pierrô e a colombina alegremente
Trocam lindas juras de amor
As negras, brancas e mulatas
Mostrando um show de visual, oi
Ao som do batuque alucinante
Vindo de terra distante
Para alegrar o carnaval
O corso e as grandes sociedades
Eram o luxo da cidade

Lá vai a baiana
Rodando pra lá e pra cá (bis)
Arrastando a sandália
Fazendo o meu povo cantar

Laiá laraiá laraiá
Ôôôô (bis)

1982

ENREDO: O Velho Chico
AUTOR(ES): Da Roça, Adil, Edu e Dico da Viola

No meu tempo de criança
Dei de beber
E ouvi cantar os passarinhos
Dei cambalhotas pela casca d'anta
Atravessando o sertão com alegria
E as cascatas murmuravam sinfonia
Anunciando "o Velho Chico" que surgia
Mas, é o que o tempo passou
Minha vida mudou assim

Vem mergulhar
No meu mundo de água doce (bis)
O navegante foi quem trouxe
Gaiola, batelão e ubá

Bate batéia na peneira fica o ouro
O que cai não é tesouro
Deixa a água carregar
Casei donzelas, me fizeram oferendas
Fiz mistérios, criei lendas
Decidi meu caminhar
Ôô, ôôôô, ôô
Até carranca no meu leito navegou
Lindo cortejo para o mar me carregou

Lá vou eu
Mar afora (bis)
Num barquinho prateado
Yemanjá me leva embora

1983

ENREDO: Como era verde o meu Xingu
AUTOR(ES): Paulinho Mocidade, Dico da Viola, Adil e Tiãozinho da Mocidade

Emoldurado em poesias
Como era verde o meu Xingu, meu Xingu
Sua fauna, que beleza
Onde encantava o uirapuru

Palmeiras, carnaúbas, seringais
Cerrados, florestas e matagais (bis)

Oh, sublime natureza
Abençoada pelo nosso criador (criador)
Quando o verde era mais verde
E o índio era o senhor
Kamaiurá, Kalapalo e Kaikuru
Cantavam aos deuses livres no verde Xingu
(Ó morená...)

Ó morená
Morada do Sol e da Lua (bis)
Ó morená
O paraíso onde a vida continua

Quando o homem branco aqui chegou
Trazendo a cruel destruição
A felicidade sucumbiu
Em nome da civilização
Mas Mãe Natureza
Revoltada com a invasão
Seus camaleões guerreiros
Com seus raios justiceiros
Os caraíbas expulsarão (mas deixe)

Deixe nossa mata sempre verde
Deixe nosso índio ter seu chão (bis)

1984

ENREDO: Mamãe eu quero Manaus
AUTOR(ES): Edson Show e Romildo

Me leva, mamãe me leva
Nessa viagem tão legal
Eu quero, mamãe, eu quero, ô
Mamãe, eu quero Manaus
Muamba, Zona Franca e carnaval
(Viajando...)
Viajando ô
País afora caminhei (caminhei)
Num bar negro de astúcia
E eu naveguei (como eu naveguei)
Caí num mundo de aventuras
Meu dom de muambeiro despertei
(Oi, tem muamba)

Tem muamba
Cordão de couro, chapéu, anel de bamba (bis)
Bagulho bom é no terreiro e no meu samba

Meu bisavô é quem fazia
A cabeça do freguês (do freguês)
Coisas que vovó gostava
Tapete persa e azulejo português (e na banca)
E na banca do meu tio
Havia o puro uísque escocês
E o cheirinho da titia era francês

Paga um, leva dois, alô, quem vai
Tô baseado na idéia do papai (bis)

Sou muambeiro, meu tabuleiro
Tem tabaco e tem bebida (diz aê!) (bis)
E no carnaval sou batuqueiro (eu sou!)
Com a Mocidade na avenida

1985

ENREDO: Ziriguidum 2001, um carnaval nas estrelas
AUTOR(ES): Gibi, Tiãozinho da Mocidade e Arsênio

Desse mundo louco
De tudo um pouco
Eu vou levar pra 2001
Avançar no tempo
E nas estrelas fazer meu Ziriguidum
(meu Ziriguidum)
Nos meus devaneios
Quero viajar

Sou a Mocidade
Sou Independente (bis)
Vou a qualquer lugar

Vou à lua, vou ao sol
Vai a nave ao som do samba (bis)
Caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas

Quero ver no céu minha estrela brilhar
Escrever meus versos à luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeitou
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo, oi, é Carnaval

Quero ser a pioneira
A erguer minha bandeira (bis)
E plantar minha raiz

1986

ENREDO: Bruxarias e histórias do arco-da-velha
AUTOR(ES): Jorginho, Tiãozinho da Mocidade e Dudu

Pode rogar
Praga em minha sorte
Meu santo é forte
Ninguém vai me derrubar
Sou mandingueiro, sei fazer feitiçaria
E bruxarias de todo lugar
Padre Miguel
Sua estrela minha guia
Mocidade manifesta na cidade
Os encantos da magia

Esconjuro, pé de pato
Mangalô três vezes (bis)
Sai pra lá com esse gato
Sexta-feira treze

Tantos mistérios ao redor
Que medo nas estórias da vovó (da vovó)
Mas o futuro que se atreve perguntar
Agora o meu destino, o que será
Um novo tempo despontou
E vem trazendo amor
Ave sonhada, cristalizada
Raça dourada numa era de esplendor

O luar clareia
Clareia, deixa clarear, clarear (bis)
Meia-noite, lua cheia
Oi tem magia no seu jeito de olhar

1987

ENREDO: Tupinicópolis
AUTOR(ES): Gibi, Chico Cabeleira, Nino e J. Muinhos

Vejam
Quanta alegria vem aí
É uma cidade a sorrir
Parece que estou sonhando
Com tanta felicidade
Vendo a Mocidade desfilando
Contagiando a cidade

E a oca virou taba
A taba virou metrópole (bis)
Eis aqui a grande Tupinicópolis

Boate Saci
Shopping Boitatá (bis)
Chá do Raoni
Pó de guaraná

No comércio e na indústria
No trabalho e na diversão

É Tupi (é)
Amando este chão (bis)

Até o lixo é um luxo
Quando é real
Tupi Cacique
Poder geral
Minha cidade
Minha vida
Minha canção
Faz mais verde meu coração

Laiá, laiá, laiá, laiá
Lá, lá laiá, lá, laia, lá (bis)

1988

ENREDO: Beijim, beijim, bye bye Brasil
AUTOR(ES): Ferreira, J. Muinhos e João das Rosas

Bye bye Brasil, beijim, beijim (beijim)
Encanta a Mocidade assim (bis)

E canta a Mocidade
A constituinte independente
Dividiu a nação naufragada
Em sete brasiléias encantadas
O progresso despontou
O Cruzeiro se valorizou

E hoje nem saudade (bis)
Daquele Brasil devedor, que ficou

Tchau, Cruzado, inflação
Violência, marajás, corrupção (bis)
Adeus à dengue e hiena-leão

(E a era...)
A era nucear, usina Rio-Mar
Itapoã, Iracema, Iguarias de Itamaracá
E bate-bate de maracujá
Paulo Afonso, Juazeiro
Padim Ciço, Petrolina que reluz
Pedras preciosas, mulatas, gol gay
Vinho enlatado e o gado revoltado
Chimarrão como exportei
O ouro de Serra Pelada
O P.I. como gritava
Rock outra vez
Divinamente, o salvador surgiu
Dando um toque diferente
Alô, bye bye Brasil

1989

ENREDO: Elis, Um trem chamado Emoção
AUTOR(ES): Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Cadinho

Lá pelas bandas de lá
No sul do meu país
Eternamente a cantar, Elis, Elis, Elis
Nas andanças, travessias
No caminhar por entre as pedras desse chão

Na perfeição de se cantar a liberdade
Na poesia de uma canção (bis)

Brilhando nessa passarela
Eu sou Elis com a Mocidade
Numa rota de luz e emoção
No céu da imaginação
Artista, mãe, mulher
Irreverente e tão sutil
Cantando uma canção
Que faz lembrar o irmão do Henfil

Amigo é pra se guardar dentro do peito
Do lado esquerdo, no coração (bis)

Vem do céu essa magia
Essa luz que ilumina
É fascinação
Num trem azul chamado emoção
O sonho mais lindo que sempre sonhei
Uma esperança de paz
Cruzando espaços siderais
Hoje aqui na Terra
Para mostrar que a paz existe
E é possível conseguir
Derramando verde e branco na Sapucaí

Agora sou uma estrela
Trago um sorriso de amor e de verdade (bis)
Eu sou o samba
Sou a Mocidade

1990

ENREDO: Virou, virou, a Mocidade chegou
AUTOR(ES): Tôco, Jorginho e Tiãozinho da Mocidade

A luz (oi divina luz)
Que me ilumina é uma estrela
Da aurora ao arrebol, arrebol
Eu em paz no verde da esperança
Tive sonhos de criança
Comecei no futebol
Agora, que me tornei realidade
Vou encontrar o meu futuro por aí
Curtindo a minha Mocidade
E a paradinha de outros carnavais
Sei que ninguém pode esquecer jamais

Sou Independente
Sou raiz também (bis)
Sou Padre Miguel
Sou Vila Vintém

Apoteose ao samba
Todo o povo aplaudiu
Com as bênçãos do divino aconteceu
O descobrimento do Brasil
Quem não se lembra
Do lindo cantar do uirapuru
Quando gorjeava, parecia que falava
Como era verde o meu Xingu
Meu ziriguidum fez brilhar no céu
A estrela-guia de Padre Miguel

A vira virou, vira virou
A Mocidade chegou (bis)
Virando nas viradas dessa vida
Um elo, uma canção de amor

1991

ENREDO: Chuê, Chuá, as Águas vão Rolar
AUTOR(ES): Tôco, J. Medeiros e Tiãozinho da Mocidade

Naveguei, naveguei
No afã de encontrar (encontrar)
Um jeito novo de fazer meu povo delirar (delirar, delirar)
Uma overdose de alegria
Num dilúvio de felicidade
Iluminado mergulhei
No verde e branco mar da Mocidade

Aieieu mamãe "Oxum"
Yemanjá mamãe Sereia (bis)
Salve as águas de "Oxalá"
Uma estrela me clareia

É no chuê chuê
É no chuê chuá
Não quero nem saber
As águas vão rolar
É no chuê chuê
É no chuê chuá
Pois a tristeza já deixei prá lá

Da vida sou a fonte de energia
Sou chuva, cachoeira, rio e mar
Sou gota de orvalho, sou encanto
E qualquer sede posso saciar
Quem dera
Um mar de rosas esta vida
Lavando as mentes poluídas
Taí o nosso carnaval

Eu tô em todas, tô no ar eu tô aí
Eu tô até na liquidez do abacaxi (bis)

1992

ENREDO: Sonhar não custa nada! Ou quase nada...
AUTOR(ES): Paulinho Mocidade, Dico da Viola e Moleque Silveira

Sonhar não custa nada
E o meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo o que eu queria
Para esse carnaval
Deixe a sua mente vagar
Não custa nada sonhar
Viajar nos braços do infinito
Onde tudo é mais bonito
Nesse mundo de ilusão
Transformar o sonho em realidade
E sonhar com a Mocidade
É sonhar com o pé no chão

Estrela de luz
Que me conduz (bis)
Estrela que me faz sonhar

(Ai, amor)
Amor sonhe com os anjos
Não se paga pra sonhar
Eu sou a noite mais bela
Que encanta o teu sonho
Te alucina por te amar (amar, amar)
Vem nas estrelas do céu
Vem na lua-de-mel
Vem me querer

Delírio sensual
Arco-íris de prazer (bis)
Amor eu vou te anoitecer

Eu vejo a lua no céu
A Mocidade sorrir (bis)
De verde e branco na Sapucaí

1993

ENREDO: Marraio, feridô sou rei
AUTOR(ES): Serafim Adriano, Edu Ferreira e Antonio Andrade

Vai começar
A Mocidade acende a chama da emoção
Lembrando a Grécia onde o jogo se tornou
Uma forma de competição
Iluminada pelos deuses
A Mocidade vem jogar no Carnaval
A sorte da estrela que nos guia
No pano verde desta minha fantasia

Já joguei muito com a vida
Já rodei igual pião (bis)
A sorte pode vir parar na minha mão

Vem me seduzir
Com seu jogo de olhar (bis)
É um jogo de prazer, sem medo de perder
É o gosto de arriscar

A vida é como um jogo de xadrez
Vem do começo da humanidade
Aqui se nasce jogando, perdendo ou ganhando
Em busca de felicidade

Rola bola, bola rola
Na vida sempre joguei (bis)
Se carambolar eu ganho
Feridô marraio sou rei

1994

ENREDO: Avenida Brasil, tudo passa, quem não viu?
AUTOR(ES): Dico da Viola, Jorginho Ganem e Jefinho

De lá pra cá
Daqui pra lá
Eu vou (ai como vou)
Com meu amor
Vou viajando
Nessa avenida
Pela faixa seletiva
No sufoco dessa vida
"Tudo passa quem não viu"
Uma confusão de coisas
Assim é a Avenida Brasil
Linha Vermelha
Vem cortando a maré
É a bailarina da cidade

Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade (bis)

Do importado à carroça
O contraste social
Nesse rio de asfalto
O dinheiro fala alto
É a filosofia nacional
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
E hoje ela passa por você

Vem cantar e sambar
Com a Mocidade (bis)
De carona na estrela
Rasgando o coração dessa cidade

1995

ENREDO: Padre Miguel, olhai por nós
AUTOR(ES): Marquinho PQD, Santana,Wanderley Marcação e Cardoso do Cavaco

Bravos navegantes portugueses
Encontraram o eldorado tropical, nosso chão,
Rezaram a primeira missa, abrindo as portas pra religião
Mas o dono da terra índio Tupi
Se admirou, sem nada entender
Confundiram o seu credo natural
Suas lendas e seu jeito de viver
Vieram os negros africanos
Com seus tambores, orixás e suas manifestações
Quantos imigrantes te abraçaram, mãe gentil
Trazendo novas crenças pro Brasil
E aí no meu país em louvação
Sagrou-se a mistificação
Com tantas festas e a livre devoção

Com a bandeira do divino e o reisado me encantei
Da lavagem do Bonfim à cavalhada delirei (bis)
Padre Cícero e os romeiros, quanta emoção
A fé se espalhando no sertão

É maravilhosa, é fascinante, é sedução
A mídia anunciando e provocando tentação
O paraíso do futuro é aqui
Com a nova era que virá
E hoje a Mocidade, devota de paixão
Te canta assim em forma de oração

Padre Miguel, Padre Miguel
Olhai por nós, olhai por nós (bis)
Se liga que essa gente tão sofrida, meu Senhor
Tá sempre aguardando a sua voz

1996

ENREDO: Criador e criatura
AUTOR(ES): Beto Corrêa, Dico da Viola, Jefinho e Joãozinho

Cheio de amor
O criador
Findou sua divina solidão
Fez surgir a natureza
Universo de fascinação
Luz, terra e mar
No firmamento os astros a bailar
E numa luminosa inspiração
Fez o homem a mais sublime criação
Assim, o homem com sua ousadia
Avança o sinal no jardim do amor
Deu um salto, dominou a terra
Terra de nosso Senhor

Olha pra mim
Diga quem sou (bis)
Eu sou o espelho
Sou o próprio criador

Gênios, artistas e inventores
Fazem um mundo diferente
Mexem com a vida da gente
Dando asas à imaginação
Em uma nova era
A gente não sabe o que nos espera
Vem nessa, amor, pra um novo dia
Brincar no paraíso da folia

A mão que faz a bomba, faz o samba
Deus faz gente bamba (bis)
A bomba que explode nesse Carnaval
É a Mocidade levantando o seu astral

1997

ENREDO: De corpo e alma na avenida
AUTOR(ES): Chico cabeleira, Joãozinho, Muca e J. Brito

Eu vou, eu vou, amor
Eu vou nessa viagem
De corpo e alma com a Mocidade
Semeando amor, espanto a dor
Sou alegria arrepiando esta cidade
Dos pés à cabeça
Marcando forte vai meu coração
Porque o coração é o grande palco da paixão
É onde aperta a saudade
E pulsa forte a emoção

Me beija na boca
Vem me abraçar (bis)
Tem cheiro de amor no ar
Ouvindo o teu canto ecoar
Nos teus olhos vejo
Minha estrela brilhar

Máquina da vida
Mão abençoada foi quem criou
Nasce, cresce, envelhece
A mente comanda, o corpo obedece
És célula viva
Corre na veia da gente
Luz que brilha no ventre
Raiz dos seus descendentes
Senhor que criou nesse mundo a matriz
Faz esse povo feliz

Saúde e harmonia
Prazer de viver (bis)
Vou virar pelo avesso
Teu avesso eu quero ver

1998

ENREDO: Brilha no c éu a estrela que me faz sonhar
AUTOR(ES): Joãozinho, Guinna, Muca e J. Brito

O céu vai me guiar
O brilho das estrelas
Vai iluminar
Nesta noite a magia
Cai do céu e a poesia
Vem da estrela que me faz sonhar (sonhar)
Nesse universo de mistérios
Um livro aberto cheio de fascinação
Vejo nos astros minha luz na escuridão

Amor vou te levar
Nesse mar de alegria (bis)
Iluminado vou na paz da estrela guia

Reluz no mapa celeste
A sorte e o destino
Dos grandes impérios
Deixa o sonho te levar (levar)
Pro futuro que virá
Entre heróis, mitos, animais
Cruzeiro do Sul, não me perco jamais
Se o mundo gira, o sol se põe
A lua vem e anuncia
Uma chuva de estrelas
Vai cair nesta folia

Uma luz riscou
O espaço sideral (bis)
Fiz um pedido
Pra brilhar no Carnaval

1999

ENREDO: Villa-Lobos e a apoteose brasileira
AUTOR(ES): Santana, Nascimento e Ricardo Simpatia

Rompeu barreiras
Atravessou fronteiras
Para sua música despontar
Esse gênio brasileiro
Conquistou o mundo inteiro
Fez nosso país se orgulhar
Palmilhando os quatro cantos do gigante
De folclore fascinante
Fonte de belezas naturais
Criou grandes temas musicais

Papagaio do moleque enfeitando o céu azul
O uirapuru a encantar de norte a sul (bis)
As Bachianas, quanta emoção
É lindo o chorinho, rasga o coração

Deixou cantar em sua música
A fauna, flora, rio e mar (o mar)
No concerto da floresta ao luar
Canta o pajé, dança o mandu çarara
Refletindo a poesia, mistérios e magias
Da cultura popular
Criança esperança vem pra folia cirandar
Que hoje a batuta do maestro
Rege a sinfonia desta arte milenar (Villa-Lobos)

Villa-Lobos é prova de brasilidade
Sua obra altaneira (bis)
Vem na voz da Mocidade
Cantando a apoteose brasileira

2000

ENREDO: Verde, amarelo, azul-anil, colorem o Brasil no ano 2000
AUTOR(ES): Dico da Viola, Jefinho, Marquinho PQD e Marquinho Índio

O coração do mundo está em festa
E bate forte nesse carnaval
Mas a saudade de uma forma iluminada
Vem trazendo visitantes do espaço sideral
É bom recordar o que já passou
Também vou mostrar como estou
Eu quero aprender um pouco mais a caminhar
Com os índios do futuro viajar

E mergulhar nessa paixão
Com as cores da bandeira no meu coração (bis)

Oh, meu Brasil, esperança que pode curar
Encantos mil e um segredo pra se desvendar
Riqueza que desperta o avanço cultural
Reflete muito mais que o brilho do metal
Oh, meu Brasil, o infinito quando toca o mar
Num beijo anil, um cenário que me faz sonhar
Que o amor pode guiar o novo amanhecer
E a gente ensinar o que é viver

Viver em paz, pra ser feliz
É só amar nosso país
É preservar o que se tem
Seguir a Deus, plantar o bem (bis)
É abraçar o nosso irmão
Ao inimigo só perdão
A nossa estrela vai brilhar
E a luz da paz eternizar

2001

ENREDO: Paz e harmonia, a Mocidade é alegria
AUTOR(ES): Joãozinho, Marcelo do Rap, Domenil e J. Brito

Desperta uma luz, lá do céu clareou (ô ô ô ô)
Unindo o céu e a terra
Iluminado eu vou
Vem me abraçar, "Felicidade"
Plantei amor no coração
Brotou a paz na humanidade
Num beijo e um aperto de mão
Eu vejo o bem vencer o mal
Na Mocidade a alegria
Trocou de mal com a tristeza
É um povo em plena harmonia

Eu quero amar, amor eu vou
Ser feliz nessa paixão (bis)
Minha arma é alegria
Conquistei seu coração

É bom meu país sem guerra
Foi brincando com a terra
Que a criança se encantou
Na luz do sol da Primavera
É a flor da nova era que desabrochou
Me embala num só coração
Onde amar e ser amado
Vem de Deus essa missão
Nos olhos dos anjos da terra
Acendeu a luz eterna
Da bondade e da razão

Explode amor
É carnaval (bis)
O mundo se abraça
Pela paz universal

2002

ENREDO: O grande circo m ístico
AUTOR(ES): Beto Corrêa, Dico da Viola, Jefinho e Marquinho Índio

É show, que euforia
Festa na cidade
O grande Circo Místico chegou, ô ô
De mãos dadas com a Mocidade
Abra as cortinas do seu coração
Nossa arte é vida, cheia de emoção
Vem sonhar acordado
Esse mundo encantado
É fascinação

Palhaço e sambista
Em estado de graça
Pro malabarista, aplausos da massa (bis)
E o trapezista, bailando no ar, oi
E na cartola, a surpresa, o que será

Taí o real picadeiro
A cada instante
Uma viagem além da imaginação
É nobreza e cultura, magia, ternura
Uma doce ilusão
Mãe de toda arte, seduz os meus olhos
Teu chão de estrelas
Aonde chega é felicidade
Quando vai embora, é um mar de saudade

Hoje tem alegria
Sonho da criançada (tem sim, senhor) (bis)
Hoje o céu é de lona
Vamos dar gargalhada, meu amor

2003

ENREDO: Para sempre no seu coração, carnaval da doação
AUTOR(ES): Santana e Ricardo Simpatia

Um gesto de amor faz alguém sorrir
Só o doador faz a vida prosseguir
Basta se conscientizar
A família querer aceitar
Pro sonho se realizar
Vem fazer o bem sem olhar a quem
Com a Mocidade doar o coração
Nos braços da mitologia
Unindo o mundo na mesma missão
Sob a luz da estrela guia

Doar sem medo de errar
Ver um brilho no olhar (bis)
Amar é dar, receber
É tão bom viver

Cosme e Damião
Pioneiros nessa arte divinal
Dando asas à ciência
O homem busca novos ideais
Os olhos ganham luz, vêem cores
Cura os males as dores
Renovando os conceitos sociais
Esse artista iluminado
Doou toda sua criação
Sua imagem é chama viva
Para sempre no seu coração

Alô você
Abrace essa corrente pela vida (bis)
Sou doador, sou Mocidade
Dou um alerta para o bem da humanidade

2004

ENREDO: Não corra, não mate, não morra, pegue carona com a Mocidade!
AUTOR(ES): Santana e Ricardo Simpatia

Brilhou um novo dia
Pegue carona com a Mocidade
O corso da alegria
A despertar toda cidade
É manhã de carnaval
Dou um alerta geral
Vamos colocar o cinto, respeitar a vida
Um descuido é fatal
A máquina evoluiu
O mundo inteiro aplaudiu
Atraindo aventureiros
Traiu em cena o orgulho brasileiro

Amor, paixão, velocidade é ilusão
Dirijo meu carro (bis)
Se tomo um pileque
Dou a vez na direção

Basta de tanto acidente
Não seja imprudente
Subir ao pódio assim não dá (meu Brasil)
Seja mais consciênte
A vida é um presente
Chegou a hora de mudar
Sai desse "pega" moleque
Pisa no breque
Tem alguém a te esperar
Veja a harmonia do sol e da lua
Um exemplo a se espelhar

Pare, pense
Olhe a sinalização (bis)
Proteja quem te ama
Siga em paz na direção

2005

 

Enredo: Buon Mangiare, Mocidade! A Arte está na Mesa

Autores: Inácio Rios, Nilton Mello e Jorginho Valle

Abram as cortinas
No palco, toda forma de expressão
Eu agito a massa
Sou arlequim, tempero certo, sedução
Vai o saltimbanco pela rua
E a vida continua
Ê, Paixão!
Recheio lá dos bailes de Veneza
Quem sou eu? Quem é você?
Vem me dar seu coração 

Ô, ô, ô, ô
A ópera vai começar (bis)
Maestros e compositores
A magia está no ar

Sonhar é renascer
O molho tá na consciência
O homem recriou
Transformando em arte a ciência
O fogo atiçou a terra dos sabores
A moda em Milão
Mistura de cultura e liberdade
Cobre de brasilidade
Essa vida, esse chão
Artistas, descendentes desse traço
Pra Itália, aquele abraço!
Um banquete de união

 

Buon Mangiare, Mocidade! Amor...
Se a arte tá na mesa, eu tô... (bis)
É a trupe independente de Padre Miguel
Brilhou uma estrela lá no céu

2006

Enredo: A Vida que Pedi a Deus
Compositores: Toco, Rafael Só e Marquinho Marino

Fui ao céu, viajei ao infinito
Meu sonho hoje é realidade
A suprema divindade atendeu o meu pedido
Para mudar a profecia
Apostei na alegria e na magia do meu carnaval
Na roda que o mundo gira
Roda baiana, faz o meu mundo girar
No compasso, a bateria faz meu povo delirar
A Mocidade risca o chão de poesia
Sob a luz da estrela guia
A vida vai se transformar

Sou a onda que te leva nesta folia (bis)
Um verde e branco mar de energia

Laços de amor
Unindo os povos num só coração
O homem que fazia a guerra
Hoje é um eterno folião
Há fartura em toda mesa
Da natureza todos vão compartilhar
A vida tem mais qualidade
E a Mocidade é o caminho pra felicidade
E amanhã, quando brilhar o novo amanhecer
Com liberdade e igualdade
Será um mundo bem melhor pra se viver

A vida que pedi a Deus
A Mocidade me proporcionou
São 50 anos de história (bis)
Uma linda trajetória
Lembranças que o tempo não levou

2007

Enredo: Mocidade apresenta: O futuro no pretérito - Uma história feita à mão
Autore(s): Tôco, Rafael Só e Marquinho Marino

Divina criação
Do pó da terra, ao sopro da vida
"O grande artesão do universo"
Legou ao homem a inspiração criativa
Ao deixar o paraíso se fez preciso
Viver pelas proprias mãos
Com o passar do tempo
O mundo em evolução
Escravizado pela sua ambição
Vê o futuro ao simples toque do botão

Amar, viver, sonhar, acreditar
Que a alma é a fonte, energia da vida (bis)
Na máquina jamais se encontrará
A inspiração que faz nascer a poesia

Mãos que se entrelaçam
Da natureza, toda forma de expressão
Transborda, em cada peça, sua imaginação
Tão belas, tão lindas
Uma cultura em cada região
Aplausos às estrelas da folia
O sonho se transforma em alegria
Sou eu, tenho samba no pé, sou sambista
Nas mãos, o talento de artista
Eu me orgulho de ser artesão

Um Brasil feito à mão
Um só coração, liberdade (bis)
Da emoção eu faço a arte
Em verde e branco, com a Mocidade

2008

Enredo: O Quinto Império - de Portugal ao Brasil, uma utopia na história
Compositores: Marquinho Marino, Gustavo Henrique e Igor Leal

Portugal
Bendito seja, abençoado pelo Criador
Uma utopia, um destino, um sonho
Mistico de grandes realezas
Sonhar, com glórias um rei desejar
E o Sol volta a brilhar
Com a esperança no olhar
Mas desapareceu como um grão de areia no deserto
E encantado renasceu
Em cada ser, em cada coração
Para afastar a cobiça, na busca do ideal
O Quinto Império Universal

Deixa o meu samba te levar
E a minha estrela te guiar (bis)
À praia dos Lençóis, nas crenças do Maranhão
Tem um castelo, que é do Rei Sebastião

No Rio de Janeiro aportaram caravelas
Trazendo a Família Imperial
Progresso, em cores combinadas
Debret retratava a transformação
Nas terras tropicais do meu Brasil
Na herança, a dor... o mito ressurgiu
Eis o guerreiro sebastiano
O mais ufano dos lusitanos, em verde e branco
Que traz no peito uma estrela a brilhar
De Norte a Sul desta nação
Faz a manifestação popular

Minha Mocidade... Guerreira
Traz a igualdade, justiça e paz (bis)
Hoje o Quinto Império é brasileiro... Amor
Canta Mocidade, canta

2009

Enredo: Mocidade apresenta: Clube Literário Machado de Assis e Guimarães Rosa, estrelas em poesia!
Compositores: Jefinho, Santana, Ricardo Simpatia, Marquinho Índio e Diego Rodrigues

Reluzente, estrela de um encontro divinal
Risca o céu em poesias
Traz a magia pra reger meu carnaval
Despertam das páginas do tempo
Romances, personagens, sentimentos...
Machado de Assis que fez da vida sua inspiração
Um literato iluminado
As obras, um destino a superação
Nos olhos da arte, reflete o legado
O gênio imortal, do bruxo amado
Que deu ao jornal, um tom verdadeiro
Apaixonado pelo Rio de Janeiro

A canção do meu sarau, te faz sonhar
A emoção vai te levar (bis)
A estrela adormece, na paz do amor
Abençoado um novo sol brilhou

O vento traz Rosa de Minas
Rosas do mundo pra te encantar
Palavras que tocam a alma
Fascinam e tem poder de curar
Pelas veredas do sertão, a fé, o povo em oração
Pedindo a santa em romaria, pra chover em nosso chão
Mistérios na vida desse escritor
Revelam histórias de um sonhador
Brasil de tantas artes, nas letras sedução
Herança em cada coração

Mocidade, a sua estrela sempre vai brilhar
Um show de poesia, em nossa academia (bis)
Saudade em verso e prosa vai ficar

2010

Enredo: Do Paraíso de Deus ao Paraíso da Loucura, cada um Sabe o que Procura
Autores: J. Giovanni, Zé Glória e Hugo Reis

Eu voltei ao Éden
Paraíso de verdade
Serpente chega pra lá
Hoje eu quero é sambar com a Mocidade
O mal que você me causou
Pra que me infernizar
Chega de guerra e miséria
Sem trégua, nem légua
A Idade Média a se transformar

Entre lendas e mistérios
Prestes João me inspirou a navegar (bis)
O bandeirante cobiçou
E o índio revelou o Eldorado de além-mar

Tudo o que eu puder sonhar
Vou realizar agora e sempre
E se tentar me taxar
Mando depositar em outro continente
Do Éden ao paraíso da loucura
Ninguém sabe quanto é o que se procura
Hoje o povo quer felicidade
No paraíso da igualdade e liberdade
Estrela faz o meu sonho mais real
Sacode a Sapucaí
É carnaval

Meu coração vai disparar, sair pela boca
Não dá pra segurar, paixão muito louca (bis)
Luz independente, me leva pro céu
Sou Mocidade, sou Padre Miguel

2011

Enredo: Parábola dos Divinos Semeadores
Autores: J. Giovanni, Zé Glória e Hugo Reis

Uma luz no céu brilhou, liberdade!
Meu coração venceu o medo
O que era gelo se tornou felicidade
A esperança se espalhando pelo chão
A natureza tem mistérios e magias
Rituais, feitiçarias, deuses a me abençoar
Levado pela luz da Estrela Guia
Eu vou por onde a semente germinar

O que eu plantei, o mundo colheu
Um milagre aconteceu (bis)
A vida celebrou um ideal
E a fartura se transforma em festival

Festa de Ísis, a Farra do vinho
Até em Roma a semente foi brotar
Mudaram meu papel, oh Padre Miguel
Hoje ninguém vai me censurar
O baile da máscara negra
Até a nobreza teve que engolir
Meu Brasil, de norte a sul sou manifestação
Aonde vou, arrasto a multidão
De cada cem só não vem um
Vou voltar, um dia ao espaço sideral
E reviver o meu Ziriguidum, em alto astral

Tá todo mundo aí? Levante a mão
Quem é filho desse chão (bis)
Chegou a Mocidade, fazendo a alegria do povo
Meu coração vai disparar de novo

2012

Enredo: Por ti, Portinari, rompendo a tela, a realidade
Autores: Diego Nicolau, Gabriel Teixeira e Gustavo Soares

Eu guardei a mais linda inspiração
Pra exaltar em sua arte
A brasilidade de sua expressão
Desperta gênio pintor
Mostra seu talento, revela o dom
Deixa a estrela guiar
Faz do firmamento, seu eterno lar
Solto no céu feito pipa a voar
Quero te ver qual menino feliz
Planta a semente do sonho em verde matiz

Emoção, me leva…
Livre pincel a deslizar (bis)
Vou navegar, desbravador
Um errante sonhador

Voar pelas asas de um anjo
Num céu de azulejos pedir proteção
Vida de um retirante
No sol escaldante que queima o sertão
Moinhos vencer… Histórias de amor
Riscar poesias em lápis de cor
Você, que do morro fez vida real
Pintou nossos lares num lindo mural
Você, retratando a alma, se fez ideal
Meu samba canta mensagens de “guerra e paz”
Seu nome será imortal em nosso carnaval

É por ti que a Mocidade canta
Portinari, minha aquarela (bis)
Rompendo a tela, a realidade
Nas cores da felicidade

2013

Enredo: Eu vou de Mocidade com Samba e Rock in Rio por um Mundo Melhor
Autores: Jefinho Rodrigues, Jorginho Medeiros, Marquinho Indio, Domingos PS, Moleque Silveira e Gustavo Henrique

Em verde e branco reluziu
Um sonho de amor e liberdade
Da lama então, a flor se abriu
Cantei a paz a igualdade
Estrelas mudam de lugar
A minha popstar chegou rasgando o céu
Num big bang musical
Faço meu carnaval, eu sou Padre Miguel
A vida é um show, Maraca é vibração
''É o samba-rock, meu irmão''

Pandeiro, guitarra, swing perfeito
Não tem preconceito, a nossa união (bis)
Meu baticumbum é diferente
Não... Não existe mais quente

Música me leva...
O meu destino é a alegria desse mar
Vou pra Lisboa, eu vou na boa
E numa só voz ecoar
Muito mais que um som pra curtir
Conquistei a arena de Madrid
Meu Rio... Voltei morrendo de saudade
Na Apoteose é nova edição, overdose de emoção

Uma onda me embala, invade a alma
No peito explode a minha paixão (bis)
Um mundo melhor... Que felicidade
No Rock in Rio eu vou de Mocidade

2014

Enredo: Pernambucópolis
Autores: Dudu Nobre, Jefinho Rodrigues, Marquinho Índio, Jorginho Medeiros, Gabriel Teixeira e Diego Nicolau

Eita saudade danada
Vim das estrelas com meu ziriguidum
"Parece que estou sonhando"
Meus olhos reencontrando
Minha gente, meu lugar
É Vitalino ao som do baião
Tem batucada no meu São João
"Vixe Maria", me de proteção
Rodei ciranda com os pes na areia
Toquei viola sob a lua cheia

Chegue, venha cá forrozear
Zabumbei meu coração (bis)
Puxa o fole, sanfoneiro
"Arretado" é meu sertão

Ah, meu Pernambuco...
Sou mameluco, leão do Norte sou
Um peregrino personagem de cordel
Levo comigo meu "padim Padre Miguel"
Eu danco frevo até o dia clarear
No colorido do folclore, vem brincar
Abre a sombrinha que o "galo" madrugou
Tambem tem festa em Olinda, meu amor!
Vejam quanta alegria levar vou
Viver um sonho no espaço sideral
Da pioneira, ergo a bandeira
"Pernambucópolis", meu carnaval!

Louco de paixão, sempre vou te amar
Luz da emoção no meu cantar (bis)
Independente na identidade
Com muito orgulho, "eu sou Mocidade"