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ACADÊMICOS DE NITERÓI

ACADÊMICOS DE NITERÓI


FUNDAÇÃO  26/03/2018
CORES  Azul e Branco
QUADRA  R. Xavier de Brito, 22 - Centro, Niterói - RJ

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

 

Fundada em 26 de março de 2018, a Acadêmicos de Niterói estreou na Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2023, sem precisar passar pelos grupos inferiores na Intendente Magalhães. A agremiação teve os direitos cedidos pela antiga Acadêmicos do Sossego em 7 de setembro de 2022. Com bons desfiles no Grupo de Acesso, a Niterói conquistou o título da Série Ouro em 2025 com o enredo "Vixe Maria". Em seu primeiro desfile no Grupo Especial, causou polêmica ao homenagear em 2026, em pleno ano eleitoral, o então presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, intitulado "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". A apresentação teve grande repercussão, por conta de alas como "Neoconservadores em conserva", que foi bastante rebatida por internautas identificados com a direita. Mesmo assim, a Acadêmicos de Niterói ficou na última colocação, retornando à Série Ouro.

RESULTADOS DA ESCOLA

2023 - 5ª na Série Ouro
O Carnaval da Vitória
André Rodrigues

2024 - 8ª na Série Ouro
Catopês – Um céu de fitas
Tiago Martins

2025 - 1ª na Série Ouro
Vixe Maria

Tiago Martins

2026 - 12ª no Grupo Especial
Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil
Tiago Martins


SAMBAS-ENREDO


2023

Enredo: O Carnaval da Vitória
Compositores: Marcelo Adnet, Tem-Tem Jr, Júnior Fionda, Anderson Lemos, Diego Nogueira, Fábio Barbosa, James Bernardes, Thiago Oliveira, Marcus Lopes e Ronie Oliveira

Quando a sirene tocar
Me dê a mão, venha pro lado de cá
Com a barca dos festejos
Seu prazer é meu desejo
Rasgando nossa pele Guanabara
Refletindo nossa cara, o orgulho da cidade
Sorriso de quem vive as fantasias no mergulho dos rapinhas
Mora nossa identidade
Festejando no coreto
Com turunas no Barreto
Mariola, água de cheiro
Nossa lei é se esbaldar

Ê, cacique, ê! Leva a tristeza pra lá
Ao ver a "banda" passar na "Conceição" (bis)
E tem "cafifa", ranchos, blocos e cordões
Na batalha de confete o amor dos foliões

Em noites febris, a consagração
Solfejos e beijos de doce paixão
Quem foi?
Da solteirinhas pro embalo do boi, deixando a brisa levar
O céu
Empresta o azul e branco do infinito
Em teu pavilhão está escrito
O esplendor destino em nosso coração

É Niterói
A pedra fundamental
Do meu amor carnaval
Tá na memória!
(bis)
Feito estrela a brilhar
Orgulho do meu lugar
Sob o olhar de Araribóia

2024

Enredo: Catopês — Um Céu de Fitas
Compositores: Junior Fionda, Tem-Tem Jr., Júlio Pagé, Rod Torres, Marcelinho Santos, JB Oliveira, Marcus Lopes, Gilson Silva, Edu Casa Leme e Richard Valença

Sagrado tambor de fé (Ô! De fé)
E de enfrentar maré!
Brada seu vissungo
Africano chão fecundo
Que o escravo ganhou mundo
Pra louvar seus ancestrais
Trouxe de Angola
Resistência quilombola
E rompeu a dor da argola
Pelas bandas das Gerais

Bota preto Benedito no altar
Que não tem mais capiongo não
Reina o Congo sem calvário
Para a virgem do Rosário
Fiz a minha oração
Céu de fita! Chão de terno
No estandarte brilha eterno
A divina santidade

Vela acesa dor curada
Tem caboclo e marujada (bis)
Pelas cores da saudade

Toca o sino da igrejinha e a cidade se agita
Dançam corpos feito pipas pra nobreza coroar
Se o cortejo emudece, em silêncio
Mestre Zanza pra provar que a Intolerância
Não merece o meu cantar

Arreda minha gente!
Arreda do caminho
Que lá vem Nossa Senhora
Vem trazendo seus anjinhos

Tem desfile em romaria a negrura enfeitada
Santo Rei do meu legado
Vem fazer sua congada

Niterói em louvação
Faz a manifestação
Ganha a rua o som do preto
Vem trazer a batucada
(bis)
Sou das minas peregrino
O milagre a se mover
Oiá lá oia eu tô
No cortejo do Catopê

2025

Enredo: Vixe Maria
Compositores: Totonho, Julio Pagé, Osmar Fernandes, Gabriel Machado, Mano Gaspar, Marcelinho Santos, Romeu d'Malandro, Edu Casa Leme, Soares do Cavaco e Flavinho Avellar

A lua branqueada alumia
Sob a luz traz a magia
Pra enfeitar um lindo céu
Teria a Europa como lar
Ou viera revelar
O herdeiro de Isabel
Balancê de fogo
É fogueira de festeiro
Dá a vida por luzeiro
Anuncia a voz divina
Do velho mundo a boa nova introduziu
Os acordes populares que incendeiam o Brasil

Toca a sanfona, sou raiz caipira
A cultura que inspira o maior São João
Xadrez e palha que veste homem, mulher
Vai passar na avenida
A festa do arrasta-pé

Explodem cores e sabores dessa terra
Alimentam de folclore e percorrem o país
São tradições que vestem nobres brasileiros
Somos todos quadrilheiros a honrar nossa matriz

Santo Antônio dê meu par
"Padim ciço", estou de pé
É São Pedro o pai do tempo
Guia o povo São José
Eis o que vem de berço
Devoção à fé junina
Visto amor e saio à rua
Pra viver a minha sina

Vixe Maria é chegada nossa hora
Em Niterói é forró corpo de mola
Céu de estrelas, chão de gente nordestina
Dança quadrilha, segura a saia menina

2026

Enredo: Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil
Compositores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Júnior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr

Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, à luz de Garanhus
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um sol da pátria incessante
Pro destino retirante te levei Luiz Inácio
Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da Luta Sindical
À Liderança mundial

Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer, aceite se perder
Se o ideal valer, nunca desista
Não é digno fugir, nem tampouco permitir
Leiloarem isso aqui à prazo, à vista
É... tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É... teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida?
Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo (bis)
Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
(bis)
Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!