ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ

| FUNDAÇÃO | 18/02/59 |
| CORES | Verde e Branco |
| QUADRA | Rua do
Império, 573 Santa Cruz 23555-024 Telefone: 2419-3736 Fax: 3395-0238 |
| BARRACÃO | Rua
Sargento Silva Nunes, 555 Bonsucesso |
| SÍMBOLO | Coroa |
HISTÓRICO
Afilhada da Unidos de Bangu e
madrinha da Unidos do Uraiti, a Acadêmicos de Santa Cruz foi
fundada em 1959, mas apenas três anos depois se filiou à
Confederação da Escolas de Samba. Seu primeiro desfile no Rio
de Janeiro foi no dia 2 de dezembro de 1962, durante o 1°
Congresso do Samba. A escola de Santa Cruz teve uma trajetória
irregular. Em 1963, disputou o carnaval na Praça Onze pelo Grupo
3 e foi campeã. Em 1965, a Acadêmicos de Santa Cruz ficou com o
primeiro lugar do Grupo 2, disputando o concurso principal no ano
seguinte, mas foi rebaixada logo em seguida. Em 1970 e 1985,
voltou ao grupo principal. Em 1989, a escola ganhou o desfile do
segundo grupo e subiu novamente para o Grupo Especial, mas no ano
seguinte caiu mais uma vez.
Durante o desfile de 1991, uma queda de energia
elétrica na avenida prejudicou a apresentação da Santa Cruz,
que mesmo tendo ficado em último lugar conseguiu na justiça o
direito de desfilar entre as grandes escolas em 1992. Mas a
decisão judicial só saiu na sexta-feira de carnaval, ou seja,
dois dias antes do desfile. Com isso, a escola não pôde se
preparar adequadamente e amargou o último lugar mais uma vez. Em
1997 a Santa Cruz esteve entre as escolas de elite, mas acabou
rebaixada novamente.
Em 2001, a verde e branco da Zona Oeste não
conseguiu subir. O enredo "Mário Lago; na rolança do
tempo, uma vida de histórias" deu à Santa Cruz o terceiro
lugar, perdendo a vaga no Grupo Especial por apenas um ponto para
a São Clemente. A Unidos do Porto da Pedra venceu o desfile.
Em 2002, a escola ficou com título do Grupo de Acesso A e desfilou entre as grandes em 2003 (sendo rebaixada em último lugar, retornando ao Acesso em 2004). A escola de Santa Cruz derrotou a tradicional Unidos de Vila Isabel por apenas um décimo, mas o resultado foi contestado. A Vila Isabel alegou que houve erro no preenchimento dos mapas com as notas o que ficou comprovado. Uma decisão judicial anulou o resultado do Grupo de Acesso, dando a vitória à Vila Isabel, mas diante da proximidade do carnaval, a Vila optou por não desfilar no grupo especial, dando a vaga à Acadêmicos de Santa Cruz. Em 2004, a escola fez um belo desfile, mas ficou com o vice-campeonato e não conseguiu o regresso ao Grupo Especial. A Vila, que subiu, se "vingou" do fato ocorrido dois anos antes.
A Santa Cruz, infelizmente, é uma escola que nunca deu sorte no Grupo Especial. Nunca conseguiu permanecer por dois anos consecutivos na elite. Nas seis vezes em que desfilou entre as grandes (1970, 1985, 1990, 1992, 1997 e 2003), acabou rebaixada.
1963
- 1ª no Grupo 3
Rio Antigo
Abílio Correia de Souza
1964
- 5ª no Grupo 2
Costumes e Tradições da Bahia
Abílio Correia de Souza
1965 - 1ª no Grupo 2
Rio, Um Fato em cada Século
Abílio Correia de Souza
1966
- 9ª no Grupo 1
Epopéia de Uma Raça
Abílio Correia de Souza
1967 - 5ª no Grupo 2
Núpcias Imperiais
Joceil Vargas
1968
- 5ª no Grupo 2
Moedas e Medalhas do Brasil
Joceil Vargas
1969 - 1ª no Grupo 2
O Rio dos Vice-Reis
Wilson Paixão
1970
- 10ª no Grupo 1
Bravura, Amor e Beleza da Mulher Brasileira
Joceil Vargas
1971 - 9ª no Grupo 2
Três Fases da Poesia
Wilson Paixão
1972
- 12ª no Grupo 2
Brasil Folclórico
Wilson Paixão
1973 - 1ª no Grupo 3
O Rio de Todos os Tempos
Wilson Paixão
1974
- 8ª no Grupo 2
O Rouxinol da Canção Brasileira
Wilson Paixão
1975 - 9ª no Grupo 2
Bahia de São Salvador, Tenda dos Milagres
Wilson Paixão
1976
- 17ª no Grupo 2
Brasília, Sonho Imperial, Realidade Nacional
1977 - 4ª no Grupo 3
Catulo da Paixão Cearense
Aganipe Guimarães
1978
- 16ª no Grupo 2
O Mestre da Musicologia Nacional
Aganipe Guimarães
1979 - 8ª no Grupo 2A
Afro-Brasileiro, Mundo Maravilhoso
José Lima Galvão
1980
- 1ª no Grupo 2A
Um Domingo na Quinta da Boa Vista
José Lima Galvão
1981 - 6ª no Grupo 1B
Amazonas, Verde que te Quero Verde
José Lima Galvão
1982
- 3ª no Grupo 1B
Braguinha, Carnaval de Sonho
Lucas Pinto
1983 - 3ª no Grupo 1B
Uma Andorinha só não faz Verão
Lucas Pinto
1984
- 2ª no Grupo 1B e 8ª no Supercampeonato
Acima da Coroa de um Rei, só um Deus
José Lima Galvão
1985 - 14ª no Grupo 1A
Ibrahim, de Leve eu Chego Lá
Gil Ricon
1986 - 8ª no Grupo 1B
E você, o que é que dá?
José Lima Galvão
1987
- 4ª no Grupo 2
Quem Espera só se Cansa
Luiz Fernando Reis
1988 - 5ª no Grupo 2
Como se Bebe nesta Terra
Luiz Fernando Reis
1989
- 1ª no Grupo 2
Stanislaw, uma História sem Final
José Felix
1990 - 15ª no Grupo Especial
Os Heróis da Resistência
José Felix
1991
- 12ª no Grupo A
O Boca do Inferno
José Felix
1992 - 15ª no Grupo Especial
De Quatro em Quatro Eu Chego Lá
Albeci Pereira e Ney Ayan (in memorian)
1993
- 4ª no Grupo A
Quo Vadis, Meu Negro de Ouro
Lucas Pinto
1994 - 7ª no Grupo A
Na Rota dos Mercados
Albeci Pereira
1995
- 5ª no Grupo A
Deuses e Costumes nas Terras de Santa Cruz
Albeci Pereira
1996 - 1ª no Grupo A
Ribalta - Luz, Sonho e Ilusão
Albeci Pereira
1997
- 14ª no Grupo Especial
Não se Vive sem Bandeira
Albeci Pereira
1998 - 3ª no Grupo A
O Exagerado Cazuza nas Terras de Santa Cruz
Fábio Angillotti e Gebran
1999
- 4ª no Grupo A
Abraham Medina em Noite de Gala
Fábio Ancillote
2000 - 6ª no Grupo A
Brasil, Do Extrativismo à Reciclagem, 500 anos de Riqueza
Fernando Alvarez
2001
- 3ª no Grupo A
Mário Lago, na Rolança do Tempo, uma Vida de Histórias
Fernando Alvarez
2002 - 1ª no Grupo A
Papel - Das Origens à Folia - História, Arte e Magia
Fernando Alvarez
2003
- 14ª no Grupo Especial
Do Universo Teatral à Ribalta do Carnaval
Cahê Rodrigues, Rosele Nicolau Coutinho e Munir Nicolau Jorge
2004 - 2ª no Grupo A
Nas Páginas do Brasil, Santa Cruz escreveu sua História
Comissão de Carnaval
2005
- 4ª no Grupo A
Rio - Conquistas e Glórias de uma Cidade de Histórias
Comissão de Carnaval
2006
- 6ª no Grupo A
Liberdade, Igualdade, Fraternidade: Um Sonho Chamado França
Comissão de Carnaval
2007
- 3ª no Grupo A
O Tempo que o Tempo Tem
Comissão de Carnaval
2008
- 3ª no Grupo A
Da abertura dos Portos a cidade do porto, Itaguaí - uma
história real
Comissão de Carnaval
1969
Enredo: O
Rio dos Vice-Reis
Autor(es): ???
Belas
páginas
Apresentamos de nossa história
Do Rio nos tempos dos vice-reis
Época que marcaram épocas
No ano de 1763
Quando antes era governador
Gomes Freire de Andrade
Mais tarde se consagrou
Conde de Bobadela, último governador
Aí veio o Rio dos Vice-Reis
Ainda sob o jugo português
Coube ao Conde da Cunha iniciar
O princípio foi regular
Mais tarde o Conde de Azambuja
Para o seu posto ocupar
Marquês do Lavradio
Dom Luiz de Vasconcelos e Souza
Também reinaram na cidade do Rio
Já
existia a Inconfidência
Pela nossa Independência (bis)
No Estado de Minas Gerais
Rio de
um poder exuberante
E história fascinante
A morte de Tiradentes
Por ordem do Conde de Rezende
Conde dos Arcos ocupou
E mais tarde o vice-reinado acabou
Eram lindas as cavalhadas
Capoeiras e congada
Lundu e o Maracatu
Os negros mercadores
Empunhavam os seus valores
E a festa do divino
Sinhazinha e o senhor
Faziam o grande esplendor
Rio dos vice-reis
Glória a Dom João VI (bis)
As obras que ele criou
Ao mundo elas eletrizou
1970
Enredo: Bravura,
amor e beleza das mulheres brasileiras
Autor(es): Rubens Fausto [Rubinho] e Paulo Fernandes Lima
[Paulinho]
Brasil
És um gigante encantado
Representado por teu pavilhão
Brasil
Hoje exaltamos o teu passado
Simbolizando as glórias em nossos anais
Ao despontar desta história
Com bravura, amor e glória
Da mulher que o mundo criou
Exuberância
de Clara Camarão
Que em Pernambuco (bis)
Cumpriu sua missão
Brasil
Simbolismo de riqueza
Desde a época colonial
Com heroísmo da mulher
Houve transformação em geral
Ao desbravar tua nobreza
Com angústia e tristeza
Nos campos irmanadas pra lutar
Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora
Gênios imortais de nossa história
Ana Néri, a famosa enfermeira
Que orgulhou todo torrão brasileiro
Independência e Abolição
Foram os fatos mais importantes desta nação
Quando os negros envaidecidos de alegria
Comemoravam a libertação
Brasil
Simbolismo de riqueza
Da beleza universal (bis)
Do samba altaneiro
E do patriotismo nacional
1971
Enredo: Três
Fases da Poesia
Autor(es): ????
Vibra a platéia em
alegria
Ao ouvir cantar linda melodia
E o cenário colorido e fascinante
Em que a poesia é o destaque marcante
Entre fatos importantes
Na história brilhante
Na literatura deste imenso torrão
A civilização dos índios
O grito da independência
E liberdade na escravidão
Oh pátria amada
Abençoada e de encantos mil (bis)
Teu filho tem orgulho em dizer
Ninguém segura mais o Brasil
1972
Enredo: Brasil
folclórico
Autor(es): Waldir Cruz
Dentro
da mais pura tradição
Fielmente aqui iremos retratar
O Brasil folclórico que até então
Numa só obra não pudemos apresentar
As suas danças suas festas
Suas lendas e crendices, alegrias e tradições
Vamos reviver na passarela
Emoldurados nesta aquarela
La dos Pampas minha gente, vem churrasco e chimarrão
Vem a festa da uva, a espora e o Gibão
Dos Palmares vem o Frevo, o Maracatu real
Abram alas minha gente
Eis que chega o Mineiro pau Mineiro ê
Mineiro ê Mineiro pau
Mineiro ê Mineiro pau
Olhem só quantas moças bonitas
Lá em volta daquele quintal
Com seus laços e rendas de fitas
Vendo a dança do Mineiro pau
Bahia do Preto Velho Sinhô
Dos atabaques em noites de Luanda a rufar
Tua magia tem um semblante sem fim
Que culmina com a festa do lava pés do Bonfim Oba
Nordeste também que chega de repente
Trazendo o repente que a gente sente
Que mexe com a gente sei lá, meu Boi Bumbá
Meu Boi Bumbá, Bumba meu Boi
Quem quer ser e porque não sabe
Quem não quer porque um dia já foi
Não procure entender
A linguagem do Bumba meu Boi
1974
Enredo: Rouxinol
da Canção
Autor(es): Luiz e Valdir Cruz
Aí então
Vou fazer meu carnaval
Alegria, pessoal ô ô
É tão grande a emoção
Vou pular de par constante
Com o Rouxinol da Canção
Que partiu tão de repente
E agora está presente
Nos portais da multidão
Seus trejeitos, sua classe
Causavam tremendo impasse
De norte a sul do país
Traduzindo em cancioneiro
O folclore brasileiro
Com acordes tão sutis
Cantou "menino passarinho"
Também teve o seu ninho
E ao paraíso voou
Desce uma névoa na cidade
Quando o bloco da saudade
Seu desfile terminou
Minha alma chora, senhora
Ele que vá se embora é hora
Madrugada chegando não pode mais ficar
Tenho dor no peito agora
Mas não tenho direito, senhora
Vá embora em paz
O céu é teu lugar
(e aí)
1975
Enredo: Bahia
de São Salvador, Tenda dos Milagres
Autor(es): José Carlos e Da Cruz
Ô, Bahia
De Salvador
Tenho por ti a magia
Abençoado pelo senhor
Berço natal de
Ojuobá
E de Dorotéia (bis)
Rosa de Oxalá
Barquinhos iluminados
Na festa da mãe
iemanjá
E o capoeira entra na roda
Se benze e faz poeira levantar
Baianas no afoxé
E os quitutes com azeite de dendê
Tem vatapá, tem
acarajé
Quem tem medo de mandinga (bis)
Usa figa de guiné
1976
Enredo: Brasília,
Sonho Imperial, Realidade Nacional
Autor(es): Bené
Mais uma estrela se
formou
Na bandeira do Brasil
E vamos apresentar
Nesse tema original
Para esse carnaval
Brasília sonho imperial (bis)
Realidade nacional
Através de um memorando
Lido na Assembléia Imperial
José Bonifácio sugeria (bis)
Que a nova capital fosse Brasília
O Mártir da Inconfidência Mineira
Já fazia proclamar
Nos chapadões do Planalto Central
O serviço de geografia definiu
E em 60 o presidente construiu
Brasília, ô Brasília
Destacando a inovação
Em suas arquiteturas (bis)
Deslumbrando as criaturas
Que vivem como eu nessa nação
E o progresso foi se alastrando
Pelo Brasil de um modo geral
Dedico uma homenagem a Brasília
Cantando neste carnaval
Ô ô ô ô ô ô (bis)
Mais uma estrela se formou
(na bandeira)
1978
Enredo: O
mestre da musicologia nacional
Autor(es): Jotabê
Lá,
lá, lá, lá, lá
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
(e já diziam)
E já
diziam os poetas
Musica, palavra de Deus
É como se fosse uma porta aberta
Para libertar um coração que se prendeu
Contam que a cidade de Campinas
Deu a luz a um menino
Para glória brasileira
E
que essa luz se propagou,
O seu gênio iluminou (bis)
E atravessou fronteiras
Cantata,
O escravo
Joana, Maria Tudor (que amor)
Na Noite do Castelo", Nhô Tonico
No piano, fez bonito
Pra mostrar ao imperador
Mas foi então
Que Ceci amou Peri (bis)
Aí, o mundo inteiro se curvou
1981
Enredo: Amazonas,
Verde que te quero Verde
Autor(es): ?????
Delira o povo neste feito colossal
Defendendo a ecologia (bis)
Nós brincamos carnaval
É lindo a seringueira contemplar
No rio-mar, a tartaruga é atração
O índio, sua crença é tradição
É fascinante a fauna admirar
Os animais na verde-mata (bis)
A passarada a gorjear
Belas guerreiras amazonas
Preservando a raça de maneira original
Vem meu povo se vestir de esperança (bis)
No canto do uirapuru
E neste canto cheio de encanto
Ajuricaba é sublime recordar
Índio lendário do folclore popular
Te quero verde, verde eu te quero mais
Verde a sua esperança (bis)
São riquezas naturais
1982
Enredo: Braguinha,
carnaval de sonho
Autor(es): Zé Carlão, Doda e Lavoura
Delirei, vi
confetes, mascarados e serpentina
Numa explosão de cores
Palhaços, pierrôs e colombinas (bis)
Quarta-feira, pelas ruas da cidade
Só restaram pedacinhos de saudades
Meu Rio amanheceu cantando
Sonhei, sonhei, sonhei (bis)
E num mar de fantasias mergulhei
Copacabana,
oh linda lourinha
As pastorinhas, o pirata da perna de pau
Vai com jeito, Chiquita Bacana
As touradas em Madrid
O carinhoso, china pau
Laura, a saudade mata a gente
Fim de semana em Paquetá
Onde o céu é mais azul
São partes de poesias tão marcantes
Deste poema tão brilhante
Do carnaval de norte a sul
1983
Enredo: Uma
andorinha só não faz verão
Autor(es): Enoque, Helson, Netinho e Alexandre
Falo da raça índia brasileira
Pioneira deste imenso torrão
Seu
grito e seu choro ecoam no ar (bis)
Como pode uma andorinha só veranear
Tupã,
oh deus tupã
Reúna o seu povo no pico da serra (bis)
Desenterre os tacapes e lanças de guerra
Os invasores chegaram
Como
é linda
A história da cultura nacional
Onde um bravo navegante
Fez seu porto principal
Dos amores portugueses
O caboclo aqui surgiu, aqui o caboclo surgiu
Enriquecendo o folclore do Brasil
Jangadeiros,
boiadeiros, garimpeiros do sertão (bis)
Arrancando deste solo as riquezas da nação
Oh
Chico rei, oh Chico rei
Chica da Silva e Zumbi
São vultos importantes das senzalas
Junto ao quilombo dos Palmares
Bailam as mulatas tão faceiras
Frutos de uma miscigenação
Que
a fidalguia acolheu (bis)
Em seus luxuosos salões
1984
Enredo: Acima
da coroa de um rei, só Deus
Autor(es): Enoque, Netinho, Thiago e Henri
Ko si oba kan ofi olorun (bis)
Já é zero hora
Um novo dia se inicia
Ô laro Exu, axé, para seus filhos de fé (bis)
Hoje o
meu terreiro é na avenida
No asfalto vou armar o meu gongá
Com danças, fetiches e magias
Que o meu povo contagia
E lindos cantos aos orixás
Auê,
auê, auê, no rufar dos atabaques (bis)
Firmar ponto eu quero ver
Segura
a pemba, a verde e branco é isso aí
Quem é de santo, devagar pra não cair
Que Ogum desceu, ele vem lá de Aruanda
Ele é senhor da guerra, saravá a sua banda
Xangô e Yansã
Na cangira de umbanda ele é Rei maior
O seu trono é na pedreira
Xangô nunca vai aló
Oxossi não é feiticeiro, é caçador
Na mata virgem no veloz ele atirou
Salve Oxalá, Deus supremo criador
Com sua luz nosso caminho iluminou
Yemanjá,
Yemanjá
No meu jubileu de prata (bis)
Trago oferendas para a rainha do mar
1985
Enredo: Ibrahim,
de leve eu chego lá (Gente fina é outra coisa)
Autor(es): Zé de Angola e Grajaú
Hoje eu quero é cantar, ô ô
Laiaiá lalaiá, ô ô (bis)
Deixe amor, meu amor
A minha alegria te contagiar
Pode
me chamar de cafajeste, oi
Eu sou e quem não é? (e quem não é?) (bis)
Gente fina é outra coisa
Fale de mim quem quiser
No
seio de uma legião amiga
O colunismo de Ibrahim nasceu
Na força do lirismo, seu neologismo venceu
Roda baiana, ô baiana cai na roda
Olha o desfile de moda
O show de elegância está no ar
Deixe a vida nos fotografar
Hollywood, debutantes e princesa
Realçando a beleza ô iaiá
No meu
banquete não pode faltar caviar (bis)
Na
sociedade quem sabe, sabe
Quem não sabe, quer saber
Desse gigante nobre
Filho de imigrante pobre
Que lutou pra vencer
Ademã, doa a quem doer
Só merece a voz do povo (bis)
Quem já fez por merecer
1986
Enredo: E
você o que é que dá?
Autor(es): Aroldo Melodia, NAngelo, Renato Nobre, Maya,
Nilson, Colored e Brucutu
Eta terra boa é o meu Brasil (porque)
Tudo que se planta dá
São Paulo dá um gostoso café
Pra gente saborear (mais que legal)
E na terra do Tancredo
Eu bebo sem medo o leite que tem lá
É no Rio de Janeiro, meu amor
Que o samba rola sem parar
Mexe
mulata
Ôba! Ôba! Que bumbum (bis)
Cafajestes empolgados
Entram no Ziriguidum
Bahia
Deu petróleo, Martha Rocha e algo mais
Um vinho no capricho é legal
E a festa da uva é colossal
Com o progresso se alastrando
Surgiu Itaipu bi-nacional
Graças ao projeto Carajás
O incentivo às indústrias minerais
Dou minha alegria
Nesta festa que seduz (bis)
Hoje sou a simpatia
E meu nome é Santa Cruz
1987
Enredo: Quem
espera só se cansa
Autor(es): Noé Angelo, Renato Nobre, Almir Antunes, Barbosinha
O índio já não é o dono da terra
Tá na boca de espera
De um dia melhorar
Negro, tua luta ainda é negra
Assim como o lavrador
Que semeia sem lucrar
Oh Deus!! (valei-me Deus)
Mande chuva pro Nordeste
Ajude o cabra da peste
Se safar da situação (mas que situação)
Nesse mundo cão danado
É o proletariado
Que enche o bolso do patrão
Pra
da certo tem que ter
Uma mulher (bis)
Francamente não entendo
Essa gente que não quer
A mata
já perdeu a virgindade
A luta ainda é árdua pela paz
O meu coração quase explodiu
E a tão sonhada Copa
Foi pra longe do Brasil
Tá feia a coisa
Já não sei em quem votar
Todo mundo prometendo
Aquilo que não pode dar
Hoje, amor
Quem espera só se cansa
A nova Santa Cruz tem esperança
Que vai dar certo
Tem que melhorar (cadê)
Cadê o meu, cadê
Cadê o meu (bis)
Os autores estão querendo
A grana que o ECAD comeu
1988
Enredo: Como
se bebe nesta terra
Autor(es): Mocinho, Fuguete, Quinha e Zezé do Cavaco
Navegando com destino às Índias ia Cabral
Deitando e rolando no vinho do Porto
Terra vista, uma voz se ouviu
Foi um gajo de porre que a descobriu
De mata a dentro bandeirante pé inchado
Na aldeia, índio pinguço, origem do meu passado
A bagaceira endoidou o imperador
Independência então proclamou
A
Candinha espalhou
Que, embriagado, JQ renunciou (bis)
A imprensa divulgou
Quem fez o vira copos no ministro se inspirou
Amor,
o bom tempo já era, refrigerante dá samba
E na lourinha que meu povo busca inspiração
Dei um beijo na branquinha, não liguei a burguesia
Bebo para ter motivação
Já tomei a saideira vou tirar o meu da reta
Não vou ficar de bobeira
Feliz desponta Santa Cruz
Cheia de alegria e carinho que seduz
Se não queres mais beber
Não perca a sua esperança (bis)
Siga o exemplo das crianças
1989
Enredo: Stanislaw,
uma história sem final
Autor(es): Nei, Daguinho, Edinho e Cuca
Exaltando a passarela
A Santa Cruz vem homenagear
Sérgio
Porto
E suas obras imortais vamos cantar (bis)
É a saudade que ficou em seu lugar
Nasceu
em Copacabana
Conheceu lindas mulheres
Todas elas conquistou
E nas muitas noites de orgia
Foi gozador e fez da vida poesia
Tia
Zulmira
Stanislaw sempre exaltou (bis)
E fez do crioulo doido
Uma obra de valor
Senhor
ministro vou lhe diplomar
Vais receber o "Febeapá"
Você falou, eu vou morrer de rir
Quem deve ao Brasil é o FMI
Quem
não tem quiabo
Não oferece caruru (bis)
Disse assim o jornalista
No meio do sururu
É alegria, é simpatia, é carnaval (bis)
O poeta hoje conta uma história sem final
1990
Enredo: Os
heróis da resistência
Autor(es): Zé Carlos, Carlos Henri, Carlinhos de Pilares, Doda,
Mocinho e Luís Sérgio
Oh! Divina luz que nos conduz
Com bom humor e irreverência
Hoje ninguém vai nos "gripar"
Somos os heróis da resitência
Vamos "pasquinar", recordar
Sorrir sem censura
Botar a boca no mundo, buscar bem fundo
Sem a tal da ditadura
Soltavam
as bruxas, o pau comia (bis)
De golpe em golpe, quanta covardia
Venha
com a gente, povão
Abra o seu coração
Para o Pasquim, o "pequenino imortal"
Simbolizado pelo sacana ratinho
Mesmo bombardeado, virou paixão nacional
Aí, na palidez da folha
Imprimimos peresonagens geniais
Lindas mulheres espelhando nossas páginas
Ipanema foi o centro cultural
Hoje, essa história é carnaval
Gip, gip, nheco, nheco
Por favor não apague a luz (bis)
Goze desta liberdade
Nos braços da Santa Cruz
1991
Enredo: O
Boca do Inferno
Autor(es): Tião da Roça, Doda, Luiz Sérgio, Mocinho, Giovanni
e Carlos Henry [Grupo Simpatia]
Floresceu seu ideal lá na Bahia
Onde o poder da fidalguia
Sufocava o meu Brasil pela raiz
Surgiu no seio da sociedade
Lutando pela igualdade
Contra o preconceito social
Um jovem inteligente
De versos maldizentes
Com exemplos marcantes
Que o povo aderiu
Fluiu no peito do poeta a esperança
Gregório é Miserê, é abastança
Penitência do mal, luta de um bem querer
Seus versos tinham tal sabedoria
Era a mão da chibata a tirania
Em
noite de festa na fazenda o terreirão (bis)
Gregório ponteia a viola, verso vira canção
Essa
terra tem moral
Veja lá seu fazendeiro (bis)
Sua mesa tem fartura
O plantador tá sem dinheiro
Na
luta da sonhada liberdade
Um preço bem alto "boca do inferno" pagou (e não
calou)
Mas nos becos e vielas, nas cidades e favelas
O seu sonho prosperou
Ecoou pelos ares, despertou os palmares
Oh! Chama que não se apaga (bis)
De boca em boca propaga liberdade
1992
Enredo: De
Quatro em Quatro eu chego lá
Autor(es): Ney, Brucutu, Jaime, Da Roça, Geovani e Luiz Carlos
Vem de lá
Da pré-história esse quatro milenar
Água, fogo, terra e ar
De quatro em quatro chego lá
Engatinhou no Egito
Trazendo esfinge
Para o nosso Carnaval
Lá vou eu
Sou menino no destino
Desse caminhar
O
mundo tá, tá no sufoco
Tudo que tiver quatro (bis)
Dessa vida eu levo um pouco
Na
luta entre o bem e o mal
Eu já fiz a minha escolha
Em quatro cantos caminhei
Minha sorte tirei
No trevo de quatro folhas
Haja coração
Felicidade não escolhe estação
Quatro fases tem a Lua
E a vida continua
O naipe da carta revelou
Vem
amor
Saciar minha sede (bis)
Nosso amor é segredo
Entre quatro paredes
Caiu de quatro, iaiá, na saideira
1993
Enredo: Quo
Vadis, meu negro de ouro
Autor(es): Doda, Zé
Carlos, Carlos Henry, Luis Sérgio, Mocinho e Carlinho 18
Nasci em remotas eras
No ventre da terra
Energia que a natureza recriou
Importante parte da história
Que a mão do homem esculturou
Sete irmãs ambiciosas
Tentaram me ocultar
Suas garras poderosas
Só queriam dominar
A
humanidade depende de mim
Sou liberdade e poder, enfim (bis)
Sou princípio, sou meio e fim
Negro de ouro cobiçado sim
Oh,
divina terra de Santa Cruz
Povo oprimido que encontou a luz
Transformando mãos em elos da corrente
Derrotou o monstro bravamente
Hoje movimento o dia-a-dia
Gerando progresso enriqueço a nação
De corpo presente nos braços da alegria
Sou sonho, fantasia e emoção
Verde-amarelo é meu coração
Desperta gigante
Oh pátria mãe Brasil! (Brasil, Brasil) (bis)
Defenda a soberania
Que o maldito monstro ressurgiu
1994
Enredo: Rota
dos mercadores
Autor(es): ???
Oh, que maravilha
Retrato de uma era milenar (milenar)
Foi o homem aventureiro
Barganhando pelo mundo
Desenhou seu caminhar (ô seu caminhar)
Da Fenícia trouxe o brilho
Mercadores andarilhos
E nesse luxo me fiz rei
Sob tapetes encantados
Persiana enamorado e jóias me banhei
Vou
armar a banca na Sapucaí (bis)
Eu tenho tudo pra fazer você sorrir
Retalhei
em parte os continentes
Da Índia busquei raros cereais
Exuberantes tecidos
Porcelanas geniais
Alcançando a Ásia
Rumo ao oriente viajei
Com vitrais tão vailosos deparei
Em Veneza um império revelei
Desbravei
terras
Às Américas cheguei (bis)
Trouxe fumo, trouxe açúcar
Por metais me enamorei
Feira
tão livre pelo mundo se alastrou
Tá pra lá de Marrachech, Ver-o-Peso meu senhor
TV a cores, brilho do computador
Tem até o shopping center na rota do mercador
Olha eu na praça, meu bom freguês (bis)
Tem seda pura na barraca do chinês
1995
Enredo: Deuses
e costumes nas terras de Santa Cruz
Autor(es): Agostinho
e Hugo Reis
Lá vou eu
Nas asas da imaginação
Sou negro sim, quero cantar
Eu vou abrir meu coração
Os negros africanos aqui chegaram
Iludidos e vendidos como escravos
A saudade fazia lembrar
Seus Deuses e costumes de além-mar
Cantavam e rezavam pra voltar
Daí a cultura africana
Nas terras de Santa Cruz chegou
A música entoava seu lamento
Amenizando sofrimento e dor
Jongo
e capoeira pra dançar
Ladainha e lundu pra cantar
Vatapá e acarajé (bis)
Feijoada a noite inteira
Como é gostosa a culinária brasileira
Os
Deuses transformados em Orixás
Ogum Oxossi Iemanjá
Todo dia tem seu canto
Roda na gira
Quem tem gira pra girar
Tome um banho de arruda
Com galho de Guiné (bis)
Sai fora, olho grande
Vou rezar com muita fé
1996
Enredo: Ribalta,
Sonho, Luz e Ilusão
Autor(es): Hugo Reis
Viajando pelo mundo
Buscando a minha felicidade
Fiquei fascinado pela arte
Pois vi show em toda parte
Nos palcos de grandiosas cidades
Das touradas em Madrid
Aos cassinos de Las Vegas
Tudo era sedução (sedução, sedução)
Uma Grécia tão antiga
Gladiadores em bigas
Aclamados pela multidão
Tem
tradição milenar no Oriente (bis)
China, Japão é sensação, é mito, é gente
Na
Rússia, o teatro Bolshoi
É lindo exemplo
Encontrei sagrados templos
O grande Lidô de Paris
Aqui (oi aqui), mnha viagem se encerra
Pois o maior show da terra
É o carnaval do meu país
Encantou meu coração
Ribalta, sonho, luz e ilusão (bis)
Encantou meu coração
Santa Cruz é festa, é emoção
1997
Enredo: Não
se vive sem bandeira
Autor(es): Carroça,
Pepê e Carlinhos 18
Santa Cruz vem desfilar e levantar sua
bandeira
Abre o manto da ilusão, da emoção tão brasileira
Meu samba é azul e belo
Verde-amarelo, "branco-redentor"
A ordem é do Rei, o progresso da folia
Canta de alegria
Na bandeira da arte eu vou
Te dar meu estandarte, amor
Vem sacudir o meu desejo
Meu beijo vai te balançar
Roda baiana, porta-bandeira
Roda e me faz feliz
Te quero pendão, te quero país
Na "chama" do meu coração
Zazueira,
zazuê
Vou de bandeira, vou brincar o carnaval
Ê ê ê (bis)
Zazueira, zazuê
Não dá bandeira, vem pintar o meu astral
Brilha
muito, brilha tudo, brilha mais
Na dança das estrelas o teu céu brilha de paz
Teu chão tem a flor da esperança
O ouro que balança e agita os mortais
Um amor "não se vive sem bandeira"
Sem você eu não consigo mais vibrar
Quero viver, vem tremular
Ao ver a Santa Cruz passar
Se "liga", que eu tô aí
Tô cheio de felicidade (bis)
A festa das bandeiras
Vem sacudir! Vem agitar essa cidade
1998
Enredo: O
exagerado Cazuza nas terras de Santa Cruz
Autor(es): José Luiz e Cláudio Carioca
Clareou,
uma estrela vem surgindo
O poeta está sorrindo e pede bis
Pro dia nascer feliz
Viajando no sonho de fantasias
Anjos do bem e mal querer
Beijos e fadas no amanhecer
Poeta
do amor, te chamo minha flor
Daqui até a eternidade (bis)
O codinome beija-flor
Vago
na lua deserta, das pedras do arpoador
O tempo não pára
Num clip sem nexo, um pierrot-processo
Meio bossa nova e rock'n roll
Enquanto houver a burguesia
Não vai haver poesia
Ser teu pão, tua comida
Ideologia eu quero uma pra viver
Barão Vermelho canta um conto de emoção
Promessas malucas
Curtas tanto quanto um sonho bom
Alô Cazuza!
Exagerado no samba chegou (bis)
A Santa Cruz hoje faz parte do seu show
1999
Enredo: Abraham
Medina em Noite de Gala
Autor(es): Pepê, Carroça, Marcelo Porquinho e Charuto
Amor, tá chegando a hora
Chama a vizinha que o show vai começar!
Vai ligando a TV e arraste o sofá que eu quero sambar
É "noite de gala", Santa Cruz vai desfilar
Eu vim de lá pra cá, o Rio eu fiz brilhar
E dei pro povo arte, vida e emoção
Sou alegria eu sou, e pra folia eu vou
Sou "rei da voz" no sonho da televisão
Quem
quer TV
Tá na loja pra comprar (bis)
Tá na loja pra vender
Tô guardando pra você
(Ai
que saudade)
Ah, a saudade hoje está no ar
O meu show vai continuar
Vem me aplaudir
Ontem era preto e branco
No meu sonho eu colori
Vou vender ilusões na tela da Sapucaí
Eu quero festa, quero brilho e serpentina
Pra saudar Abraham Medina
E dizer que sou seu fã (bis)
Quero balé, quero "Quarto Centenário"
Pra brindar aniversário
Santa Cruz foi campeã
2000
Enredo: Brasil
do extrativismo à reciclagem 500 anos de riquezas
Autor(es): Dito Foguete e Carlinhos Moleque
Canta meu gigante e encanta
Sua flora e sua fauna me seduzem
É lindo deslumbrar tanta beleza
Nas terras de Santa Cruz
O índio desfrutou com sapiência
Das nossas riquezas naturais
Do chão que o africano cultivou
Brotaram viçosos cafezais
Lá
se foi o Pau-Brasil
Homem branco explorou (bis)
Ouro e pedras preciosas
Bandeirante encontrou
(É
tempo)
É tempo de tecnologia
O progresso se alastrou
A máquina substituiu o homem
É a era do computador
Na arca do sonho viajei
Reconstruí e acreditei
E lá vou eu criando e reciclando
Pra um novo milênio acordei
Hoje é dia de festa
Eu também quero brincar com meu amor
Meu pavilhão é paz e esperança
De um futuro promissor
Brasil, Brasil, oh meu Brasil
500 anos de riquezas (bis)
Um grito de alerta ecoou
Em defesa da mãe natureza
2001
Enredo: Mário
Lago Na rolança do tempo, uma vida de histórias
Autor(es): Da Roça, Luiz Carlos Fininho, Henri, Ditão e
Luizinho Andanças
Brilhou
no cenário do samba
A estrela de um bamba
Que hoje é o meu cantar
Mário Lago é poesia
Que a academia vem mostrar
Ao som do batuque cresceu
No foco da boêmia
Fez da bola uma paixão
Tricolor de coração
Pra
onde vou
Nessa viagem ao passado (bis)
Vou rever os seus amigos
Nos cafés da Ouvidor
Bom
conversador
Criador da mulher de verdade
Que o cordão do Bola Preta
Ainda canta pelas ruas da cidade
Oh
Aurora, não quero chorar
Atire a primeira pedra (bis)
Quem não sabe amar
Jornalista,
escritor
Nacionalista contestador
O teatro de revista
Consagra o artista
Oh, quanta emoção
No rádio e na televisão
E na rolança do tempo
Ainda arde a chama que inflama seus ideais
A sua arte é magia
Que inebria e encanta a multidão
Vou nas águas dessa mar, meu senhor (bis)
Quem pensava em te calar, não calou
2002
Enredo: Papel
- Das origens à folia - História, arte e magia
Autor(es): Doutor, Jorge Charuto, Eli Penteado, Fernando de Lima
e Pepê
Folheando a história
Do papel me apaixonei
Das origens a folia, com sua arte e magia
Delirei
Lá pras bandas do Egito
O papiro então surgiu
No Oriente e no Ocidente este sonho
Seduziu
No
papel se fez canções de amor
Deu ao homem seu real valor (bis)
Gerou a riqueza a arte encantou
Brindou com a sorte o sonhador
(Nas
asas...)
Nas asas da imaginação
Recriei.
Do papel eu fiz brinquedo
Revelei tantos segredos e amei
Vem cantar
Fazer o nosso amanhã florir
E reciclar a consciência