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PRETO JÓIA |
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Nome Original: Amaury Valdo
Ano de nascimento: 1958
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| O ourives Amaury Valdo trabalhava numa empresa de jóias de diamantes, no Rio de Janeiro, quando, freqüentemente, seu patrão o incomodava: “Ô, preto. Cadê a jóia? Ô, preto. Cadê a jóia?”. O apelido pegou entre os colegas e Amaury passou a ser o Preto Jóia. O início no samba se deu no
bairro de Ramos, quando freqüentava os ensaios da
Imperatriz Leopoldinense. Ingressou na ala de
compositores da escola e teve sua primeira chance como
puxador oficial em 1985, com o samba “Adolã, a
cidade-mistério”. Naquele ano, por falta de energia
elétrica no Sambódromo, o desfile atrasou seis horas. A
performance da Imperatriz foi prejudicada, já que a
escola deveria entrar na Marquês de Sapucaí à
meia-noite da Segunda-feira de Carnaval, e, no entanto,
começou a apresentação pela manhã, já com os
primeiros raios solares. O fato quase comprometeu a
carreira do jovem sambista. Uma nova chance surgiu em 1989.
No ano anterior, a escola obteve o último lugar e, se
não fosse uma virada de mesa na Liesa, teria sido
rebaixada ao Grupo A. A volta por cima de Preto Jóia
começou com a escolha do belíssimo samba
“Liberdade, liberdade, abra as asas sobre
nós”, feito em parceria com Guga, Jurandir e
Niltinho Tristeza. Não foram poucas as vezes que Preto
Jóia teve que levar o samba na quadra, devido aos
compromissos profissionais do puxador oficial,
Dominguinhos do Estácio. Isso lhe deu cancha e
experiência para o desenvolvimento de seu canto. “Liberdade,
liberdade...” foi a composição mais elogiada e
comentada do ano, ganhou todos os prêmios de carnaval e
foi essencial para a conquista do título da Imperatriz
naquele ano, apesar da escolha popular recair no desfile
da Beija-Flor. Com a transferência de
Dominguinhos do Estácio para a Grande Rio, após o
carnaval de 1990, Preto Jóia foi naturalmente alçado à
condição de intérprete da escola de Ramos. Foram 10
anos defendendo o samba da Imperatriz, o que lhe rendeu
um Estandarte de Ouro como melhor intérprete em 1993. Em
2000, Preto Jóia troca o carnaval do Rio pelo de São
Paulo e vai defender o samba da Acadêmicos do Tucuruvi.
Em 2001, assiste o carnaval pela televisão. O
retorno se dá em 2002, quando a Unidos do Porto da Pedra
ascendeu ao Grupo Especial com o tema “Serra acima, rumo à
terra dos coroados”. Preto Jóia retorna ao carnaval mais
maduro, mais técnico e mais vibrante do que nunca. O
intérprete destaca que suas principais influências
são Jamelão (pelo timbre de voz) e Neguinho da Beija-Flor
(pela empolgação). Também integrou o projeto
Puxadores de Samba, junto com Dominguinhos do Estácio, Jackson
Martins, Serginho do Porto e Wantuir, em 2000. Após três
carnavais na Porto da Pedra, aliada a uma passagem pela
Tradição em 2005, Preto Jóia voltou à sua
antiga casa em 2007, depois de oito anos. Foi a voz oficial da
Imperatriz Leopoldinense por dois carnavais, sendo dispensado
após o carnaval de 2008. Em 2009, defenderá a Academia de Samba Praiana no carnaval de Porto Alegre. |
| INÍCIO: Imperatriz Leopoldinense, na década de 70. Primeiro ano como intérprete oficial:
1985, na Imperatriz Leopoldinense. Logo depois, integrou
o grupo de cantores de apoio da escola. 1991 a 1999 – Imperatriz
(intérprete principal) 2000 – Acadêmicos do Tucuruvi
(SP) 2002 a 2004 – Unidos do Porto da Pedra 2005 - Tradição 2007 e 2008 - Imperatriz 2009 - Praiana (Porto Alegre) GRITO DE
GUERRA: Ih,
gente! Vamos chegando! Dá licença! Alô nação (lugar
de origem da escola – leopoldinense/gonçalense)!
Chegou a hora! GRITOS DE
EMPOLGAÇÃO:
“ih, gente”; “eu gosto assim”;
“no gogó”; “vem comigo”;
“é!” (seguido de um acorde de
cavaquinho); “alegria, alegria”;
“obrigado, meu Deus”; “fui,
hein?”. Sambas-enredo de sua autoria: “Liberdade, liberdade, abre
as asas sobre nós” (89, com Guga, Jurandir e
Niltinho Tristeza), “Terra Brasilis, o que se
plantou deu” (90, com Baianinho, Jorginho da
Barreira, Tuninho Petróleo e Zé Catimba), “O que
é que a banana tem?” (91, com Flavinho, Guará da
Empresa, Guga, Niltinho Tristeza e Zé Catimba),
“Quase no ano 2000” (98, com Darcy do
Nascimento, Flavinho e Guga), “Xuxa e seu reino
encantado no carnaval da imaginação” (Caprichosos
de Pilares/2004, com Nei Negrone, Riquinho Gremião e
Sílvio Araújo), “Rainha de Ramos” (samba de
quadra). Estandartes de Ouro: 1989 (melhor samba enredo) e 1993
(melhor intérprete). |
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