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EM CIMA DA HORA

EM CIMA DA HORA

FUNDAÇÃO  15/11/59
CORES  Azul Pavão e Branco
QUADRA  Rua Zeferino da Costa, 556
Cavalcanti
21370-230
BARRACÃO Rua Montevidéu, 1093
Penha
SÍMBOLO  Relógio com Lira

 

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

 

HISTÓRICO

Alguns abnegados sambistas se reuniram para fundar uma escola de samba. Discussão vai, discussão vem, ideologias à parte, mas nenhuma conclusão quanto ao nome. Assim iam madrugada adentro, até que um deles, de repente, olha para o relógio e verifica: "Puxa vida, são três horas da manhã. Estou em cima da hora de chegar em casa". Riram-se todos. E assim com a anuência dos demais presentes, desencantou-se o tão sonhado nome: "G.R.E.S. EM CIMA DA HORA".

Dois dos fundadores, Leleco e Baianinho, antes de morarem em Cavalcanti, foram crianças no Catumbi, onde existia um bloco com o nome de "Em Cima da Hora" (um dos primeiros do Rio de Janeiro). Quando rapazes, após fundarem com outros moradores de Cavalcanti o bloco que inicialmente era conhecido como "Bloco do Leleco", nas cores verde e branco, resolveram dar o nome de "Em Cima da Hora" em homenagem a aquela agremiação já extinta. E em 15 de novembro de 1960 passou à Escola de Samba, batizada pela Portela, adotando as cores azul e branco e tendo como símbolo um relógio marcando três horas com uma lira ao fundo. 

A escola do subúrbio de Cavalcanti, que fica próximo a Cascadura e Inhaúma, fez uma trajetória bonita no carnaval carioca, já tendo figurado no grupo principal sete vezes. Em 1973 conquistou seu primeiro Estandarte de Ouro com o samba-enredo "O Saber Poético da Literatura de Cordel", de Baianinho. Em 1976, a "Em Cima da Hora" se superava e brindava a todos com um dos melhores sambas-enredo de todos os tempos: "Os Sertões", de Edeor de Paula, e abocanhava seu segundo Estandarte de Ouro. Em 1984, o samba "33 - Destino, Dom Pedro II", de Guará e Jorginho das Rosas conquistava o terceiro Estandarte de Ouro da "Em Cima da Hora". Nos anos que se seguiram a Escola ganhou o Estandarte de melhor Ala das Crianças, sob a coordenação da saudosa Dona Didi, e o de melhor Passista Masculino através de Carlinhos de Jesus, que anos após viria a ser reconhecido como o grande mestre da dança.

Pertence também à escola o famoso compositor Baianinho, autor de inúmeros sucessos da MPB, e João Severino, sambista dirigente que presidiu a agremiação durante anos, bem como durante muitos anos, a ela pertenceu o jornalista e vereador Sérgio Cabral. É uma das escolas mais queridas pela imprensa especializada em carnaval e também pela intelectualidade carioca.

Em 2000, a Em Cima da Hora empatou em pontos com a Tuiuti, dividindo o vice-campeonato do Acesso com a escola de São Cristovão. A Em Cima da Hora só não subiu para o Grupo Especial porque perdeu para a Tuiuti no quesito-desempate. No entanto, a escola, desde 2001, vem amargando uma trajetória em queda livre: caiu em 2001 do Grupo A para o B, desceu do B para o C em 2003 e no carnaval de 2004 amargou mais um rebaixamento ao cair para o Grupo D, a quinta divisão do carnaval carioca. A escola chegou a dar sinais de recuperação sagrando-se campeã do Grupo D em 2006 com a reedição de seu enredo de 1974, "A Festa dos Deuses Afro-Brasileiros". Mas a Em Cima da Hora novamente foi rebaixada ao Grupo D em 2008. Foi campeã em 2010, retornando ao Grupo C em 2011.

RESULTADOS DA ESCOLA

1962 - 16ª no Grupo 3 
Independência do Brasil 
Osmar da Rocha

1963 - 24ª no Grupo 3 
Insurreição Pernambucana 
Diretoria da Escola

1964 - 12ª no Grupo 3 
Apoteose Econômica e Financeira do Império 
Sebastião Souza de Oliveira

1965 - 4ª no Grupo 3 
Carnaval do Rio Através dos Séculos 
Sebastião Souza de Oliveira

1966 - 1ª no Grupo 3 
Missão Artística Francesa em 1816 - Debret 
Sebastião Souza de Oliveira

1967 - 3ª no Grupo 2 
Vida e Amores de D. Beja 
Sebastião Souza de Oliveira

1968 - 1ª no Grupo 2 
Anita Garibaldi, Amor e Revolução 
Ney Roriz

1969 - 10ª no Grupo 1 
Ouro Escravo 
Ney Roriz

1970 - 8ª no Grupo 2 
O Mundo Maravilhoso de Debret 
Sebastião Souza de Oliveira

1971 - 1ª no Grupo 2 
Este Rio que Eu Amo 
Sebastião Souza de Oliveira

1972 - 8ª no Grupo 1 
Bahia, Berço do Brasil 
Sebastião Souza de Oliveira

1973 - 6ª no Grupo 1 
O Saber Poético da Literatura de Cordel 
Sebastião Souza de Oliveira

1974 - 8ª no Grupo 1 
Festa dos Deuses Afro-Brasileiros 
Roberto Rodrigues

1975 - 12ª no Grupo 1 
Personagens Marcantes dos Carnavais Cariocas 
Sebastião Souza de Oliveira

1976 - 13ª no Grupo 1 
Os Sertões 
Sebastião Souza de Oliveira

1977 - 11ª no Grupo 2 
Heitor dos Prazeres, um Artista Carioca 
Sebastião Souza de Oliveira

1978 - 1ª no Grupo 3 
O Samba é o Embaixador 
Diretoria

1979 - 10ª no Grupo 2A 
Do Astro Rei à Rainha das Flores 
Diretoria

1980 - 5ª no Grupo 2A 
Bahia, Bahia, Tradicional Bahia 
Diretoria

1981 - 2ª no Grupo 2A 
Boi-bumbá com Abóbora 
Ney Roriz

1982 - 4ª no Grupo 1B 
Popô, Papá, Bubu, Babá 
Ney Roris

1983 - 10ª no Grupo 1B 
Enredo, Sem Enredo 
Ney Roris

1984 - 3ª no Grupo 1B 
33, Destino D. Pedro II 
José Leonídio e Regina Celi

1985 - 16ª no Grupo 1A 
Me Acostumo mas Não me Amanso 
Sid Camilo e Edson Mendes

1986 - 5ª no Grupo 1B 
Terra Brasilis 
Sérgio e Amarildo

1987 - 9ª no Grupo 2 
Kid Morangueira da Silva, o Embaixador dos Morros 
José Leonídio e Regina Celi

1988 - 2ª no Grupo 3 
Samba-Ô 
Vando

1989 - 9ª no Grupo 2 
Num Passe de Mágica 
Regina Celi e José Leonídio

1990 - 5ª no Grupo B 
Saudades do Rio 
Júlio Mattos

1991 - 4ª no Grupo B 
Elymar, um Sonho que Virou Canção 
Beto Maia

1992 - 8ª no Grupo B 
A Sombra da Ilusão, uma Fantasia Brasileira 
José Eugênio

1993 - 7ª no Grupo B 
ECA 8069 
Reynaldo Valença

1994 - 3ª no Grupo B 
De Frequência em Frequência na Cadência do Samba 
Amarildo Lopes, José Leonídio e Regina Celi

1995 - 10ª no Grupo A 
No Reflexo do Espelho, a Arte de Dançar (Homenagem à Carlinhos de Jesus) 
Reinaldo Valença e Edson Santos

1996 - 6ª no Grupo A 
Yara Cigana, Canta, Dança e Toca, é Rio, é Rua, é Carioca 
Colaboarra, André Machado, Salomé e Reinaldo

1997 - 5ª no Grupo A 
Sérgio Cabral, a Cara do Rio 
André Machado e Fernando Pamplona

1998 - 7ª no Grupo A 
Quem é você, Zuzu Angel? Um Anjo feito Mulher 
Ernesto Nascimento e Actir Gonçalves

1999 - 6ª no Grupo A 
Horas... Eras de Glórias ... e Outras Histórias ... 
Alex de Sousa e Ernesto Nascimento

2000 - 3ª no Grupo A 
Oswaldo Cruz, A Saga de Um Herói Brasileiro 
Alex de Sousa e Ernesto Nascimento

2001 - 12ª no Grupo A 
Goiá Tacá Amopí - O Campo das Delícias 
Luiz Marques

2002 - 10ª no Grupo B 
A Poesia anda de Bonde e a Em Cima da Hora conta essa Linda História 
Silvio César

2003 - 11ª no Grupo B 
XVª Região - Nossa Vida, Nosso Progresso, nossa Paixão... 
Marcelo Portela

2004 - 12ª no Grupo C 
Uai, Nós somos Brasileiros 
Marco Antônio

2005 - 4ª no Grupo D 
Mãe Baiana, Signo da Africanidade Carioca
Cida Donato

2006 - 1ª no Grupo D
Festa dos Deuses Afro-Brasileiros
Jorge Caribé

2007 - 5ª no Grupo C
Os Tambores do Brasil
Jorge Caribé

2008 - 12ª no Grupo C
Entre Pulgas e Piolhos... Assim Levaram Nossos Tesouros
Jorge Caribé

2009 - 5ª no Grupo D
Sob as barbas de Noé, colori de azul e branco a Arca de Vinícius
André Tabuquini e Anna Clara Tavares
 

2010 - 1ª no Grupo D
50 Anos de História, Assim Conta Minha Senhora, Em Cima da Hora
Sandro Gomes

2011 - 5ª no Grupo C
É Carnaval... Abram alas para a folia
Marco Antonio

2012 - 4ª no Grupo C 
Simplesmente... Amor

Marco Antonio

SAMBAS-ENREDO

1968

 

Enredo: Anita Garibaldi, amor e revolução

Compositores: Edinoel e Jair Torrada

 

Uma explosão

Tinge de vermelho o auri-verde

Escrevendo uma epopéia

Verde, vermelha e amarela

Na Guerra dos Farrapos

Surge como estrela ao máximo brilhante

Anita Garibaldi

No barco do seu romance

Símbolo da Bravura Farroupilha

Heroína de dois mundos

Heroína de duas bandeiras

Glória a Anita Garibaldi

Uma heroína brasileira

Fazendo parte da tripulação do Seival

Muito lutou contra a coroa Imperial

A navegar sobre as ondas bravias do mar

Sempre empunhando seu fuzil

Em defesa da paz e da liberdade no Brasil

Lará la la lá la la la

Lará la la lá la la la

1969

Enredo: Ouro escravo
Autor(es): Normi de Freitas e Jair dos Santos

Do homem africano ressaltamos o valor
Nesta página marcante
Que o Em Cima da Hora desfolhou

O ouro escravo
No tempo do Brasil colonial (bis)
Brilha nos anais desta história
Que apresentamos neste carnaval

Solto no campo, na serra ou junto ao mar
O índio bronzeado não puderam escravizar
Enquanto o negro era martirizado na escavação do ouro
Trabalhando sem cessar

A toda crueldade resistia
Oh, quanto o negro sofria (bis)

A exploração era geral
Na mineração e também no vegetal
O pau-brasil
De um século para outro sumiu
Transformado em anilina, enriquecendo o tecido
Que o colo de ricas damas cobriu
E as montanhas de esmeraldas
E as pepitas brilhantes
Aumentavam as ilusões
Dos aventureiros bandeirantes
E o negro trabalhava
Nesta terra importante
Tratava da plantação
Na lavoura verdejante

Ô ô ô lara, lara, lara, ra, ra
Só o homem africano era braço produtor (bis)
Que mais tarde a Lei Áurea libertou

1970

 

Enredo: O mundo maravilhoso de Debret

Compositores: Dodô Marujo e Zeca do Varejo

 

Quando o Brasil passou

A sede da Monarquia

Abriu seus portos

Ao comércio internacional

Chegava ao Rio a convite da Soberania

Uma missão de alto nível cultural

Após idos anos

Vamos reviver

Apresentando as maravilhas de Debret

Ele ilustrou

Com as suas aquarelas

As cenas belas

Deste imenso torrão

Retratando

Em uma de suas pranchas

A viagem da Corte de Dom João

Os negros serradores

Os meios de habitação

O índio bororeno

E o negro cirurgião

O vendedor de aluá

O vendedor de manuê

Mundo encantado

Do inesquecível Debret

La la la la la la la

1972

Enredo: Bahia, berço do Brasil
Autor(es): Eládio (Baianinho)

Ê ê ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)

Terra dos capoeiras
Do famoso candomblé

Tem a festa da Ribeira
A festa do lava-pés (bis)
Salve Senhor do Bonfim
Que os baianos tem muita fé

Ê ê ê, Bahia
Bahia de São Salvador (bis)

Glória à heroína
Maria Quitéria, mulher de grande valor
Lutou pela liberdade
E contra o terrível preconceito

Bahia, berço do Brasil
Terra de São Salvador (bis)
Que o mundo inteiro encantou

1973

Enredo: O saber poético da literatura de cordel
Autor(es): Baianinho

Era uma vez
Era assim que começava
Eu era menino, hoje recordo
As estórias que vovô contava
O pavão misterioso
Que Evangelista mandou construir
Com seu talento conquistou, ô, ô
A filha do conde, seu amor
Quem é que não se lembra
Do conto do boi mandingueiro
Quando falava o seu nome
O vaqueiro tremia de medo
Quem amansasse o boi
Tinha um prêmio em dinheiro

E também casava com a filha do fazendeiro (bis)

O Padre Ciço do Juazeiro
Homem de bom coração
Sempre lembrado
Pelo povo cristão

Vamos cantar, minha gente
Presta atenção no refrão (bis)
Viva o poeta violeiro
Lá do sertão

Ê boi, ê, ê
Ê boiada (bis)
É mandingueiro gente
É vaquejada

1974

Enredo: A festa dos deuses afro-brasileiros
Autor(es): Baianinho

Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor (arerê)

Arerê, caô meu pai, arerê (bis)

E nas noites de magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar

Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)

1975

Enredo: Personagens marcantes do carnaval carioca
Autor(es): Cigarra

É Praça Onze
É pierrô, é colombina (bis)
Arlequim e serpentina
Tia Ciata, a sambar

Dos carnavais modernos e de outrora
Personagens marcantes
Recordamos agora
Autores e cantores
Reconhecemos seus valores
Zé Pereira com seu bumbo original
O Rei Momo comandando o pessoal
Vilma porta-bandeira
Quanta alegria ver
No carnaval
As escolas de samba
São aquela atração
Os blocos de sujo
Arrastando a multidão

Olê, olê
Olê, olá (bis)
Sociedades, minha gente
E o Ameno Resedá

1976

Enredo: Os Sertões
Autor(es): Edeor de Paula

Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh, solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra e seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida e triste nesse lugar

Sertanejo e forte
Supera miséria sem fim (bis)
Sertanejo homem forte
Dizia o poeta assim

Foi no século passado
No interior da Bahia
O homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia

Os jagunços lutaram
Ate o final (bis)
Defendendo Canudos
Naquela guerra fatal

1977

Enredo: Heitor dos Prazeres, um Artista Carioca
Autor(es): Amaury Machado (Louro)

Encantando a passarela
Um enredo divinal
Retrata a vida do artista
Heitor dos Prazeres, o magistral
Das obras que Mano Lino escreveu
O Brasil cantando enalteceu
Suas aquarelas musicais

Hoje
Do mestre só ficou saudade (bis)
Da linda tela, a bela imagem
Da festa de São João

Ficou seu nome de bamba
Nas escolas de samba
O cavaquinho a recordar
Não se deve amar sem ser amado
Mulher de malandro
O pierrô apaixonado

Querida Praça Onze
Hoje seu filho (bis)
Está presente
Neste tema comovente

1979

Enredo: Do Astro Rei à Rainha das Flores
Autor(es): ???

Lenda, sublime imaginação
Chegou a nossa geração
Nas estações, o artista se inspirou
O sol e a lua, que beleza
No espaço, iluminando a natureza
O povo brincando, que emoção
Nas ruas alegres, saudando o verão

Praias, piqueniques, fantasia (bis)
Vontade de viver em euforia

E nas fazendas, os colonos em festa
Agradece ao outono a colheita feliz
Chega o inverno acolhedor
Colorindo o universo, que esplendor

E a primavera, estação das flores
Bem iluminada de amores (bis)
Trazendo paz, poesia e sedução
Aguardando a chegada do verão

1981

 

Enredo: Boi Bumbá com abóbora

Compositores: Dodô Marujo e Zeca do Varejo

 

Em Cima da Hora apresenta

Seu gado, criação nacional

O boi mandigueiro sonhou

Ser boi-bumbá na ilha do carnaval

Sol, cor de abóbora brilhante

Ofusca o azul e o luar

Astros, astronaves vagantes

Lendas e mitos no ar

 

Olha o boi com abóbora

Ele vai chifrar (bis)

O bicho tá solto

Pode te pegar

 

Antes de acontecer

A imprensa comentou

Que a soberana imperatriz

Mandou a mocidade providenciar

Uma águia nas cores azul e branco

Para a vila imperial enfeitar

 

Lá no alto do salgueiro

No topo de uma mangueira (bis)

Um beija-flor diferente

Cantando a noite inteira

1982

Enredo: Popô, Papá, Bubu, Babá
Autor(es): Jair Torrada e Baianinho

Os anjos da paz e da guerra
Orixás de outra terra
Viram Popô nascer
Num palco de luz e alegria
Caramuru tupiniquim pedia
Lua brilhante
Olhe, meu anjinho, com amor
Este lindo bebê gigante

Será um rei, ator feliz
Ator feliz, será um rei (bis)

A mucama baiana
A Preta-Velha Babá
Pega o artista pra criar
Mal começa a andar já quer falar
Tutu papá bubu babá

O Popô quer dançar
O Popô quer o Bubu da Babá (bis)

Dá chupeta pra ele
Cante modinhas do famoso boi-bumbá (boi-bumbá)
É lindo seu chorinho
Popô quer mamá

O popularesco, o pop popular
Sem temer com Macobeba vai brincando (bis)
Macunaíma na vida
Vai rebolando e cantando

1983

Enredo: Enredo, Sem, Enredo
Autor(es): Guará, Hélio do Bar, Nelinho e Timbó

Fala, fala falador ô ô ô ô
Caveira quem te matou
Foi a língua, meu senhor
Vota, vota eleitor ô ô ô ô
Enredo quem te apontou
Foi o voto sim senhor (foi assim)

Mas não tem nada não
Sambista de verdade traz no coração
O samba batido na palma da mão
E na discordância sempre havia
Popô e Lili, noite e dia
Com Geni na multidão
Que fascinação
No voto, um ritual com gosto de democracia
Fosse tema da Bahia
Da monarquia ou enredo original
Tudo o que o Popô queria neste palco eleitoral
Adeus à tristeza, voto é carnaval
Voto é carnaval

Não há enredo, Popô sabe como é (bis)
Sai como pode, como gosta e como quer

Meteram dedo, criticaram o boi-bumbá
Fizeram troça do popô, papá
E do bubu da babá

Eis aí o sem enredo
Para o malhador malhar (bis)
Pegue a chave do segredo
Se é capaz, deve votar

1984

Enredo: 33 – Destino D. Pedro II
Autor(es): Guará e Jorginho das Rosas

Vamos sublimar em poesia
A razão do dia-a-dia
Pra ganhar o pão
Acordar de manhã cedo
Caminhar pra estação
E chegar lá em Dom Pedro
A tempo de bater cartão

Não é mole não
Com a inflação (bis)
Almejar a regalia
E o progresso da nação

O suburbano quando chega atrasado
O patrão mal-humorado
Diz que mora logo ali
Mas é porque não anda nesse trem lotado
Com o peito amargurado
Baldeando por aí

Imagine quem vem lá de Japerí (bis)

Olhando a menina de laços de fita
Batucando na marmita
Pra não ver o tempo passar

Esquecendo da tristeza quando o trem avariar (bis)

E na viagem, tem jogo de ronda
De damas e reis
Vendedores, cartomantes, repentistas
Tiram onda de artista
No famoso “Trinta e Três”
O trombadinha quase sempre se dá bem
O paquera apanha quando mexe com alguém

Não é tão mole andar de pingente no trem (bis)

1985

Enredo: Me acostumo mas não me amanso
Autor(es): Reco, Nunes e Renato

Deixando as terras secas do Norte
Saí pra buscar a sorte
Vim pro Rio de Janeiro
A cidade grande é um novo teste
Sou mais um cabra da peste
Com instinto aventureiro
De tudo vendo na praia e na feira
Vendo a minha história inteira de saudade e desamor
Com minha sanfona, sou sucesso
Faço parte do progresso, mas ninguém me dá valor

Vote em mim, sou retirante
Cabra macho nacional (bis)
Saí do sertão distante
Pra vencer na capital

Na feira, com saudades vou lembrando
Parte do cotidiano no meio de tanto avanço
São Cristóvão agora é meu patrono
E eu aqui nesse abandono
Me acostumo mas não me amanso
Sou índio, sou nativo soberano
Sou enredo este ano
O meu grito está no ar
Sonhando, vejo um novo agreste
Porque lá no meu Nordeste
Se chover, de tudo dá

Eu sou índio sou guerreiro
No meio da multidão (bis)
Sou pião, sou forrozeiro
Nordestino, campeão

1986

Enredo: Terra Brazilis
Autor(es): Lino, Fabrício, Walter Bastos e Marquinhos Pagodeiro

Navegando ô, em busca de riquezas
Caravelas portuguesas
Aqui chegaram comandadas por Cabral
Deslumbrando com a terra
Caminha escreve ao rei de Portugal

Terra rica igual não há (bis)
Se plantando tudo dá

O colonizador trouxe as sementes
Que brotaram vários frutos diferentes
Mas os insetos daninhos
Foram destruindo a plantação
Como aqui tudo é possível
Surge o monstro invisível
Criado pelo homem animal
Enquanto a mão do homem mata o inseto
O monstro mata o homem por completo
Isso é coisa de multinacional

Vou trepar, tirar um coco
Onde o vento faz a curva (bis)
Menina, larga o toco
Pega o cacho de uva

(E o verde)
Do verde só restou a dívida externa
O negro pássaro estimula a baderna
As florestas quase viraram papel
Nossa fruta tornou-se suco-exportação
E o jacaré sapateia na inflação

Nossa cana ganhou roupagem fina (bis)
Minha cachaça mudou, agora é gasolina

(Mas chegou...)
Mas chegou, ô ô, a nova República
Para organizar a vida pública
O pássaro branco anuncia
Raiou enfim a Democracia

Carnaval eu vou brincar (eu vou brincar)
Ver meu time campeão (bis)
Mas na hora de pular (eu não)
Eu não tiro o pé do chão

1987

 

Enredo: Kid Morangueira da Silva, o Embaixador do Morros

Autores: Joel, Bigo e Francisco

 

Sublime é exaltar

Nem o tempo apaga da memória

E a Em Cima da Hora

Veio homenagear

Aquele que é o rei da malandragem

Conquistou toda a cidade

Com seu jeito de cantar

 

Mete a boca no trombone do seu pai

Sua mãe é cozinheira (bis)

O tutu já não faz mais

 

Antonio Moreira Mulatinho

Pequeninho já começa despontar

Nascido ao pé do morro do Salgueiro

Foi sambando o dia inteiro

Ele aprendeu a falar

Bonjour, c'est fini, ao revoir

E assim foi conquistando toda gente

Com sua maneira diferente

De se expressar

Mas como seu santo é forte

Ele teve muita sorte

Pra chegar aonde está

 

Na jogatina nunca se deu mal (bis)

No Cassino Atlântico tornou-se o tal

 

E nos anos 50

Explode Kid Morangueira

O embaixador dos morros

Amante da Estação Primeira

 

Cadeira cativa no Maracanã (bis)

Cadê seu Mengo, que sempre foi fã

1989

Enredo: Num passe de mágica
Autor(es): Reinaldo Vilas, Jorginho das Rosas, Nunes e Bigo

Vou levantar o astral
Fazer o meu carnaval e cair na folia
Erguer a taça de cristal
Transformar minhas lágrimas em fantasia
Qual será o orixá
Que reinará os novos dias
Como num passe de mágica
Com muito mais sabedoria

Noite bela
Assista a missa, meu amor, na catedral (bis)
Põe o vinho sobre a mesa
E convida o pessoal

Adeus, ano velho
Felicidade para o ano que vem
Que a paz se harmonize em seu interior
Quando os anjos disserem amém
No sorriso da criança, uma nova esperança
O seu grito está no ar ô
Acenda em seu peito aquela chama
Dê um abraço em quem te ama
E traga alegria pro seu lar
Seja rico ou seja pobre todos fazem reveillón
Nas esquinas pelos bares
Em casa ou nos salões
Com pierrô e colombina, serpentina pelo ar
O povo de braços abertos
Se confraterniza, feliz a cantar

Oh, divina luz que me conduz
E ilumina o meu viver (o meu viver)
Como é linda a passarada (bis)
Numa revoada ao amanhecer

1991

 

Enredo: Um sonho que virou canção - Elymar Santos

Compositores: Escurinho de Cavalcante, Tadeu da Cuíca, Paulo Cangalha e Naldo do Cavaco

 

Ao despertar de um sonho lindo

Buscou a imaginação na imensidão

O esforço virou lema

A vida virou poema

O sonho virou canção

Menino pobre, criado na Leopoldina

Entre becos e vielas no Morro do Alemão

Resolveu tentar a sorte

No programa do Chacrinha foi calouro exportação

Taberna da Ilha, Don Franguito e Tabuão

Com a força do talento alugou o Canecão

Taberna da Ilha, Don Franguito e Tabuão

No Teatro João Caetano, fez do palco um coração

Hoje na carruagem do delírio

E o esplendor da emoção

Com a benção da divina

Exaltando a música popular

Seu nome colorindo esse pais

Conseguiu disco de ouro

Não esqueceu a raiz

No presente já famoso

E o futuro Deus dirá

Nesse palco iluminado

Nosso enredo é o Elymar

Filho de Oxossi, filho de Iansã

Pela feira de Olaria, com carrinho de rolimã

É gostoso te amar

Mal de Amor

Minha cachaça é você (é você)

Dona do meu coração

Mexe e remexe

Me dá mais prazer

1992

Enredo: A Sombra da Ilusão, uma Fantasia Brasileira
Autor(es): ????

O eterno sol da liberdade ô
Aquece o país
Do carnaval tropical
E após a construção
Do paraíso
O gigante adormecido
Repousa em berço esplêndido
Afinal (afinal)
E o povo em harmonia
Imitando a poesia
Colhe os frutos
Do jardim do amor
O nosso céu tem mais azul
Aqui plantando dá
Demais (demais)
País igual a este não verás

Todo dia é verão (ô é verão)
E o sol tem muito mais calor (Mais calor)
É o lar dos imigrantes (bis)
Brasil, carinho, paz e amor

Vem, vem aqui viver
Eu sinto prazer
Em ser brasileiro
Eu fico feliz
Quando retorna um irmão
Depois que a saudade
Lhe apertou o coração
Bem mais que sonho
Ou fantasia e fruto
Da imaginação
E a em cima da hora
Dá um basta na tristeza
Ao exaltar a sobra da ilusão

Somos alegria pra quem vem ficar
Terra abençoada pelos deuses (bis)
Com axé de oxalá

1995

Enredo: No reflexo do espelho, a arte de dançar
Autor(es): Nunes, Tavares, André, Júlio Cesar e Marcos

Venham ver
Na avenida mostro a arte de dançar
Vem gingar, suar, saltar, amar
Entra na dança, deixa o corpo te levar
No espaço cultural
Surgiu a luz de uma nova esperança
Embalando a nostalgia
Eternos relicários são heranças
Sonhos, sedução nos movimentos
E o artista em seu momento triunfal
Exibe a arte, dando um show de visual

Nesse cenário de luz
O seu bailar me seduz (bis)
Na azul e branco, vem Carlinhos de Jesus

Em bailes de outrora
O minueto fez dançar a monarquia
De norte à sul, dança Brasil
Tem frevo, tango e maculelê ê ê
Dança de salão, uh tererê
Nessa quadrilha quero um par
A capoeira vou jogar
Sou dançarino nesta festa popular

Tem batuque, vem sambar
Está na alma e o carioca vem curtir (bis)
Canta, exporta e encanta
Brinca e dança hoje na Sapucaí

1996

Enredo: Iara Cigana, canta, dança e toca, é Rio, é rua, é Carioca
Autor(es): Jeffinho, Bruno, Renato Miranda e Jayme Cesar

Sonho a caminho da Tiradentes com a luz
No tabuleiro da baiana
Em minha mente, uma rua que encanta
De oxuns, vedetes, transformistas e tietes
Nesse lugar que é um barato
Tem mito íris e teatro rebolado
E tome polca, no Bar Luiz a noite inteira
Samba, chope e gafieira
E a boemia ciganando o carnaval

Foi Rua Egito
Do Piolho se chamou (bis)
E hoje é Carioca
O nome que ficou

Agora vem, vem ver a arte popular
De Zicartola, Debret, Di Cavalcanti
Olha o bonde aí
É a Em Cima da Hora
Som caripoca na Sapucaí
É a Em Cima da Hora
Zé Ketti e Noca na Sapucaí

Ô Iara
Ô Iara Cigana (bis)
Canta, dança e toca
É Rio, é rua, é Carioca

1997

Enredo: Sérgio Cabral, a cara do Rio
Autor(es): Cláudio Russo, Rogerinho, Paulo Cara Feia e Antônio Nick

O amor bateu mais forte no meu peito
Não tem jeito, é gamação
Sou a cara do Rio
Em Cavalcanti, fui menino pé no chão
Minha infância querida
Doce lembrança que afaga a minha vida
Ecoa um canto de festa
Desperta a minha emoção
Com a bandeira cruz-maltina
E a linda musa que impulsiona a criação

Clareia, clareia, Em Cima da Hora
Ô, ô, ô clareia (bis)
Essa vontade de escrever que me incendeia

Eu jornalista, me fiz
Um eterno aprendiz, carioca de fato
Um dia, num lampejo de amor
Eu me vi compositor
Mangueira me mostrou o seu retrato
Quem luta faz opinião
Chegou a hora da justiça social
É Pixinguinha, é Elizeth, é uma constelação
Glória à cultura nacional

Reduto de bamba, sou eu
A escola de samba, sou eu (bis)
Azul e branco é toda a cidade
Sérgio Cabral, um carioca de verdade

1998

Enredo: Quem é você Zuzu Angel? ... Um anjo feito mulher
Autor(es): Escurinho de Cavalcanti, Reinaldo Vilas, Julinho, Jorginho das Rosas e Naldo do Cavaquinho

(Oh, Zuzu)
Vem no bailar da poesia
Com minha escola, ser mais feliz
Bem à moda brasileira
No zig-zag desse meu país
Vindo de curvelo a mais bela
Encantando as passarelas
Ditando moda nesse meu Brasil
Inspirada no Nordeste
Nos irmãos cabra-da-peste
Orgulho varonil
Soldados bordados em rendas
Tanques de guerra
Mostravam o sofrimento dessa terra

O Prêt-à-Porter não foi brincadeira
Até Nova Iorque virou onda brasileira (bis)

Oh, Pátria mãe, taí esse nó na garganta
Quero só democracia
Me dê um fio de esperança
Ditadura nunca mais
Me lembra as torturas, que horror
Quantas noites acordada
Procurando o seu grande amor

Oh, sereia
Clareia o fundo do mar (bis)
Traz o meu anjo de volta
Pra que eu possa embalar

Igualdade sim, violência não
Deixa a luz da consciência
Invadir teu coração
Igualdade sim, violência não
A Em Cima da Hora é nossa
Liberdade de expressão

1999

Enredo: Horas... Eras de glórias... E outras histórias...
Autor(es): Jayme Cesar, Cláudio Russo, Biscoito, Paulinho Cara Feia, Alvinho e Amaral

Musa, me empreste um poema
Que o tempo é o tema
Da minha canção
São horas e eras de glórias
E outras histórias em evolução
Passando o tempo, observando o espaço
Descobrindo os encantos que a natureza tem
Qual noite que abraça o dia
Na roda do tempo, o homem é refém
(Madrugada...)

Oh, madrugada
O amanhecer já bate a sua porta (bis)
Em Cima da Hora é a razão
Do forte compasso em meu coração

Quando o relógio surgiu
O homem se iludiu
E o tempo domou
No sol, na areia, no fogo
A hora é um jogo
Que a vida ganhou
Acorda, amor
Revele enfim a inteligência
Educação na consciência
Para um futuro promissor

Ô gira roda, todo mundo a girar
E a roda gira, volta ao mesmo lugar
E no milênio que vem (bis)
Felicidades meu bem
É a nova era de Aquarius a chegar

(Oh, musa...)

2000

Enredo: Oswaldo Cruz, a saga de um herói brasileiro
Autor(es): Marcos, Julio César, Antonio da Primavera e Sergio

De São Luiz do Paraitinga
A saga de um herói vamos contar
Grande gênio da ciência
Trouxe a experiência da Cidade-Luz
No Brasil, está vivo na memória
O carnaval de epidemias combateu
Saneando a cidade, o meu Rio tropical (legal)
Foi espelho de Paris (Paris)
Botar abaixo o antigo
Construindo um ideal (e assim)
E assim remodelar a capital

Com seus feitos, muitas vidas preservou
Foram idéias geniais e amor (bis)
Diretor pela saúde se tornou
Nos anais da nossa história, o seu nome consagrou

(Mas nem tudo...)
Mas nem tudo eram flores
E houve dissabores com a vacinação
E aí a imprensa com humor malhou, malhou
Em meio a tanta dor (no Pará)
Lá no Pará, terra de Tapajós e Apiacás
Com muita força e fé, livrou do mal
Operários da Madeira-Mamoré (pois é)
Pesquisador, tornou-se imortal
Prefeito da Cidade Imperial

Oswaldo Cruz, a fundação é você
Batam palmas, quero ver
Parabéns ao centenário (bis)
Muito fez por merecer

(Vem de lá...)

2001

Enredo: Goiá Tacá Amopi, o campo das delícias
Autor(es): Felizardo Manhães, Toninho Shita, Paulo Cigano e Ricardo de Mendonça

Quando aqui chegaram os portugueses
E aos Sete Capitães, legaram
A Planície Goiacá, ainda então
Capitania de São Thomé
Os índios eles não escravizaram
"Iau, aua, anrê, anrê"
Mas com a fé no Salvador
Campos dos Goitacazes começou a se erguer

No terreirão da casa grande, "olha o doce sinhá"
O batuque a noite inteira, era o negro a cantar (bis)
Sinhozinho mandou buscar lá no engenho
Cachaça boa pra deliciar

Ah, a cidade cresceu
Veio o progresso sobre os trilhos
Na luz elétrica, a pioneira
Com a produção do açúcar e goiabada caseira
Campos dos grandes heróis
Benta Pereira, José do Patrocínio e outros mais
Nilo Peçanha, o republicano
Não esqueceremos jamais
Terra de mitos e lendas, folclore popular
Arquitetura eclética e barroco singular
Às margens do Paraíba, no seu curso rumo ao mar
Para orgulho do Estado, oh Brasil
Tem negro à jorrar, à jorrar

Em Cima da Hora, eu sou
Goiá Tacá Amopi (bis)
Campo das Delícias, amor
Têm Goitacazes na Sapucaí

2002

Enredo: A poesia viaja de bonde, e a Em Cima da Hora conta essa linda história
Autor(es): Adilsinho, Pedrinho, Carlos Bleck e Gilberto Santa Casa

Foi na época do Império, que tudo começou
O bonde tração animal
Por longo tempo ele transitou
Com a nova formação do governo
O progresso enfim chegou
E o avanço da tecnologia
Veio beneficiar
Esse transporte se eletrificou
Expandiu e passou a circular
Com mais freqüência
Daqui pra lá, de lá pra cá
Atuou na integração social
E assim é o nosso carnaval

Oi, pare o bonde condutor
Me leve até Santa Tereza (bis)
Sentir de perto a emoção
Cartão-postal da natureza

Os fatos de sua última viagem
O Bonde 13 só deixou saudades
Página marcante dessa história
É sua fonte de expressão cultural
A Em Cima da Hora exaltando
A nossa Carioca
Nos faz viajar nessa história

Me leva, oi me leva
De bonde a passear (bis)
Hoje estou de bem com a vida
Ninguém me segura, vou extravasar

2003

Enredo: XVª Região - Nossa vida, nosso progresso, nossa paixão...
Autor(es): Jefinho, Sidney de Pilares, Henry, Marcos, Julio Cezar e Kadu Pqd

Atravessando fronteiras
Rompendo barreiras, de um tempo que passou (que passou)
Chega então o progresso, o século vinte
Meu Rio assim se transformou
E pelas ruas se vê, a modernidade
Conduzindo dia-a-dia multidões
É a "explosão urbanista" que abraça a cidade
E faz unir as regiões

A indústria chegou, chegou
O comércio trazendo, variedades (bis)
Surge a "décima quinta" em Madureira
Certeza de prosperidade

Um "cheiro doce no ar", venham saborear
O "grande mercado" da fascinação
A boa escolaridade, segurança e saúde pra população
Aqui "tem tudo" pra você
De clube à boates, que vão seduzir
"Carícia" ao seu bel-prazer
E lindos shoppings pra se divertir (eu vou)
Vou com paz e muito amor, fazer a oração
Na "Capela de Pedra", eu faço uma prece
Pra meu São José, iluminai a quem tem fé

Futebol, emoção, é gol, é gol
E o samba é raiz, do nosso chão (bis)
Sacode a massa, sempre que passa
A Em Cima da Hora é paixão
(Vamo lá, vamo lá)

2004

 

Enredo: Uai! Nóis é brasileiro

Compositores: Jayme Cesar, Ivanir Ramos, Julinho CA

 

Despertou, o alvorecer

Eu fui ganhar o dia a dia

Da plantação, pro ranchinho eu vou

E na quermesse eu faço uma prece

Em devoção ao protetor

Vejo a bandeira do divino aclamando

A esperada hora dos festejos começou

Pego a viola pra tocar pro meu amor

Ô moreninha linda, eu vou te conquistar

Hoje tem quadrilha, quero ser seu par

Salve São Pedro, Santo Antônio e São João

Vem dançar catira ao luar do meu sertão

Lendas, mistérios e delírios pairando no ar

Um sorriso meigo, inocência no olhar

Jurando que viu o moleque Saci

Eu luto amor, contra a bandeira da invasão que chegou

Querendo americanizar, cowboy você é do estrangeiro

Uai, nós é brasileiro

Hoje o sol clareou

No interior, eu sou o rei dessa folia

Na Em Cima da Hora ecoou

Um canto coroando o caipira

 

2005

 

Enredo: Mãe Baiana, Signo da Africanidade Carioca

Compositores: Jayme César, Ivani Ramos, Biscoito e Nilson Castro 

 

Pelas águas de Iemanjá 
Vieram negras guerreiras 
Com os filhos da África 
O Navio Negreiro chegou 
Surgiu a crença, os rituais 
O candomblé, a fé nos orixás 
Saudades do seu chão 
Trouxeram a tradição 
Preces em devoção 
A liberdade de um dia ecoou 
Nas terras de São Salvador 

Seu tempero traz proteção 
Iguarias para seu prazer 
(bis)
Com aromas a enfeitiçar 
No tabuleiro vem oferecer 

Ressou o som do tambor 
Na cultura brasileira 
Samba, jongo e capoeira 
É arte popular 
Oh, mãe da africanidade carioca 
A Em Cima da Hora hoje envoca 
O signo da força e do amor 
Valorizar nossa raíz 
É a negritude nesse meu país 


Brilhará a chama dessa luz 
Me conduz, um canto pela sua história
(bis) 
A Mãe Baiana é divindade de fé 
Hoje peço seu axé

2006

Enredo: A festa dos deuses afro-brasileiros
Autor(es): Baianinho

Desde o tempo do cativeiro
A magia imperou
Os negros vieram da África
Com sofrimento e dor
E chegando à Bahia
Bahia de São Salvador ô ô ô
Os negros pediam aos deuses
Para amenizar a sua dor
Nas noites de lua cheia
Eles cantavam com fervor (arerê)

Arerê, caô meu pai, arerê (bis)

E nas noites de magia
Pretos velhos festejavam
O grande mestre Oxalá
E a rainha Iemanjá
Num batuque de lamento
A noite inteira sem cessar
Eles festejavam os deuses
Cantando pra não chorar

Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô (bis)

2007

Enredo: Os Tambores do Brasil
Autores: Jayme Cesar, Nilson Castro, Ivani Ramos e Roberto Iguaçu

Ecoou
Um toque na terra
Dos negros guerreiros
Oh África mãe, seu filho nos traz
Um ponto de fé em louvor aos orixás
Pra ginga do Candomblé
Na Umbanda sedução
Atabaques no terreiro
A noite inteira em devoção
O índio entoou
Na crença floresceu
Um batuque de encantos
Ao folclore concedeu

Ê Capoeira
Maracatu, Maculelê e o Bumbá (obá obá) (bis)
Ê tem a congada, bumba-meu-boi
São os tambores a rufar

Na fé dos Filhos de Ghandi
Uma canção ijexá
Salve o frevo, salve o Jongo e Olodum
Salve a levada dos nossos tantãs
No samba, o som que ecoa
Vem da bateria a sua emoção
Na Em Cima da Hora
Um canto então surgiu
Rufem os tambores do Brasil

Ô ô
Ressoa o tambor (bis)
E traga vibração
Que incendeia o meu pavilhão

2008

Enredo: Entre Pulgas e Piolhos... Assim Levaram Nossos Tesouros
Compositores: Tuil Pontes, Lula e Carlos Junior

Avante! Caravelas ao Brasil
Traz na bagagem, a coragem e muita sorte
“Em Cima da Hora” nosso rei partiu
De Portugal até chegar ao Brasil
No tempo confuso, no mar a tempestade
Mistérios e magia, a desvendar
A população temia a invasão
Anunciada por Napoleão
A corte enfim ... Seguiu com seu destino a capital
Com toda riqueza, um tesouro, especiarias
Primeiro desembarca na Bahia

Chega ao Rio de Janeiro, logo avistou!
Um paraíso a realeza, se encantou (bis)
Com a visão no futuro, o reino unido surgiu
Abriu portos, fez crescer o Brasil

Assim o grande estadista
Nosso país conquista
Com seus projetos sociais
Cria bancos, a gazeta, academia militar
Biblioteca nacional, um acervo cultural
E ficou, a história, na memória
“200 anos” uma parte eu conto agora

D. Pedro cadê meu dinheiro?
D. João “olho vivo” e ligeiro (bis)
Devolva nosso capital
Que tu levaste lá pra Portugal

2010

Enredo: 50 anos de história, assim conta minha senhora, Em Cima da Hora
Autores: Ivani Ramos, Fábio Lourenço, Célio Marques e Frank

Em Cima da Hora
No meu relógio são 3 horas da manhã
Exclamou um grande fundador
O Leleco adotou e da águia guerreira
Eu herdei o manto azul e branco
E a fibra de um vencedor
Assim te encantei com as maravilhas de Debret
O amor e a revolução de Anita eu contei
Esse Rio que eu amo, eu brindei
Com literatura de cordel
Reluziu no seio no meu pavilhão
Uma constelação

Vi João se admirar
ao ver Carlinhos dançar
Bornay, Pamplona, Baianinho e Guará (bis)
Pagodiei nessa magia
Com Reinaldo e Jovelina

Mostrei com Edeor a vida no sertão
Das sete vezes que brilhei
Peguei carona com o 33
Cantei o sonho de Elymar
Fui jornalista e escritor
O meu menino até virou governador
Deuses afro brasileiros o axé do meu tesouro
Tenho cinco Estandartes de Ouro
Eu sei que ao me ver chegar
É delirante a emoção
Que acelera o coração

Sou cultura, amor e glória
Meio século de história
E o Morro da Primavera (bis)
Bate no peito e diz
Sou Cavalcante, sou raiz

2011

Enredo: É Carnaval... Abram alas para a folia
Autores: Claudio Russo, Fábio Lourenço, Frank, Sílvio Romai, Santclair Cunha e Marquinhos

É hora de brincar
Vem amor é o nosso dia
Meu sonho vou realizar
No calor da fantasia
Quando o entrudo chegou
Uma rosa brilhou, olha o almofadinha
Nasce o amor do folião
Mascarados no salão
Rio antigo é boemia

O abre alas que eu quero passar
Mamãe eu quero mamar (bis)
Oi da chupeta pro pierrot apaixonado
Que a colombina hoje só quer sambar

Meu coração de arlequim roubou
Amores ganhou emoção
Eu sou cacique, mas vou nesse bafo
A bola é preta e agita o cordão
Deixa falar, a pioneira veio desfilar
Tantas bandeiras sambas S.A.
A homenagem a João
E la vou eu, dando um baile na avenida
Os Sertões, a obra viva
Eternizada em cada coração

É carnaval sorria
Deixa rolar a minha nostalgia
(bis)
Em Cavalcante a emoção
Em Cima da Hora é paixão

2012

Enredo: Simplesmente... amor
Autores: Alexandre, Didi, Julinho, Julinho Cá, Pedrinho, Rui e Serginho Gama

O criador, fez surgir o universo
O amor do sagrado coração
Da natureza a mais sublime criação
Nas diversas culturas
Os deuses, anjos querubins
Cupido acertou em cheio meu coração
Afrodite deusa da paixão
Oxum, oh mãe das águas
Ilumine o imperador
Na maior prova de amor, a sua amada

Mas eu quero sonhar e sambar
O sol aquece o doce luar (bis)
História de uma linda paixão
E lágrimas de amor lá no Sertão

Um abraço um sorriso
A importância de um amigo, brilha no olhar
Amor sem preconceito, é bom desse jeito
São varias as formas de amar
É o afeto de quem dá o seio
Ao primeiro anseio de alimentação
Tem sedução no carnaval
No correio virtual
Conheci uma bela menina
Eu sou pierrô e ela é minha colombina

É hoje que o bicho vai pegar
Coração vai disparar... De amor!
(bis)
A primavera vai sorrir, vamos aplaudir
Em Cima da Hora rumo a Sapucaí