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ÉMERSON DIAS

EMERSON DIAS

       

    

        Nome completo: Emerson Luiz de Castro Souza

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        Ano de nascimento: 1978

 

 

       

                                                                   

   
Carnaval de 2008. O crônometro é acionado. A sirene toca pela terceira vez. A Grande Rio começa a adentrar a avenida. E o samba a ser cantado. Mas falta um pequeno detalhe: o intérprete principal. Wander Pires está inacreditavelmente atrasado. Com sangue frio e pego de surpresa, um cantor de apoio, um dos compositores do samba-enredo, assume emergencialmente o microfone principal e, mesmo com toda a tensão que o inusitado cenário proporciona, segura aqueles dramáticos primeiros minutos do desfile até a constrangida chegada de Wander.

Sem dúvida, este é o mais célebre e marcante momento de Emerson Dias no Carnaval Carioca, que o tornaria definitivamente conhecido no mundo do samba. Irrequieto, carismático e serelepe podem ser algumas de suas características. Sobrinho do intérprete Celino Dias, adotou no nome artístico o sobrenome do tio para homenageá-lo. Suas raízes carnavalescas estão na Lins Imperial: Emerson é neto de Antônio Dias, fundador da verde e rosa do bairro de Lins Imperial e também sobrinho de João Banana (compositor e presidente da Lins) e do compositor Tiãozinho do Salgueiro.

Considerado um dos grande nomes do carnaval, Emerson Dias estreou como diretor de tamborim na Lins Imperial. Estreou como puxador na escola mirim Alegria da Passarela (a atual Aprendizes do Salgueiro) como apoio de Leonardo Bessa, em 1991. No mesmo ano, influenciado por Celino e seus outros tios carnavalescos, João Banana e Tiãozinho do Salgueiro, começou a defender sambas concorrentes nas eliminatórias do Salgueiro, que acabou sendo o vencedor da disputa para o enredo de 1992, “O Negro que Virou Ouro nas Terras do Salgueiro”. Neste mesmo ano, integrou pela primeira vez o carro de som da agremiação vermelho e branco, liderado por Quinho. Permaneceu por oito anos na Academia do Samba como apoio de carro de som até o desfile de 2000.

Em 2001, a convite de Quinho, se transferiu para a Academicos do Grande Rio para ser integrante do carro de som. Após o desfile de 2002, Quinho acertou seu retorno ao Salgueiro. No entanto, Emerson decidiu permanecer na tricolor de Duque de Caxias. Para o carnaval de 2002 também foi contratado pela Inocentes da Baixada (atual Inocentes de Belford Roxo) para ser o intérprete oficial da escola.

Durante o desfile de 2008, conforme já relatado, foi o puxador oficial da Grande Rio por alguns minutos. Wander Pires era o intérprete oficial da escola e por conta de um acidente de carro não conseguiu chegar a tempo do início do desfile, com isso, Emerson assumiu o microfone principal cantando o samba exaltação até a primeira virada do samba-enredo.

A partir de 2010, Emerson deu início a sua carreira como puxador em outras praças, passando também a cantar em Uruguaiana, Porto Alegre, Guaratinguetá e Guaíba.

De 2009 a 2012 o cantor foi apoio de Wantuir pela Grande Rio. Em 2013, Emerson Dias assumiu o posto de intérprete oficial da tricolor de Duque de Caxias, Mas, por decisão da diretoria da escola, foi anunciado o retorno de Nêgo para dividir o microfone com Emerson. Após o desfile de 2013, Emerson passou a ser o único intérprete principal da agremiação.

Emerson Dias finalmente estreou solo na Sapucaí em 2014, e logo no primeiro ano sua performance rendeu o Prêmio Estandarte de Ouro na categoria de Melhor Intérprete.

O ano de 2017 foi um dos principais de sua carreira. Emerson foi o intérprete de samba-enredo mais ouvido do país nas plataformas de streaming e nas rádios ao gravar o samba-enredo da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo. Com o enredo “Ivete do rio ao Rio” (de Paulo Onça, Kaká, Alan Vasconcelos, Dinho Artigliri, Rubem Gordinho e Marco Moreno), a faixa teve a participação especial da artista que sempre levava os integrantes da escola nos principais programas de TV do Brasil. Emerson foi o primeiro cantor do Carnaval carioca a puxar samba-enredo em cima do trio elétrico no Carnaval de Salvador, além de fazer shows no circuito Barra/Ondina, micaretas, Villa Mix e show no canal Multishow.

Depois de 17 anos na tricolor de Caxias, fez seu último desfile pela Acadêmicos da Grande Rio em 2018. Logo após o carnaval foi anunciado seu retorno para o Salgueiro e assumir o cargo de intérprete oficial. Faltando dois meses para o desfile de 2019, a direção salgueirense também anuncia o retorno de Quinho para a escola. Desde então, a dupla divide o comando do carro de som do Salgueiro.

Pai de três filhos, Emerson divide o microfone principal do Salgueiro com Quinho, a quem considera um grande amigo, e concilia a carreira com o trabalho em uma operadora de telefonia e administração de uma loja de material de construção.
 
INÍCIO: Escola mirim Alegria da Passarela (atual Aprendizes do Salgueiro) como apoio de Leonardo Bessa, em 1991.
1992 a 2000 – Salgueiro (apoio de Quinho, Quinzinho e Wander Pires)
2001 a 2013 – Grande Rio (apoio de Quinho, Wander Pires, Bruno Ribas, Wantuir e Nego)
2002 – Inocentes da Baixada (cantor principal)
2011 – Acadêmicos de São Miguel (Uruguaiana)
2012 – Imperatriz Dona Leopoldina (Porto Alegre, junto com Cesinha)
2014 a 2018 – Grande Rio (cantor principal)
2014 a 2018 – Imperadores do Sol (Uruguaiana-RS)
Desde 2018 – Acadêmicos do Campo do Galvão (Guaratinguetá-SP)
Desde 2019 – Salgueiro (ao lado de Quinho)
Desde 2019 – Unidos da Cova da Onça (Uruguaiana-RS)
2020 – Academia de Samba Cohab Santa Rita (Guaíba-RS)

GRITO DE GUERRA: De todos os amores que eu tenho, é com muita honra e com muito orgulho, (diz o nome da escola), minha maior paixão!

GRITOS DE EMPOLGAÇÃO: “Ei psiu, eu também sou (diz a origem da escola)”; “me respeita”; “Se for pra sacudir, sacode pra mim”; “Ééééééééé de arreeeepiaaaar”; “taí a surpresa”; “di-di-di-di-di-diz”.

SAMBAS DE SUA AUTORIA: "Do Verde de Coarí vem meu Gás, Sapucaí!" (Grande Rio/2008, com Mingau, Edu da Penha, Maurição e Arlindo Cruz), "Voilá, Caxias! Para sempre liberte, egalité, fraternité. Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!" (Grande Rio/2009, com Deré, Rafael Ribeiro e Mingau), "Das Arquibancadas ao Camarote Nº 1... Um Grande Rio de Emoção na Apoteose do seu Coração" (Grande Rio/2010, com Barbeirinho, Mingau, G. Marins, Arlindo Cruz, Levi Dutra, Carlos Sena, Chico da Vila, Da Lua, Isaac, Rafael Ribeiro e Juarez Pantoja), "Sou Justiceiro e Grito por Liberdade" (Acadêmicos de São Miguel/2011, com Mingau e Da Lua), "75 Anos de Cara Pintada de Brasil" (Imperatriz Dona Leopoldina/2012, com Mingau e Andy Lee) e "Opará - O Velho Chico! Crenças, Mitos e Lendas" (Imperatriz Dona Leopoldina/2013, com Andy Lee), "A Magia dos Opostos" (Imperadores do Samba/2015, com Victor Nascimento, Andy Lee e Roberto Nascimento).

Prêmios:
Estandarte de Ouro: Intérprete (2014)
Estrelas do Carnaval (2018), do site Carnavalesco;
9º Gato de Prata (2018)
Prêmio S@mba-Net (2018)
Melhores do Carnaval (2019), do site Carnaval Interativo

DISCOGRAFIA DE CARNAVAL:

CD Sambas Enredo Carnaval de Porto Alegre 2012 (faixa Imperatriz Dona Leopoldina)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2014 (faixa Grande Rio)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2015 (faixa Grande Rio)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2016 (faixa Grande Rio)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2017 (faixa Grande Rio)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2018 (faixa Grande Rio)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2019 (faixa Salgueiro)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2020 (faixa Salgueiro)
CD Sambas Enredo Grupo Especial 2022 (faixa Salgueiro)

MAIS FOTOS DE EMERSON DIAS


Com Quinho, de quem Emerson foi apoio nos anos 90. Desde 2019 a dupla comanda o carro de som do Salgueiro


Emerson Dias e Quinho, parceria que vem se consolidando no Salgueiro


Emerson (à esq) e Quinho, se divertindo em ensaio do Salgueiro para o carnaval de 2020, no enredo em homenagem ao palhaço negro Benjamin de Oliveira


Desfilando em Uruguaiana (de vermelho e azul), defendendo a Acadêmicos de São Miguel em 2011. Ao lado, o intérprete Igor Vianna também no carro de som


À esquerda, de casaco branco, como intérprete principal na Inocentes da Baixada, na Sapucaí em 2002


Estreando na Sapucaí, como apoio de Quinho (cabeludo, atrás do intérprete), pelo Salgueiro no carnaval de 1992






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