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EFEMÉRIDES: QUANDO O ANIVERSÁRIO VIROU ENREDO

          

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Série de coluna anterior: A História do Carnaval na TV Brasileira

22 de setembro de 2026, nº 80

EFEMÉRIDES*: QUANDO O ANIVERSÁRIO VIROU ENREDO

* Refere-se a uma data comemorativa ou aniversário de um evento histórico.

Se o samba é feito de presente, passado e futuro (e algumas vezes mistura tudo isso nos quatro dias de Carnaval), o calendário também costuma dar uma mãozinha aos carnavalescos. Basta chegar um cinquentenário, centenário, jubileu de prata ou qualquer outra data redonda para alguém perceber que ali pode estar um enredo.

Em 2027 teremos dois bons motivos para voltar ao assunto. Na Série Ouro, a Estácio de Sá vai comemorar o centenário da Deixa Falar, sua ancestral direta, com “Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba virou Escola e o Brasil se fez Carnaval”, desenvolvido por Marcus Paulo. A proposta recupera Ismael Silva, Bide, Baiaco, Marçal e a turma que ajudou a modificar o samba carioca e a estruturar aquilo que passamos a conhecer como escola de samba.

E em outra região marcada pela força do samba, em Madureira, o Império Serrano chegará aos 80 anos fazendo a sua efeméride conversar com outra: os 90 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE) e também os 90 anos de Hélio Oiticica. “Seja Marginal, Seja Herói: a Revolução em sua Legítima Razão” vai unir a história imperiana à arte, ao movimento estudantil e à resistência durante a ditadura militar.

Mas como escola de samba adora uma comemoração, mesmo quando a apuração resolve estragar a festa, resolvemos mexer no baú.

Apresento o TOP 10 SAMBARIO – EFEMÉRIDES, relembrando dez ocasiões em que escolas do Rio e de São Paulo transformaram datas especiais de suas próprias histórias em matéria-prima carnavalesca. E já adianto: aniversário e título nem sempre caminham de mãos dadas.

10º lugar: LINS IMPERIAL, 2013 – 50 ANOS

Por um lugar ao sol

Lutarei até o final

Em toda minha vida

Pela Lins Imperial

Chegar aos 50 anos é motivo suficiente para olhar para trás. A Lins Imperial fez exatamente isso em 2013, quando comemorou seu jubileu de ouro na Estrada Intendente Magalhães. Só que havia uma curiosidade: em vez de criar uma história completamente nova, resolveu procurar inspiração nela mesma.

“Por um Lugar ao Sol”, do carnavalesco Eduardo Pinho, recuperava o enredo levado pela escola ao desfile de 1986. Era, portanto, uma efeméride com gosto de reprise. Porém, daquelas que têm razão de existir.

A narrativa lembrava a formação da Lins Imperial a partir da união de Filhos do Deserto e Flor do Lins e recuperava momentos importantes de sua trajetória. Voltavam à memória os carnavais dedicados à Bahia, a Jorge Amado e a “Dona Flor e seus Dois Maridos”. Mais do que contar 50 velinhas, a verde e rosa da Cachoeirinha queria lembrar que continuava ali.

E o próprio título acabava adquirindo um significado maior. “Por um Lugar ao Sol” (dos compositores Celso, Lima, Marinho e Ernandes) servia em 1986, mas talvez servisse ainda melhor em 2013 para uma agremiação que enfrentava dificuldades e tentava recuperar espaço no Carnaval carioca. 

A festa terminou com a Lins na décima colocação do Grupo C (na época equivalente à quarta divisão do carnaval carioca, atual Série Bronze), com 295 pontos, sendo rebaixada. Não foi exatamente o presente que a aniversariante queria ganhar. Mas, para quem estava completando meio século, recordar também era uma maneira de continuar existindo.

Lins Imperial recorreu a uma reedição no ano de seu cinquentenário, mas não foi bem sucedida. Crédito: Carnaval Carioca/YouTube


lugar: UNIDOS DO CABUÇU, 1996 50 ANOS

A minha Cabuçu de bem com a vida

No seu cinquentenário vem dizer

A Unidos do Cabuçu encontrou uma maneira curiosa de comemorar seus 50 anos: resolveu fazer propaganda. Calma! Propaganda literalmente.

“Do Reclame ao Merchandising, a História da Propaganda no Brasil”, desenvolvido por Paula Vannier, transformou a Sapucaí numa viagem pela publicidade brasileira. Começava lá atrás, com uma leitura bem-humorada da carta de Pero Vaz de Caminha como uma espécie de primeiro anúncio das maravilhas desta terra, e avançava pelos reclames, anúncios, jingles e merchandising. 

O aniversário propriamente dito aparecia com mais força no samba. Era ali que a escola lembrava ao público que estava completando meio século.

Presidida pela histórica Therezinha Monte, personagem fundamental da trajetória da agremiação, a azul e branco atravessava um período bem diferente daquele vivido uma década antes, quando chegara ao Grupo Especial e conquistara o terceiro lugar em 1986.

Em 1996 estava no Grupo A (segunda divisão, atual Série Ouro). A Cabuçu fez um desfile correto e terminou na quinta colocação, com 294 pontos. Não voltou à elite naquele ano, mas levou o prêmio Estandarte de Ouro de melhor samba da categoria e deixou registrado o cinquentenário de uma escola que, durante muito tempo, foi uma das presenças mais simpáticas do Carnaval carioca.

E, convenhamos: poucas escolas poderiam dizer que anunciaram o próprio aniversário contando a história do anúncio.

“E uma negra boa de leite que a criança esperança alimentou” – A amas de leite era o que representava a ala de baianas da Cabuçu em 1996.

lugar: NENÊ DE VILA MATILDE, 1989 40 ANOS

Sou eu! Sou eu!

Completando quatro décadas de glória

Sou Nenê tenho origem, tenho raça e tenho história

Antes de qualquer coisa, uma correção histórica necessária. Algumas fontes posteriores registram a Nenê em quinto lugar no Carnaval paulistano de 1989, mas a base histórica da SASP coloca a escola na sexta colocação, com 259 pontos. É este registro que adotamos aqui.

Feita a ressalva, vamos ao que interessa.

Para comemorar quatro décadas, a Nenê de Vila Matilde preferiu não fazer simplesmente uma cronologia de seus carnavais. “Eu Tenho Origem” procurava responder uma pergunta muito mais interessante: afinal, de onde vinha aquela escola?

A resposta passava pelas matrizes africanas e pelas manifestações populares do Norte e do Nordeste. Frevo, maracatu, maculelê, bumba meu boi, afoxé e outras referências ajudavam a construir uma defesa da identidade cultural que sempre esteve ligada à azul e branco da Zona Leste.

O samba fazia ainda uma crítica bastante direta à transformação estética do Carnaval e defendia aquilo que chamava de “samba pé-no-chão”. Era quase um manifesto de identidade em plena comemoração.

A Nenê atravessava dificuldades financeiras e isso apareceu no acabamento visual. Mas talvez esteja justamente aí uma das curiosidades daquele aniversário: em vez de comemorar 40 anos apenas dizendo “olha como somos importantes”, a escola resolveu dizer por que era importante continuar sendo ela mesma. Para uma efeméride, não é pouca coisa.

As dificuldades financeiras apareceram no acabamento visual das alegorias da Nenê mas nem por isso, a zona leste desfilou sem o orgulho de ter origem.

lugar: IMPÉRIO SERRANO, 1997 50 ANOS

 

O reino encantado, oi

Se tornou realidade

Na verdade, é um presente ao meu Império

Nos seus 50 anos de idade

Há festas de aniversário que terminam com bolo. A do Império Serrano terminou com rebaixamento.

O ano de 1997 deveria ser especialíssimo para o Reizinho de Madureira. Cinquenta anos depois de sua fundação, o Império chegava à Sapucaí com “O Mundo dos Sonhos de Beto Carrero”, de Jerônimo Guimarães.

Era uma escolha peculiar para uma escola de história tão rica. Em vez de transformar o jubileu numa retrospectiva imperial, o enredo entrou no universo do parque de Beto Carrero, com cowboys, piratas, dinossauros, castelos e personagens infantis. O próprio homenageado participou do desfile.

Mas havia um vazio impossível de ignorar. Mestre Fuleiro, fundador e uma das maiores referências da Serrinha, havia morrido pouco antes do desfile. Seu lugar permaneceu vazio no abre-alas, enquanto Wanderley da Serrinha, seu filho, assumia a bateria.

A situação ainda pioraria na apuração. O Império perdeu quatro pontos: um por problema na dispersão e três por merchandising irregular. Terminou em 15º lugar, com 162 pontos, e foi rebaixado. No ano seguinte, entretanto, seria campeão do Grupo A (atual Série Ouro) e retornaria à elite.

Coisas do Império. Até quando a festa dá errado, a história continua. Serrinha custa, mas vem.

No ano de seu jubileu de ouro, o Império Serrano optou por entrar no universo do parque de Beto Carrero

lugar: SÃO CLEMENTE, 200140 ANOS

Faz a festa, me abraça

Põe champanhe na taça

A São Clemente é alegria

Se havia uma escola que não combinava com comemorar aniversário fazendo uma homenagem convencional a si mesma, era a São Clemente. Então ela resolveu fazer uma retrospectiva. Mas uma retrospectiva clementiana.

“A São Clemente Mostrou, e Nada Mudou nesse Brasil Gigante”, desenvolvido por Sônia Regina, recuperava alguns dos temas que haviam construído a personalidade crítica da escola. A ideia era simples e deliciosamente incômoda: a São Clemente já havia denunciado vários problemas brasileiros em carnavais anteriores. E eles continuavam lá.

Saúde pública, violência, falta de moradia, desigualdade, trânsito e outras mazelas reapareciam sob o conhecido humor amarelo e preto. Era aniversário, mas o aniversariante resolveu reclamar da festa.

O samba ajudou bastante. Comunicativo, irônico e de refrões fáceis, estabeleceu rapidamente diálogo com as arquibancadas. A escola transformou sua própria história numa espécie de inventário das coisas que o Brasil prometera resolver e não resolvera.

E funcionou! A São Clemente foi vice-campeã do Grupo A (atual Série Ouro) com 193 pontos e garantiu o retorno ao Grupo Especial em 2002.

Quarenta anos, vaga na elite e a triste constatação de que “nada mudou”. Para a São Clemente, dificilmente haveria aniversário mais apropriado.

No ano em que completou 40 anos, a São Clemente recordou problemas brasileiros que a própria escola denunciou em carnavais anteriores, como o trânsito

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lugar: ACADÊMICOS DO SALGUEIRO, 2003 50 ANOS

Orgulho é viajar em sua história

No ar, o aroma de café

Tecer 50 anos, quanta glória

Desta raiz nasceu samba no pé

A Acadêmicos do Salgueiro chegou aos 50 anos com oito campeonatos conquistados e uma coleção de desfiles que ajudaram a modificar a maneira de contar histórias no Carnaval brasileiro. 

Material não faltava. Renato Lage e Márcia Lávia desenvolveram “Salgueiro, Minha Paixão, Minha Raiz50 Anos de Glória”, transformando o cinquentenário numa grande retrospectiva vermelha e branca.

Logo na abertura, 50 casais de gafieira davam a senha da comemoração. Depois vinham referências a carnavais que entraram para a história da escola. E havia um reencontro particularmente saboroso: Zezé Motta reaparecia como Xica da Silva, personagem que o Salgueiro havia levado para a Avenida em 1963. Aliás, Xica parece gostar mesmo de voltar para casa. Em 2027, será novamente enredo salgueirense.

Mas o desfile de 2003 também entrou para a memória por outro motivo. Problemas na movimentação das alegorias comprometeram a evolução. A vermelho e branco da Tijuca ultrapassou em quatro minutos o tempo regulamentar e recebeu punição. Terminou apenas na sétima colocação. O próprio histórico do Sambario registra que a escola era apontada entre as favoritas antes da apresentação.

A festa dos 50 anos acabou antes do Sábado das Campeãs. Só que o desfile ganhou uma espécie de reparação simbólica: o Salgueiro recebeu o Estandarte de Ouro de melhor escola. Às vezes o Carnaval tem dessas contradições.

Alegoria referente ao enredo Quilombo dos Palmares”, primeiro campeonato do Salgueiro. Crédito: Wigder Frota


lugar: ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ, 198425 ANOS

Iemanjá! Iemanjá!

No meu jubileu de prata

Trago oferendas para a rainha do mar...

1984 já seria histórico mesmo sem aniversário.

Era o primeiro ano da Passarela do Samba, o recém-inaugurado Sambódromo projetado por Oscar Niemeyer. E foi justamente naquele cenário ainda novinho que a Acadêmicos de Santa Cruz resolveu comemorar seus 25 anos.

“Acima da Coroa de um Rei, só um Deus” (Ko si oba kan ofi Olorun, em iorubá), de José Lima Galvão e Gil Ricon, mergulhou no universo religioso afro-brasileiro, passando por Exu, Ogum, Xangô, Oxóssi, Oxalá e Iemanjá. O jubileu aparecia explicitamente no samba: a escola levava suas oferendas à rainha do mar.

A Santa Cruz terminou como vice-campeã do Grupo 1-B (atual Série Ouro), resultado que lhe deu algo muito melhor do que qualquer presente embrulhado: a promoção para o Grupo 1-A, a elite do Carnaval carioca do ano seguinte. Também participou do Supercampeonato realizado no sábado posterior aos desfiles, terminando em oitavo lugar.

Portanto, a verde e branco comemorou 25 anos entrando na nova casa do samba e conquistando o direito de voltar a ela, no ano seguinte, entre as grandes. Jubileu de prata com promoção. Nada mal.

No ano de seu jubileu de prata, no ano de inauguração do sambódromo, a Santa Cruz mergulhou no universo religioso afro-brasileiro. Crédito: Canal do Chico Frota/YouTube

lugar: PORTELA, 1973 e 2023 / 50 e 100 ANOS

Lá vem ela na avenida

Cinquentenária tão florida

Portela! Portela!

Na vida és a Pasárgada mais bela

A Portela é a única escola deste TOP 10 com direito a duas festas separadas por meio século.

Em 1973, comemorou 50 anos com “Pasárgada, o Amigo do Rei”, inspirado no universo poético de Manuel Bandeira. David Corrêa compôs sozinho um dos grandes sambas de sua carreira, transformando Pasárgada numa espécie de território imaginário azul e branco.

O final do desfile trazia 50 velas em referência ao jubileu. Mas a chuva caiu com força e a Tabajara do Samba teve sérios problemas durante a apresentação. A própria Portela registra que a bateria atravessou, comprometendo também harmonia e evolução. Resultado: quarto lugar, com 53 pontos.

Portela comemorou 50 anos com enredo inspirado no universo poético de Manuel Bandeira. Crédito: Nicolau Drei/Flickr


Cinquenta anos depois veio o centenário.

Lendas e mistérios de um amor

Casa onde mora a poesia

Clara como a luz de um esplendor

Cem anos da mais bela poesia

Em 2023, Renato e Márcia Lage desenvolveram “O Azul que Vem do Infinito”, uma viagem pela história portelense a partir de Paulo da Portela e das gerações que construíram a agremiação de Oswaldo Cruz e Madureira.

Novamente, porém, a Avenida não colaborou com a festa. Problemas de evolução e alegorias prejudicaram bastante a apresentação, e a Portela terminou na décima colocação.

É curioso: uma escola com tantos títulos chegou aos seus dois aniversários mais simbólicos sem conseguir disputar efetivamente o campeonato. 

Portela emociona a Sapucaí ao contar sua história centenária. Crédito: Thamiris Teza/Super Rádio Tupi


lugar: ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA, 1978 – 50 ANOS

Canto a minha história

De um celeiro de bamba

Cinquenta anos de glória

Estão no Palácio do Samba 

Se a ideia é comemorar a própria história, poucas escolas fizeram isso com a elegância da Mangueira em 1978.

“Dos Carroceiros do Imperador ao Palácio do Samba”, desenvolvido por Júlio Matos e Kalma Murtinho a partir do enredo de Alcione Barreto, percorreu a história do morro e da verde e rosa. Vieram os carroceiros dos tempos imperiais, o Bloco dos Arengueiros, Buraco Quente, Santo Antônio, Chalé, Mestre Candinho, Tia Tomásia e, naturalmente, Cartola: o fundador atravessou a Avenida coroado, numa imagem que praticamente dispensa legenda. 

A Mangueira foi a décima e última escola daquela noite de desfiles na Marquês de Sapucaí. Jamelão conduziu o samba de Rubem da Mangueira e Jurandir, enquanto a escola celebrava seus personagens e o território que transformara em seu Palácio do Samba. Somou 163 pontos e ficou com o vice-campeonato, três atrás da Beija-Flor de Joãosinho Trinta, campeã com “A Criação do Mundo na Tradição Nagô”.

A verde e rosa não levou o título, mas deixou um daqueles desfiles que sobreviveram muito melhor do que várias campeãs esquecidas pelo tempo. E fica a anotação na agenda: em 2028, a Estação Primeira chega aos 100 anos. Aí teremos assunto novamente.

Cartola (Agenor de Oliveira, 1908-1980), em seu último desfile pela escola que ajudou a fundar. Crédito: Claudia Ferreira

lugar: GAVIÕES DA FIEL, 1995 25 ANOS

Amor, são 25 anos de felicidade

Amor, nossa bandeira vai cobrir toda a cidade (...)

Um brinde ao jubileu de prata

Convido a massa pra comemorar

Explode um grito na galera

Tem gol de fera, para delirar

Efeméride boa é aquela em que a escola sopra as velinhas e, de quebra, leva a taça para casa. A Gaviões da Fiel conseguiu.

Em 1995, a escola comemorava os 25 anos da entidade com “Coisa Boa é Pra Sempre”, de Raul Diniz. O enredo misturava memória, infância, brinquedos, personagens fantásticos, Carnaval e, evidentemente, a identidade corintiana. Era uma comemoração que fazia sentido para uma escola cuja relação com sua arquibancada sempre foi diferente. E naquela noite o Anhembi tratou de demonstrar isso.

O samba de Grego encontrou enorme resposta do público. Ernesto Teixeira comandava o carro de som, Mestre Roberto Daga estava à frente da bateria e milhares de vozes completavam aquilo que acontecia na pista. A letra convidava a massa para comemorar o jubileu. A massa aceitou. 

A Gaviões terminou com 293 pontos e conquistou o primeiro título de sua história no Grupo Especial paulistano. Por isso ocupa o primeiro lugar deste TOP 10. Não necessariamente porque tenha sido o maior desfile entre todos os citados — comparação que atravessa épocas, regulamentos e carnavais completamente diferentes —, mas porque existe uma coincidência difícil de superar numa lista sobre efemérides: a escola comemorou uma data histórica conquistando, naquele mesmo desfile, outro fato histórico. 

A alvinegra corinthiana fez 25 anos e ganhou seu primeiro Carnaval. Coisa boa, como avisava o enredo, é pra sempre.

Visão geral do desfile “Coisa Boa é pra Sempre”, que rendeu o campeonato à Gaviões. Crédito: Acervo do Carnaval/Instagram


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Gerson Brisolara (Rixxa Jr.)
Jornalista, comentarista carnavalesco e colaborador do SAMBARIO desde 2004
rixxajr@yahoo.com.br