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INOCENTES DE BELFORD ROXO - 2027 Enredo: Anarriê, Alavantu: O Grande Auto de Maracanaú! Mandei tudo pra cucuia No caminho eu me alimento Irmão baiano disse no clarão da lua A verdade nua e crua Pra que a memória não se perca no vento Eh “siará” na poeira da estrada Eh Ceará fé no cabo da enxada É Pitaguary o mel do cauim Na luz da manhã Há um xodó, forrobodó, marakanã Doutor, ai doutor, trajetoria de excelência Que escreve a história pelo oficio da ciência O homem ta doido Maria Será o moreno de lá Poeta é o boi só não sei quem foi (bis) Que fez holandês vira causo Pra encher prato raso E a gente brincar O “vei” Dom Quixote desta terra Da vacina sem revolta Sem espada nem canhão Sabia que é preciso uma rede Pra que a fome mate a sede E acabe a exclusão Mas eu que vivo minha vida tão ladina A paixão é cajuina, engarrafaram o sertão Se quiser brigar eu fujo antes que eu me esqueça Faço igual ao caramujo levo a casa na cabeça Pajuçara minha gente, dê me um lote de caju Vou pro São João mais quente em meu Maracanaú Anarriê! Alavantu! Zabumbeia mais não faz um sururu (bis) Alavantu! Alavantu! Anarriê! No arraiá dos Inocentes a sanfona vai gemer | ||