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UNIDOS DO BITTE

UNIDOS DO BITTE

PRESIDENTE Alex Ricardo
CARNAVALESCO Charlton Junior
DIRETOR DE CARNAVAL João Salles Neto
INTÉRPRETE Murilo Sousa
CORES Preto, Branco e Ouro
FUNDAÇÃO 01/03/2018
CIDADE-SEDE São Paulo-SP
SÍMBOLO Buldogue

A Unidos do Bitte foi fundada graças a perseverança do presidente Alex Ricardo em participar do Carnaval Virtual. Após tentar duas vezes sem sucesso criar uma escola em parceria, Alex pediu ajuda a João Salles, amigo de muitos anos e que já ajudara diversas escolas a surgir, sendo prontamente atendido. João com toda sua experiência no Carnaval Virtual assumiu a direção de carnaval da escola, organizou a casa, trouxe o Charlton Junior como carnavalesco e o Caio Souza como designer para completar a equipe da escola, com DNA 100% do JIO Folia.

Ano

Enredo

Colocação

2019 Ritual - Um Transe ao Mundo Indígena -º (A)
2018 A epopeia de Severino de Maria, do finado Zacarias, lá da Serra da Costela, nos limites de Paraíba 3º (B)

SINOPSE ENREDO 2019

Ritual - Um Transe ao Mundo Indígena


Os mitos contam as coisas como são, contam como os homens, os Deuses, os animais se
diferenciaram, o ritual, traz o sentido inverso dos mitos, eles fazem uma viagem transgressora enfatizando essa indiferenciação na qual os homens, divindades, plantas e animais se comunicavam entre si. Os índios acreditam que esta interação é indispensável para a formação de pessoas e consequentemente da sociedade, ou seja, tudo isso dá sentido à vida, afinal, é deste misticismo que eles retiram a matéria-prima para a formação das pessoas e da sociedade. Com esta comunicação perdida, o mundo é terra sem nada.

Na concepção indígena a vida é marcada por rituais, do nascimento até a sua morte, todos eles são "capitaneados" pelo Pajé, curandeiro e grande líder espiritual da aldeia. Através da sua pajelança, ele conduz cerimoniais tribais de batismo e que vai até a exaltação daqueles que já se foram.

Os índios quando curumins, eles já passam pelos "Rituais de Nominação", no qual acontece uma cerimônia coletiva para acontecer o batismo. Quando nasce uma criança, em alguns rituais os pais são obrigados a um rigoroso resguardo, acreditando que, se não for cumprido com precisão, a saúde daquele que nasceu pode estar em risco. O nome escolhido, é cantado repetidas vezes até que a criança pare de chorar e adormeça.

Mais adiante, em vida, acontecem os "Rituais de Iniciação", onde, os iniciados são
obrigados a isolar-se do convívio social, assim, submetendo-se a uma condição de estar no seu limite físico e psicológico, no qual, o mundo humano "comum" certamente se assustaria. É somente passando por esse estado de liminaridade, que o neófilo pode voltar a esse mundo, dessa vez já em sua forma iniciada.

Quando os Índios (geralmente já na fase adulta), ficam enfermos, seja por doenças comuns do ser humano, ou oriundo de alguma batalha, o grande Pajé, através da sua pajelança, ingere bebidas afrodisíacas, viajando ao mundo espiritual e evoca espíritos de ancestrais, ou de animais da floresta na busca de orientação para a cura "do paciente". Algumas ervas e plantas também são usadas nos rituais.

Do nascimento até a morte, os índios passam por um caminho de construção e luta pela sobrevivência, e são através dos "Rituais Fúnebres" que os mortos são exaltados, homenageados, separados dos vivos e enviados ao "mundo dos mortos", alcançando assim, a terra sem males, que para eles, é considerado o paraíso.

Os Rituais Indígenas são espécies de celebrações, celebrações das diferenças. Diferenças essas entre os próprios seres humanos. Diferenças que sem as quais não haveriam qualquer troca, muito menos cooperação. E para celebrar essas diferenças, a Unidos do Bitte põe na tela uma imensa trama - de alas e alegorias - exaltando o mundo indígena.

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