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GUIA DO CARNAVAL 2026 2 de fevereiro de 2026, nº 76 Como já é tradição, trago mais uma vez a relação com as
fichas técnicas das 12 escolas do Grupo Especial, ao estilo dos
guias da revista Placar para os clubes de futebol, com as perspectivas
e os meus palpites para cada escola.
GRES BEIJA-FLOR
📍 Endereço: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 – Nilópolis – RJ 🎨 Cores: Azul e Branco 🏆 Titulos: 15 (1976, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011, 2015, 2018, 2025)
👤 Presidente: Almir Reis 🎭 Carnavalesco: João Vitor Araújo 🎤 Intérpretes: Nino do Milênio e Jéssica Martin 🥁 Mestres de Bateria: Rodney e Plínio 👑 Rainha de Bateria: Lorena Raissa 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso ✨ Comissão de Frente: Jorge Teixeira e Saulo Finelon 🎭 Enredo 2026: “Bembé” ![]() 📆 Ordem de desfile: 2ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: no primeiro Carnaval sem Neguinho, a atual
campeã leva à Marquês de Sapucaí o maior
candomblé de rua, com um samba à altura das obras
consagradas e a promessa de um desfile à altura do legado de
Laíla, homenageado no último Carnaval.
👀 Palpite: favorita ao título 🪶 Samba enredo: Autores:
Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio
Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Diego Oliveira, Diogo
Rosa, Manolo, Julio Alves e Léo do Piso
Não me peça pra calar minha verdade Pois a nossa liberdade não depende de papel Em Santo Amaro, todo treze de maio Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu Ê ê… João de Obá, griô sagrado Ê ê… herança viva no mercado Cantando, saudamos a nossa fé Às nações do candomblé Onde a paz e o respeito Ressoam no coro o axé funfun Não tememos ataque algum A rua ocupamos por direito Põe erva pra defumar Um ebó pra proteger Saraiéié Bokunan, saraiéié! Nosso povo é da encruza Arte preta de terreiro É mistura de cultura Multidão de macumbeiro O povo gira no xirê, a celebrar… O axé se espalha em cada canto, em cada olhar Transborda magia no toque do tambor Às Yabás, o balaio e o amor… Yemanjá alodê no mar (no mar) É d’Oxum toda beleza do ibá É reza no corpo, é dança na alma A rosa, a palma, o Omolucum… É Dona Canô de todo recanto Evoco a Baixada de Todos os Santos! Atabaque ecoou, liberdade que retumba Isso aqui vai virar macumba! Deixa girar que a rua virou bembé Deixa girar que a rua virou bembé O meu egbé faz valer o seu lugar Laroyê, Beija-Flor, Alafiá! GRES ACADÊMICOS DO GRANDE RIO
📅 Fundação: 22 de setembro de 1988 📍 Endereço: Rua Almirante Barroso, 5 e 6 – Duque de Caxias – RJ 🎨 Cores: Vermelho, Verde e Branco 👤 Presidente: Milton Abreu do Nascimento (Perácio) 🎭 Carnavalesco: Antônio Gonzaga 🎤 Intérprete: Evandro Malandro 🥁 Mestre de Bateria: Fabrício Machado (Fafá) 👑 Rainha de Bateria: Virginia Fonseca 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Daniel Werneck e Taciana Couto ✨ Comissão de Frente: Hélio Bejani e Beth Bejani 🎭 Enredo 2026: “A Nação do Mangue” 📆 Ordem de desfile: 3ª escola de terça-feira ⚠️
Análise: A Grande Rio chega a 2026 após um segundo lugar
apertado no último carnaval, quando ficou a um décimo do
título. Pela primeira vez desde 2020 sem a dupla Bora-Haddad, a
escola espera se recuperar de um pré-carnaval conturbado e
brigar novamente pelo título.
👀 Palpite: corre por fora 🪶 Samba-enredo Autores: Ailson Picanço, Marquinho Paloma, Davison Wendel, Xande Pieroni e Marcelo Moraes
Lá vem caboclo herdeiro de Zumbi A nação está aqui Não se curva ao poder Escute, nossa gente vem da lama Resistência que inflama Quando toca o xequerê É casa de gueto! Casa de gueto! Nossa voz que não se cala Batuque sem medo por direito é o toque das alfaias Eu também sou carangueiro da beira do igarapé Gabiru trabalha cedo, cata o lixo da maré Manamauê, maracatu, saluba ê Nanã... Yabá! A vida parecida com as águas Não é doce como o rio Nem salgada feito o mar A margem... Já subiu para cidade Entre tronco e cipó rebeldia dá um nó... Pensamento popular Gramacho encontrou Capibaribe Num mundo livre quero ver você cantar Freire, ensine um país analfabeto Que não entendeu o manifesto Da consciência social Chico! Manguebeat tá na rua Caxias comprou a luta E transforma em carnaval! Respeite os tambores do meu Ilê Respeite a cadência do meu ganzá À frente o estandarte do meu povo Anuncia um tempo novo que nos faz acreditar! Eu sou do mangue, filho da periferia. Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou Ponta de lança e daruê Dobra o gonguê... A revolução já começou! GRES IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
📅 Fundação: 6 de março de 1959 📍 Endereço: Rua Professor Lacé, 235 – Ramos – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Verde, Branco e Ouro 🏆 Títulos: 9 (1980, 1981, 1989, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001, 2023) 👤 Presidente: Catia Drumond 🎭 Carnavalesco: Leandro Vieira 🎤 Intérprete: Pitty de Menezes 🥁 Mestre de Bateria: Mestre Lolo 👑 Rainha de Bateria: Iza 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro ✨ Comissão de Frente: Patrick Carvalho 🎭 Enredo 2026: "Camaleônico" ![]() 📆 Ordem de desfile: 2ª escola de domingo ⚠️
Análise: Após retomar o protagonismo recente na
Sapucaí, a verde e branca vem de Ney Matogrosso como candidata
real às primeiras posições. O samba-enredo, o dia
e o horário do desfile podem ser o divisor de águas para
melhor ou pior.
👀 Palpite: corre por fora 🪶 Samba-enredo:
Autores: Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando
Ambrósio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro, Gabriel
Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão,
Antônio Crescente e Bernardo Nobre.
Sou meio homem, meio bicho O silêncio e o grito Pássaro, mulher Que pinta a verdade no rosto Traz a coragem no corpo E nunca esconde o que é Pelo visível, indefinível Ressignifica o frágil O que confunde é o desbunde O que desafia o fácil Canto com alma de mulher Arte que sabe o que quer E não se esqueça Eu sou o poema que afronta o sistema A língua no ouvido de quem censurar Livre para ser inteiro Pois, sou homem com H E como sou… O bicho, bandido, pecado e feitiço Pavão de mistérios, rebelde, catiço A voz que a cálida rosa deu nome A força de Atenas que o mal não consome O sangue latino que vira Vira, vira lobisomem Eu juro que é melhor se entregar Ao jeito felino provocador Devoro pra ser devorado Não vejo pecado ao sul do Equador Se joga na festa, esquece o amanhã Minha escola na rua pra ser campeã! Vem meu amor Vamos viver a vida Bota pra ferver Que o dia vai nascer feliz na Leopoldina GRES UNIDOS DO VIRADOURO
📅 Fundação: 24 de junho de 1946 📍 Endereço: Avenida do Contorno, 16 – Barreto – Niterói – RJ 🎨 Cores: Vermelho e Branco 🏆 Títulos: 3 (1997, 2020, 2024) 👤 Presidente: Hélio Nunes 🎭 Carnavalesco: Tarcísio Zanon 🎤 Intérprete: Wander Pires 🥁 Mestre de Bateria: Ciça 👑 Rainha de Bateria: Juliana Paes 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Julinho Nascimento e Rute Alves ✨ Comissão de Frente: Rodrigo Negri e Prsicilla Mota 🎭 Enredo 2026: Pra cima, Ciça! ![]() 📆 Ordem de desfile: 3ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: A Viradouro chega a 2026 sustentada por um projeto
artístico sólido, que aposta na emoção ao
homengear seu mestre de bateria. É escola que sabe competir e
administrar o favoritismo retomado em 2019, que já lhe
rendeu dois campeonatos.
👀 Palpite: briga pelo título 🪶 Samba-enredo: Autores:
Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas
Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita,
Marcelo Adnet e Thiago Meiners.
Eu vi, a vida pulsar como fosse canção Milhões de compassos pra eternizar Em cada batida do meu coração O som que reflete o seu batucar Lá, onde o samba fez berço, do alto do morro Um menino orgulha Ismael, Bicho Novo Forjado nas garras do velho leão Contam no largo do Estácio O destino em seu passo Que fez pouco a pouco uma chama acender Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger Quando o apito ressoa parece magia Num trem caipira, no olhar da baiana Medalha de ouro, suingue perfeito Que marca no peito da escola de samba Se a vida é um enredo desfilou outros amores Maestro fez do couro sinfonia Na ousadia dos seus tambores Peça perfeita pra me completar Feiticeiro das evocações Atabaque mandou te chamar Pra macumba jogar poeira No alto vai resistir, a caixa de Moacyr Legado do Mestre Caveira Sou eu, mais um batuqueiro a pulsar por você Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender E hoje aos teus pés Somos todos um nessa avenida Num furacão que nunca vai ter fim Nossa história não encontra despedida Se eu for morrer de amor que seja no samba Sou Viradouro, onde a arte o consagrou Não esperamos a saudade pra cantar Do mestre dos mestres herdei o tambor GRES PORTELA
📅 Fundação: 11 de abril de 1923🎨 Cores: azul e branco 📍 Endereço: Rua Clara Nunes, 81 – Madureira 🏆
Títulos: 22 (1935, 1939, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946,
1947, 1951, 1953, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1964, 1966, 1970, 1980,
1984, 2017)
👤 Presidente: Júnior Escafura 🎨 Carnavalesco: André Rodrigues 🎤 Intérprete: Zé Paulo Sierra 🥁 Mestre de Bateria: Vitinho 👑 Rainha de Bateria: Bianca Monteiro 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Squel e Marlon ✨ Comissão de Frente: Claudia Mota e Edifranc Alves 🎭
Enredo 2026: "O Mistério do Príncipe do Bará - A
Oração do Negrinho e a Ressurreição de Sua
Coroa Sob o Céu Aberto do Rio Grande"
📆 Ordem de desfile: 3ª escola de domingo ⚠️
Análise: Ano de transição, com mudanças
importantes e a dor da perda de Gilsinho. Em meio a desafios
financeiros e de bastidores, a Portela aposta na força da sua
comunidade para buscar estabilidade e um desfile digno da sua
história centenária.
👀Palpite: Pode surpreender. 🪶Samba enredo: Autores: Valtinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena
Ê Bará, ê Bará… ôô! Quem rege a sua coroa, Bará? É o rei de Sapaktá Aláfia do destino no Ifá! É mistério que incandeia Pro batuque começar Sou mistério que incandeia Pra Portela incorporar Vai, Negrinho… vai fazer libertação Resgatar a tradição Onde a África assenta Ô, corre gira, vem revelar O reino de Ajudá O pampa é terra negra em sua essência Alupo, meu senhor, alupô! Vai ter xirê no toque do tambor Alumia o cruzeiro… chave de encruzilhada É macumba de Custódio no romper da madrugada Curandeiro, feiticeiro Batuqueiro precursor Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!) Fundamento em seu terreiro Resiste a fé no orixá Da crença no mercado Ao rito do rosário Ainda segue vivo o seu legado Portela… tu és o próprio trono de Zumbi Do samba, a majestade em cada ori Yalorixá de todo axé Enquanto houver um pastoreio A chama não apagará Não há demanda que o povo preto não possa Enfrentar! Ae oni Bará! Ae babá lodê! A Portela reunida carregada no dendê Sob o céu do Rio Grande Tem reza pra abençoar O príncipe herdeiro da coroa de Bará! GRES ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA
📅 Fundação: 28 de abril de 1928 📍 Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Verde e Rosa 🏆
Títulos: 20 - 1932, 1933, 1934, 1940, 1949, 1950, 1954, 1960,
1961, 1967, 1968, 1973, 1984 (campeã e supercampeã)
1986, 1987, 1998, 2002, 2016 e 2019
👤 Presidente: Guanayra Firmino 🎭 Carnavalesco: Sidney França 🎤 Intérprete: Dowglas Diniz 🥁 Mestre de Bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão 👑 Rainha de Bateria: Evelyn Bastos 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos ✨ Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel 🎭 Enredo 2026: Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra ![]() 📆 Ordem de desfile: 4ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: Após diversas mudanças em seus principais
segmentos nos últimos anos, a Mangueira busca voltar a brigar
pelo topo, como na segunda metade da última década. O ano
de 2026 pode ser o início da retomada para que a verde e rosa
continua a ser a única agremiação campeã em
todas as décadas.
👀 Palpite: pode surpreender 🪶 Samba-enredo: Autores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal
Finquei minha raiz No extremo norte onde começa o meu país As folhas secas me guiaram ao turé Pintada em verde-e-rosa, jenipapo e urucum Árvore-mulher, mangueira quase centenária Uma nação incorporada Herdeira quilombola, descendente palikur Regateando o amazonas no transe do caxixi Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata Salve o curandeiro, doutor da floresta Preto Velho, saravá Macera folha, casca e erva Engarrafa a cura, vem alumiar Defuma folha, casca e erva... Saravá Negro na marcação do marabaixo Firma o corpo no compasso Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões Ergo e consagro o meu manto Às bençãos do espírito santo e São José de Macapá Sou gira, batuque e dançadeira A mão de couro do amassador Encantaria de benzedeira (areia) Que a Amazônia Negra eternizou Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira Abençoe o jeito tucuju A magia do meu tambor te encantou no jequitibá Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá Na Estação Primeira do Amapá GRES ACADÊMICOS DO SALGUEIRO
📍 Endereço: Rua Silva Teles, 104 – Andaraí – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Vermelho e Branco 🏆 Títulos: 9 (1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975, 1993 e 2009) 👤 Presidente: André Vaz 🎭 Carnavalesco: Jorge Silveira 🎤 Intérprete: Igor Sorriso 🥁 Mestre de Bateria: Guilherme e Gustavo 👑 Rainha de Bateria: Viviane Araújo 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Sidclei Santos e Marcella Alves ✨ Comissão de Frente: Paulo Pinna 🎭 Enredo 2026: A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau ![]() 📆 *Ordem de desfile: 4ª escola de terça-feira ⚠️
Análise: Após a frustrante (e injusta) sétima
colocação em 2025, a Academia aposta no homenagem
à professora Rosa Magalhães em busca tão sonhada
décima estrela. Além da comoção do
enredo e do samba consistente, o fato de encerrar o desfile pode
favorecer a escola.
👀 Palpite: corre por fora 🪶 Samba-enredo: Autores:
Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabricio
Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira, Deco,
Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão,
Jonathan Tenorio, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico
Eu viajei nos rococós da ilusão Arte que me inspirou Reencontrei, no mundo de imaginação Memórias que você criou Dos livros revi personagens Barrocas imagens e nobres lembranças Ao visitar meus sonhos de faz de conta Me desenhei criança, voltei a ser feliz Que ti-ti-ti é esse pelo mundo a me levar? Naveguei sem sair do meu lugar Aportei no dia 22 de abril À sombra de um pau-brasil Assim descobri meu país Fauna e flora, pelo seu olhar Os donos da terra brasilis… Um jegue me fez balançar… Nas prateleiras do lado de cá do Equador Devorei a nação Andar na Ouvidor virou caso de amor Pro meu coração Mestra, você me fez amar a festa E eu virei carnavalesco Sonhei ser rosa, te faço enredo Mestra, você me fez amar a festa Tantos alunos por aqui… Segue o legado na Sapucaí! Ô lê lê! Eis a flor dos amanhãs A décima estrela brilha em Rosa Magalhães Onde o samba é primavera, que floresce em fevereiro Nem melhor, nem pior… Salgueiro! GRES UNIDOS DE VILA ISABEL
📅 Fundação: 4 de abril de 1943 📍 Endereço: Boulevard 28 de Setembro, 382 – Vila Isabel – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Azul e Branco 🏆 Títulos: 3 (1988, 2006, 2013) 👤 Presidente: Luiz Guimarães 🎭 Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad 🎤 Intérprete: Tinga 🥁 Mestre de Bateria: Macaco Branco 👑 Rainha de Bateria: Sabrina Sato 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane ✨ Comissão de Frente: Alex Neoral e Márcio Jahu 🎭 Enredo 2026: Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África ![]() 📆 Ordem de desfile: 2ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: A Vila Isabel chega a 2026 apostando na chegada
da dupla de carnavalescos, que substituem Paulo Barros, e na
força do samba. Quando consegue equilibrar impacto visual e
chão, a azul e branca costuma incomodar na disputa.
👀 Palpite: briga pelo título 🪶 Samba-enredo: Autores: Andre Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho Sonhei macumbembê, sonho samborembá Macumba é samba e o samba é macumba Pode até fazer quizumba, só não pode é separar Sonho samborembá, macumbembê Vem da mãe-terra, firmou ponto na Bahia E na África pequena germinou pra florescer Ê, quilombo… é a Pedra do Sal Arraigou em terreiro e quintal No chão batido assentou o fundamento Foi o lino de madrinha De padrinho, espelhamento Flutuou na capoeira ao perfume de Ciata Negro príncipe de ouro… O anjo de asas de prata Um ogã-alabê, macumbeiro A fumaça do cachimbo, preto-velho soprou Encanto da gira e da roda de bamba Poesia na curimba, batuqueiro e cantador Foi do lundu e do cateretê Alinhou no linho santo, cavaquinho na mão Apaixonado pierrot, afro-rei A flecha certeira de Oxóssi na canção Reluz nas escolas, em Noel e Cartola Ganhou o mundo com o mundo de Paulo Brazão De todos os tons, a Vila negra é De todos os sons, a negra Vila é De China e Ferreira, Mocambo, Macacos e Pau da Bandeira Da nossa favela branca e azul do céu No branco da tela, o azul do pincel Vem ser aquarela, pintar a Unidos de Vila Isabel Ora yê yê ô, Oxum Kabecilê, Xangô Meus sonhos e tambores, tintas e “prazeres” Pra você, Heitor GRES UNIDOS DA TIJUCA
📅 Fundação: 31 de dezembro de 1931 📍 Endereço: Av. Francisco Bicalho, 47 - Santo Cristo 🎨 Cores: Azul e Amarelo 🏆 Títulos: 4 (1936, 2010, 2012, 2014) 👤 Presidente: Fernando Horta 🎭 Carnavalesco: Edson Pereira 🎤 Intérprete: Marquinhos Art'Samba 🥁 Mestre de Bateria: Casagrande 👑 Rainha de Bateria: Mileide Mihaile 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Miranda e Lucinha Nobre ✨ Comissão de Frente: Bruna Lopes e Ariadne Lax 🎭 Enredo 2026: Carolina Maria de Jesus ![]() 📆 Ordem de desfile: 4ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: Lá se vão doze anos do último
título e dez da última participação no
desfile das campeãs. De lá pra cá, a escola passou
por diversas mudancas, inclusive de endereço (a pedra
fundamental da nova quadra foi inaugurada na semana passada. Parece que
ainda vai levar um tempo para a Tijuca voltar a incomodar.
👀 Palpite: figurante 🪶 Samba-enredo: Autores: Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca
Eu sou filha dessa dor Que nasceu no interior de uma saudade Neta de preto-velho Que me ensinou os mistérios Bitita cor, retinta verdade Me chamo Carolina de Jesus Dele herdei também a cruz Olhe em mim, eu tenho as marcas Me impuseram sobreviver Por ser livre nas palavras Condenaram meu saber Fui a caneta que não reproduziu A sina da mulher preta no Brasil Os olhos da fome eram os meus Justiça dos homens não é maior que a de Deus Meu quarto foi despejo de agonia A palavra é arma contra a tirania Sonhei sobre as páginas da vida Ilusões tolhidas no sistema algoz Que tenta apagar nossa grandeza Calar a realeza que resiste em nós Dos salões da burguesia aos barracos do Borel Onde nascem Carolinas Não seremos mais os réus Por tantas Marias que viram seus filhos crucificados Nas linhas da vida, verbo na ferida, deixei meu legado Meu país nasceu com nome de mulher Sou a liberdade, mãe do Canindé Muda essa história, Tijuca! Tira do meu verso a força pra vencer Reconhece o seu lugar e luta Esse é nosso jeito de escrever GRES PARAÍSO DO TUIUTI
📅 Fundação: 15 de novembro de 1952 📍 Endereço: Campo de São Cristóvão, s/nº – São Cristóvão – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Azul e Amarelo 🏆 Títulos: não tem 👤 Presidente: Renato Thor 🎭 Carnavalesco: Jack Vasconcelos 🎤 Intérprete: Pixulé 🥁 Mestre de Bateria: Marcão 👑 Rainha de Bateria: Mayara Lima 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinicius Antunes e Rebeca Tito ✨ Comissão de Frente: David Lima 🎭 Enredo 2026: Lonã Ifá Lucumi ![]() 📆Ordem de desfile: 1ª escola de terça-feira ⚠️
Análise: O Paraíso do Tuiuti chega em 2026 a seu
décimo desfile consecutivo no Grupo Especial, um belo feito para
uma escola de menor investimento. Mantendo a fórmula dos
últimos anos, a escola, que traz como enredo uma vertente cubana
da religião de matriz africana, espera ganhar ainda mais
sobreviva no desfile principal
👀 Palpite: briga para permanecer. 🪶 Samba-enredo: Autores: Claudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas Meu padrinho me falou Cada um tem seu orí O destino é professor A raiz é lucumi Ifá, retira dessa flor os seus espinhos Revela meu odu e seus caminhos Com os ikins de Orunmilá Me dê seu irê para a vida Olodumarê, criador Espalhou axé e amor No ilê dos orixás E o negro iniciado no segredo Do reino de Olokun fez sua trilha Rompendo os grilhões de morte e medo Foi o primeiro babalaô da ilha Babá moforibalé, babá moforibalé Orunmilá Taladê, babá moforibalé Eleguá É o dono do poder Moenda não pode mais moer Põe fogo na cana Eleguá Tem mandinga e dendê Hoje o coro vai comer Nas barbas de Havana Ah! O ânimo de ser do baticum Com a lâmina sagrada de Ogum E a sina de quem ama o Idefá Ah! A rama do Caribe se expandiu No verde e amarelo do Brasil Nas cordas do opelê e no oponifá Derruba o muro quem sabe asfaltar Caminhos abertos na mão de Ifá Que o mundo entenda O ebó vence a dor Sentado à esteira de um babalaô Ibarabô, agô lonã Olukumi Iboru, Iboya, Ibosheshê Canta, Tuiuti! GRES MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL
📅 Fundação: 10 de novembro de 1955 📍 Endereço: Avenida Brasil, 31.146 – Padre Miguel – Rio de Janeiro – RJ 🎨 Cores: Verde e Branco 🏆 Títulos: 6 (1979, 1985, 1990, 1991, 1996, 2017) 👤 Presidente: Flávio da Silva Santos 🎭 Carnavalesco: Renato Lage 🎤 Intérprete: Igor Vianna 🥁 Mestre de Bateria: Dudu 👑 Rainha de Bateria: Fabíola de Andrade 💃🏾🕺🏾Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Diogo Jesus e Bruna Santos ✨ Comissão de Frente: Marcelo Misailidis 🎭 Enredo 2026: Rita Lee - a padroeira da liberdade ![]() 📆 Ordem de desfile: 1ª escola de segunda-feira ⚠️
Análise: Depois de voltar a encantar sua apaixonada torcida
entre 2017 e 2020, quando relembrou a escola que dividia com a
Imperatriz o protagonismo dos anos 1990, a Mocidade atravessa tempos
difíceis. Os agitados bastidores políticos, no entanto,
sinalizam a possibilidade de boas novas — que, ao que tudo
indica, devem começar a se desenhar a partir de 2027.
👀 Palpite: figurante 🪶 Samba-enredo: Autores:
Jeffinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho
Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan
Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax
Um belo dia resolvi mudar Cansei dessa gente careta Aos seus bons costumes eu sinto informar Formei outras ovelhas negras A tropicalista do verbo sem freio Pra farda uma língua e o dedo do meio Cabelo de fogo e a lente encarnada Mutante da pele marcada Transo rock e samba pra sentir prazer Agora só falta você (yeah, yeah) Sou independente, fácil de amar Livre de qualquer censura Vem, baila comigo, só de te olhar… Posso imaginar loucuras Amor é pra sempre O corpo compondo entre a boca e o ventre Dedilha a guitarra (lá láiá) Arranca as amarras e me bebe quente Meu doce vampiro além do querer Desculpe o auê! Se é caso sério, eu lanço perfume Aumenta o volume que eu banco a verdade Não adianta prender Santa Rita “Leeberdade” Vem, seja Pagu, se entrega Quem foge ao padrão vence a regra Sou voz feminina plural Assino a estrela no seu carnaval Mocidade êêêêê Minha Mocidade, voltei por você! Desbaratina a razão, se joga, meu bem No céu, no mar, na lua… na Vila Vintém! GRES ACADÊMICOS DE NITERÓI
📅 Fundação: 26 de fevereiro de 2018 📍Endereço: R. Xavier de Brito, 22 - Centro, Niterói - RJ 🎨 Cores: Azul e Branco 🏆 Títulos: não tem 👤 Presidente: Wallace Palhares 🎭 Carnavalesco: Thiago Martins 🎤 Intérprete: Émerson Dias 🥁 Mestre de Bateria: Branco 👑 Rainha de Bateria: Vanessa Rangeli 💃🏾🕺🏾 Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Emanuel Lima e Tainara Mathias ✨ Comissão de Frente: Marlon Cruz e Handerson Big 🎭 Enredo 2026: Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil ![]() 📆 Ordem de desfile: 1ª escola de domingo ⚠️
Análise: Campeã da Série Ouro, a
Acadêmicos de Niterói estreia no Grupo Especial com a
difícil missão de se manter, apesar do apelo popular do
enredo e do samba sobre o presidente Lula.
👀 Palpite: briga para permanecer 🪶 Samba-enredo: Autores:
Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho,
Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr
Eu vi brilhar a estrela de um país No choro de Luiz, à luz de Garanhuns Lugar onde a pobreza e o pranto Se dividem para tantos E a riqueza multiplica para alguns Me via nos olhares dos meus filhos Assombrados e vazios, com o peito em pedaços Parti atrás do amor e dos meus sonhos Peguei os meus meninos pelos braços Brilhou um sol da pátria incessante Pro destino retirante te levei, Luiz Inácio Por ironia, treze noites, treze dias Me guiou Santa Luzia, São José alum iou Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical À liderança mundial Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz Revolucionário é saber escolher os seus heróis Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Que pagaram o preço da raiva Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva Lute pra vencer, aceite se perder Se o ideal valer, nunca desista Não é digno fugir, nem tão pouco permitir Leiloarem isso aqui a prazo, à vista É… tem filho de pobre virando doutor Comida na mesa do trabalhador A fome tem pressa, Betinho dizia É… teu legado é espelho das minhas lições Sem temer tarifas e sanções Assim que se firma a soberania Sem mitos falsos, sem anistia Quanto custa a fome? Quanto importa a vida? Nosso sobrenome é Brasil da Silva Vale uma nação, vale um grande enredo Em Niterói, o amor venceu o medo Olê, olê, olê, olá Vai passar nessa avenida mais um samba popular Olê, olê, olê, olá, Lula! |
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