ESTÁCIO DE SÁ

FUNDAÇÃO  27/02/55 (Com o nome Unidos de São Carlos até 1983)
CORES  Vermelho e Branco
QUADRA E BARRACÃO Av. Salvador de Sá, 206
Cidade Nova
20211-260
Telefone: 2273-9094
Fax: 2590-0078
SÍMBOLO Leão

RESULTADOS - SAMBAS-ENREDO

HISTÓRICO

A Estácio de Sá tem hoje um contingente de aproximadamente 4 mil pessoas e uma excelente bateria, onde sobressaem os tamborins. A Estácio de Sá nasceu da fusão das mais tradicionais escolas de samba existentes no morro de São Carlos: Paraíso das Morenas, Recreio de São Carlos e Cada Ano Sai Melhor. Os componentes da Estácio de Sá são, em sua maioria, da Cidade Nova, Saúde, Morro da Favela, Gamboa, Catumbi, Morro da Providência, Estácio e Morro de São Carlos.

Fundadores: Miro (primeiro presidente), Caldez, Cândido Canário, Sidney Conceição, Zacharias do Estácio, José Botelho, Maurício Gomes da Silva, Walter Herrice, Manuel Bagulho entre outros. Suas cores primitivas eram azul e branco, passando a vermelho e branco a partir de 1965. E a troca de cores deu sorte: a escola levou o título do Grupo 3 com o enredo História do Teatro Municipal.

Antes do campeonato, a Estácio de Sá obteve sua melhor classificação em 1987, quando conquistou o 4° lugar com o enredo Ti-ti-ti do Sapoti. Dando continuidade a um tipo de enredo satírico, descontraído, mas conseqüente, a Estácio apresentou, em 1988, O boi dá bode e em 1989, Um, dois, feijão com arroz. Os três de autoria de Rosa Magalhães.

Desfilando no Grupo Especial, obteve o campeonato em 1992, com o enredo Paulicéia Desvairada - 70 anos de Modernismo, desenvolvido por Mário Monteiro e Chico Spinoza. Em 1997, no entanto, a escola tira o 13º lugar com o enredo Através da fumaça, o mágico cheiro do Carnaval, descendo para o Grupo de Acesso. Desde o descenso, a escola passou a enfrentar muitos problemas, acarretando inclusive um inédito rebaixamento para o Grupo B, o Terceiro Grupo, em 2004.

Mas, a partir daí, a escola mostrou poder de superação e, além do mais, passou a ser melhor dirigida e estruturada. Isso provocou uma ascensão meteórica, protagonizada pelas reedições de enredos clássicos da agremiação. Em 2005, com a reedição de seu tema de 1976, Arte Negra na Legendária Bahia, a Estácio conquistou o título do Grupo B. E, em 2006, a escola, assumida pelo já consagrado carnavalesco Paulo Barros, venceu o Grupo A com a reedição do enredo Quem é Você, de 1984. Depois de dez anos, a Estácio voltou ao Grupo Especial em 2007 e desfilou com o enredo de 1987 O Tititi do Sapoti, sua terceira reedição consecutiva. Porém, tirou último lugar e regressou ao Segundo Grupo, onde permanece até hoje.

Outro fato caracteriza a história da escola: até 1983, seu nome era Unidos de São Carlos. Nesse ano, a agremiação conseguiu a vitória no Grupo 1B com o enredo Orfeu no Carnaval, passando a integrar o time das grandes escolas do Rio.

A Estácio de Sá realiza seus ensaios no mesmo local onde funciona seu barracão. A antiga sede da agremiação ficava na Rua Miguel de Frias, na Cidade Nova, de onde foi despejada pela Prefeitura para a construção do Teleporto.

ESTÁCIO - O BERÇO DO SAMBA

O bairro do Estácio de Sá é indiscutivelmente o berço do samba carioca. Centro da grande "malandragem" do príncipio do século, vizinha da Praça Onze e do Mangue (Zona), foi passagem de todos os grandes sambistas que, na época, surgiram no Rio - da Mangueira à Portela, passando pelos compositores e cantores do rádio que, em pleno desenrolar da "década de ouro do samba", lá iam garimpar a base de seu repertório, sambas maravilhosamente eternos. Francisco Alves e Mário Reis são exemplos.

O início resume-se nas destacadas figuras de Mano Edgar, Bucy Moreira, Alcebíades Barcelos (Bide), e seu irmão Rubens, Armando Marçal, Heitor dos Prazeres, Ismael Silva, Baiaco, Brancura e Juvenal Lopes ("Nonel do Estácio ou "Juju das Candongas"), que mais tarde se mandou para a Mangueira, onde chegou à presidência.

Foi ali que surgiu a "Deixa Falar", considerada a Primeira Escola de Samba. Criada no dia 12 de agosto de 1928, a sede improvisada ficava no porão da casa número 27 da rua do Estácio, onde morava o fundador, Ismael Silva, líder dos sambistas do bairro. Como nas imediações funcionava uma Escola Normal, que formava professores para a rede escolar, Ismael Silva resolveu batizar seu grupo de Escola de Samba, já que formaria professores de samba. A Deixa Falar durou pouco tempo, desfilando na Praça Onze nos carnavais de 1929, 1930 e 1931, e nem chegou a participar do primeiro concurso das Escolas de Samba do Rio, organizado em 1932 pelo Jornal Mundo Sportivo pois preferiu passar para a categoria de rancho carnavalesco. No entanto, foi uma referência para o surgimento das outras Escolas.

"A maioria era 'almofadinha' e não se misturava muito". Quem saía dentro da corda mesmo eram o baliza Gaguinho, a porta-estandarte Caboquinha, o Chico Macaú que encourava barricas de mate ou de vinho para a bateria reforçada do Bloco da Carestia, em cuja casa havia Umbanda, Congo e Caxambu e a gente que vinha dos trabalhadores do cais, operários, artesãos, gráficos e ambulantes aos quais se juntavam malandros, cafetões e boêmios em geral, .

Entre as cabrochas: Tiana do Nabo, Anastácia do Nino, Celeste, Rosália, Odetinha, Agripina, Julieta, senhoras de respeito que faziam o coro de canto ou a fila de baianas. Entre os malandros batuqueiros, Bujú Velho, Gaguinho, Paulo Grande, o Chorro, Dadá Mulato, Alemãozinho, Neca Bonito e o maior malandro de todos os tempos do Estácio, Nino da Anastácia. Tinha ainda os mais esquecidos, os importantíssimos homens da corda como Jorge Burundú (da "Cada Ano Sai Melhor"), João Pimentão (da "Paraíso das Morenas"), e o Milú (da "Recreio de São Carlos"), gente que fazia questão de se expor, brigar, sofrer e carregar aquela estiva toda, ida e volta.

Após a "Deixa Falar" surgiram várias agremiações no bairro do Estácio como "Cada Ano Sai Melhor", "Sem Você Eu Vivo", "Vê Se Pode" que se transformou na "Recreio de São Carlos", "Paraíso do Grotão" e "Boi Azul". Em 27 de fevereiro de 1955 surgiu a "Unidos de São Carlos", criada a partir da fusão das escolas "Cada Ano Sai Melhor", "Paraíso das Morenas" e "Recreio de São Carlos". Em 1983, a "Unidos de São Carlos" passou a se chamar Estácio de Sá.

RESULTADOS DA ESCOLA

1956 - 5ª no Grupo 2 
Glória aos Imortais do Samba 

1958 - 4ª no Grupo 2 
Homenagem a Alberto Santos Dumont 

1959 - 11ª no Grupo 2 
Marechal Rondon 

1960 - 19ª no Grupo 2 
Enredo não disponível 

1961 - 8ª no Grupo 3 
Música, Poesia e Arte 

1962 - 5ª no Grupo 3 
História da música brasileira 
José Coelho

1963 - 9ª no Grupo 3 
Quatro Séculos de Glórias da Bahia 
José Coelho

 

1964 - 8ª no Grupo 3 
História da Música Brasileira 
José Coelho

1965 - 1ª no Grupo 3 
História do Teatro Municipal 
José Coelho


1966 - 3ª no Grupo 2 
História da Escola Nacional de Belas Artes 
José Coelho

1967 - 1ª no Grupo 2 
Lendas e Costumes do Brasil 
José Coelho


1968 - 7ª no Grupo 1 
Visita ao Museu Imperial 
José Coelho e Francisco Henrique

1969 - 6ª no Grupo 1 
Gabriela, Cravo e Canela 

1970 - 7ª no Grupo 1 
Terra de Caruaru 

1971 - 6ª no Grupo 1 
Brasil Turístico 

1972 - 9ª no Grupo 1 
Rio Grande do Sul na Festa do Preto Forro 

1973 - 1ª no Grupo 2 
Trá, Lá, Lá, um Hino ao Carnaval Brasileiro de Lamartine Babo 

1974 - 9ª no Grupo 1 
Heroínas dos Romances Brasileiros 

1975 - 10ª no Grupo 1 
A Festa do Círio de Nazaré 

1976 - 10ª no Grupo 1 
Arte Negra na Legendária Bahia 
Aelson Nova Trindade

1977 - 10ª no Grupo 1 
Alô, Alô, Brasil, 40 anos de Rádio Nacional 
Geraldo Sobreiro


1978 - 1ª no Grupo 2 
Céu de Orestes no chão de estrelas 
Comissão de Carnaval

1979 - 8ª no Grupo 1A 
Das Trevas ao Sol, uma Odisséia dos Karajás 
Roberto Nascimento, Célia Oliveira, Elizabeth Filipecki e Paulo Luís


1980 - 6ª no Grupo 1A 
Deixa Falar 
Francisco Fabian

1981 - 1ª no Grupo 1B 
Quem Diria, da Monarquia à Boemia ao Esplendor da Praça Tiradentes 

1982 - 12ª no Grupo 1A 
Onde há Rede há Renda 
Edílson Ferreira

1983 - 1ª no Grupo 1B 
Orfeu do Carnaval 
Sílvio Cunha

 

1984 - 6ª no Grupo 1A 
Quem é Você? 
Sílvio Cunha


1985 - 10ª no Grupo 1A 
Chora Chorões 
Fernando Álvarez

1986 - 10ª no Grupo 1A 
Prata da Noite - Grande Otelo 
Oswaldo Jardim


1987 - 4ª no Grupo 1 
O Ti-Ti-Ti do Sapoti 
Rosa Magalhães e Lícia Lacerda

1988 - 9ª no Grupo 1 
O Boi Dá Bode 
Rosa Magalhães


1989 - 9ª no Grupo 1 
Um, Dois, Feijão com Arroz 
Rosa Magalhães

1990 - 5ª no Grupo Especial 
Langsdorff, Delírio na Sapucaí 
Mário Monteiro


1991 - 5ª no Grupo Especial 
Brasil, Brega e Kitsch 
Mário Monteiro

1992 - 1ª no Grupo Especial 
Paulicéia Desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil 
Mário Monteiro e Chiquinho Spinoza


1993 - 6ª no Grupo Especial 
A Dança da Lua 
Chiquinho Spinoza

1994 - 13ª no Grupo Especial 
Saara... A Estácio chegou no Iê Iê Iê de Alalaô 
Alexandre Louzada


1995 - 5ª no Grupo Especial 
Uma Vez Flamengo... 
Mário Borriello

1996 - 10ª no Grupo Especial 
De um Novo Mundo eu sou e uma Nova Cidade Será 
Sílvio Cunha


1997 - 13ª no Grupo Especial 
Através da Fumaça, O Mágico Cheiro do Carnaval 
Max Lopes

1998 - 8ª no Grupo A 
Cem Anos de Cultura - Academia Brasileira de Letras 
Sílvio Cunha


1999 - 3ª no Grupo A 
No passo do Compasso, a Estácio no Sapatinho 
Lilian Rabelo


2000 - 8ª no Grupo A 
Envergo, Mas Não Quebro 
Jorge Cunha e Paulo Trabachini


2001 - 7ª no Grupo A 
E aí Tem Patrocínio ? Tenho, José 
Jorge Cunha e Paulo Trabachini

2002 - 8ª no Grupo A 
Nos Braços do Povo, na Passarela do Samba... Cinqüenta Anos de O Dia 
Roberto Szaniecki


2003 - 5ª no Grupo A 
Um Banho da Natureza. Cachoeiras de Macacu 
Roberto Szaniecki

2004 - 9ª no Grupo A 
A Estácio é Dez, o Brasil é Mil e a Fome é Zero 
Sílvio Cunha

 

2005 - 1ª no Grupo B

Arte Negra na Legendária Bahia

Sílvio Cunha

 

2006 - 1ª no Grupo A
Quem é Você?
Paulo Barros

 

2007 - 13ª no Grupo Especial
O Tititi do Sapoti
Paulo Menezes

 

2008 - 7ª no Grupo A
A História do Futuro
Cid Carvalho

SAMBAS-ENREDO

1968

Enredo: Visita ao Museu Imperial
Compositores: Wanderlei e Jorge Canário

Lá vem a mais bela recordação
Promovida à inspiração
Ao ver uma obra monumental
E neste samba, meu mensageiro feliz
Lembra a visita que fiz
Ao museu imperial
E no conviver de tanta beleza
No requinte, a riqueza
Do majestoso cenário

Encerra passagem da nossa história
Todo o passado de glória (bis)
Deste exuberante relicário

Então ergue sua voz o trovador
Pra exaltar com muito amor
O rico manancial
Revive na singela melodia
O fardo da monarquia
Da mania imperial
Relembro as jóias maravilhosas
Carruagens majestosas
O manto e a coroa do imperador
O leque sem semblante de pilar
Sapatilhas de cristais
Figuras e esculturas de real valor
Assim enfeitiçando a imensidão
Implorando na canção
Vai o feliz trovador

Lalalalarará...

1969

 

Enredo: Gabriela, cravo e canela
Autor(es): Sidney da Conceição, Velha e Geninho

Foi na Bahia
Na cidade de Ilhéus
Que surgiu um grupo de sertanejos
Fugindo da seca do sertão
Junto estava Gabriela
Maltrapilha com uma trouxa na mão
E a poeira escondendo
Todo o seu encanto e sedução
Nacib ao contratá-la não esperava
Que ela fosse tão bela
E a retirante sertaneja
Tivesse as mãos tão divinas e habilidosas
Nos saborosos quitutes da Bahia
Nacib exclamou com tanta beleza que via

Tão bela, ô tão bela (bis)
O cheiro de cravo e a cor de canela

Ele se apaixonou
E com ela se casou
Gabriela, moça pobre do sertão
Gostava de cantiga de roda
E de dançar com os pé no chão
Festejava o ano novo
No salão mais rico de Ilhéus
Quando passou a "Pastorinha"
Festejando reisado a cantar
Gabriela abandonou luxo e riqueza
Saiu correndo, pegou o estandarte e foi pular
Toda aquela gente importante
Foi para a rua com ela festejar
Mais uma vez a mulata
Demonstrando seu valor
Uniu pobres e ricos
Com a força do amor
Toda a cidade de Ilhéus
Comentava o idílio de Gabriela
Mas Nacib compreendeu
Que ela era uma flor
Nasceu para enfeitar a vida
De prazeres e de amor

1970

Enredo: Terra de Caruaru

Compositores: Sidney da Conceição e Geninho

Em Pernambuco, na terra de Caruaru
Berço de tantas tradições
Do frevo e maracatu
Os violeiros, cancioneiros
Zabumbas, tantãs e pandeiros
Uma canção e sanfoneiros
Pregoeiros na feira
Viajantes caixeiros
Negros trabalhavam
Na colheita do algodão
Filhos de pioneiros estudavam
Para o progresso da nação
Na casa grande da fazenda
Igreja da Conceição
O requinte deste tema
O passado de glória
Na cidade moderna de Caruaru
Enriquecem nosso poema
A festa junina, o ciclo do natal
E o maracatu no carnaval

Oi, maracatu, maracatu cantarei (bis)
Oi, maracatu, maracatu gingarei

1971

Enredo: Brasil Turístico

Compositores: Darci do Nascimento, Olivieli Oliveira e Nilo Mendes

Brilha sob este céu azul
O que me faz sentir
Orgulho e sedução
Exaltando os bravos bandeirantes
Seus lindos campos floridos
Suas flores verdejantes
As cataratas do Iguaçu
Gruta de Maquiné
Terra do Batuquejê de Aruanda
E do famoso candomblé
Do frevo e maracatu

Salve Iracema
Oh, lugar (bis)
Beleza suprema, poema
Boi bumba oi

Turismo tem
Em todos os recantos
Tem no norte, tem no leste
Tem no centro, oeste, sul
Quem parte leva saudade de alguém
Do clima tropical
Quem fica pela cidade
Desse país majestade
Vai ficar lembrando o carnaval
Vaquejada, o mestre Aleijadinho
São riquezas que enobrecem
Novos caminhos
Pelos lindos cantos e recantos
É que eu canto:
Venham ver o meu Brasil Tri-Campeão
La la la ia la
La ia la ia la ia la...

1972

Enredo: Rio Grande do Sul, na festa do preto forro

Compositores: Nilo Mendes e Dario Marciano

O negro na senzala cruciante
Olhando o céu pedia a todo instante

Em seu canto e lamentos de saudade (bis)
Apenas uma coisa, liberdade

Na região denominada Preto Forro
Lá na Serra do Mateus
Na Boca do Mato
Todo negro dono de sua liberdade
Na maior felicidade
Se dirigia para lá
Reunidos davam inicio à festança
Com pandeiros, tamborins, xexeréis e ganzás

Oeô, oea
Saravá meu povo (bis)
E salve todos os Orixás

Sob o clarão da lua
E o fosco do lampião
A capoeira era jogada
Sempre ao som de um refrão

"Você me chamou de moleque (bis)
Moleque é tu"

Rio Grande do Sul
Seu folclore sua gente
Também participaram
Desta festa diferente

Oeô, oea
Saravá meu povo (bis)
E salve todos os Orixás

1973

Enredo: Trá, la, la, la, um hino ao carnaval brasileiro de Lamartine Babo

Compositores: Oliviel e Darcy do Nascimento

Os clarins anunciando a festa
Em louvor de um gênio imortal
Desde os treze anos já mostrava
Que seria um mito nacional
Ele prosperou e se consagrou no carnaval

Cibele, Viva o Amor e Lola
São obras desse mestre criador (bis)
Tempo bom que não volta mais
Só deixou lembranças desses carnavais

Quem não se lembra da marcha Linda Morena
Ride Palhaço quando os cordões entravam em cena
Luzes coloridas, chuvas de confete e serpentina
A nossa bela escola vai passar
Com arlequins, pierrots, colombinas

Entrei na ginga, moringa pinga prá cá
Quem não tem ginga, moringa pinga prá lá (bis)
Entrei na hora e agora, vou me acabar
Lamartinando no hino Trá, Lá, Lá, Lá

1974

Enredo: Heroínas do Romance Brasileiro

Compositores: Djalma das Mercês e Maneca

Na festa que Rei Momo anuncia
Com suprema alegria, carnaval
São Carlos nas asas da poesia
Cantará com galhardia
Um enredo original
Com arte, grandes mestres escritores
Perpetuaram amores imortais

Fixando na posteridade (bis)
Damas da sociedade nacional

Na suntuosidade dos salões
Ou nos agrestes, sertões e saraus
Um clima de romance se fazia
Quando uma delas surgia
Com seu porte escultural
E com seus requintes e maneiras
Projetando a mulher brasileira
No cenário mundial
Músicos, poetas e pintores
Inspirados em seus amores
As fizeram imortais
São conhecidas pelo mundo inteiro
As heroínas do romance brasileiro
Ô ô ô vamos cantar
Com as heroínas neste tema singular
Ô ô ô vamos sambar
Com as heroínas que viemos exaltar

1975

Enredo: Festa do Círio de Nazaré

Compositores: Aderbal Moreira, Dario Marciano e Nilo Esmera Mendes

No mês de outubro
Em Belém do Pará
São dias de alegria e muita fé

Começa com intensa romaria matinal (bis)
O Círio de Nazaré

Que maravilha a procissão
E como é linda a Santa em sua berlinda
E o romeiro a implorar
Pedindo a Dona em oração
Para lhe ajudar

Oh! Virgem Santa
Olhai por nós
Olhai por nós (bis)
Oh! Virgem Santa
Pois precisamos de paz

Em torno da Matriz
As barraquinhas com seus pregoeiros
Moças e senhoras do lugar
Três vestidos fazem pra se apresentar
Tem o circo dos horrores
Berro-Boi, Roda Gigante
As crianças se divertem
Em seu mundo fascinante
E o vendeiro de iguarias a pronunciar
Comidas típicas do Estado do Pará

Tem pato no tucupi
Muçuã e tacacá (bis)
Maniçoba e tucumã
Açaí e aluá

1976

Enredo: Arte negra na legendária Bahia

Compositores: Caruso, Caramba e Dominguinhos do Estácio

Abram alas meus tumbeiros
Aos sete portais da Bahia
É a arte negra que desfila
Com seus encantos e magia
Da sua terra, trouxeram a saudade
A capoeira, o berimbau
Os enfeites coloridos
O pilão, colher de pau

Iorubá, Bantos, Gegês
No terreiro dançavam (bis)
Samba e batuquegê

Falavam a língua nagô
Rezavam forte com fé
Talhando arte deixaram
Imagens do candomblé

Pro mau olhado, figa de guiné (bis)

Ricas mucamas de branco
Com flores num só canto
Vão a igreja do Bonfim ofertar
Água no pote ao Pai Oxalá

Saravá, Atotô Obaluaiê (bis)
Yemanjá, Ogum, Oxumarê

1977

Enredo: Alô! Alô! Brasil, quarenta anos de Rádio Nacional

Compositores: Dominguinhos do Estácio

A Rádio Nacional
Está presente neste carnaval
E vem contar a sua história
Quatro décadas de glória
Descrita de maneira genial
Divino é recordar
Seu auditório cheio de alegria

Animado por Cezar de Alencar (bis)
Outrora campeão da simpatia

Locutores e cantores
Que lhe deram aquela dimensão
Sobrevive ainda Jorge Cúri
Dos tempos de Cordeiro e de Frasão
Fazem parte da sua aquarela
Roberto e Floriano Faissal
Cauê Filho, Henriqueta Brieba
Ísis de Oliveira e Elza Gomes

Filho de Maria homem nasceu
Serro bravo foi seu berço natal (bis)
O Detetive Anjo e o Metralha
São partes da parte policial

O Primo Pobre procurava o Primo Rico
Sempre que se via em aflição
O Peladinho dava o pulo da vitória
Depois de cada jogo do Mengão

Balança, balança, balança, mas não cai (bis)

1978

Enredo: Céu de Orestes no chão de estrelas

Compositores: Augusto Nunes, Oswaldo Guedes e Darci Branco

É a vez de um poeta
E os seus versos despertam
Uma grande atenção
E as noites eram suas
As estrelas e a lua
Eram temas pra canção
Jornalista de conceito
Escrevia a respeito
Do Rio onde nasceu

Além de ser patriota
Era um bom carioca (bis)
Seu nome o Rio jamais esqueceu

Ele disse que o samba não é branco
Não é preto, é brasileiro (bis)
Ele é verde e amarelo
É marcado com pandeiro

O poeta seresteiro
Que São Carlos vem mostrar
Era grande cancioneiro
Quando o samba de terreiro
Era no Estácio de Sá

Saudades da luz de lampião
Da flauta, cavaquinho e violão (bis)
Do poema e da prosa
Jamais vamos esquecer Orestes Barbosa

1979

Enredo: Das trevas a luz do Sol, Uma odisséia Karajá

Compositores: Elinto Pires e Leleco

Olê, olê
Olê lá (bis)
Se avida tem segredo
Urubu-Rei podew contar

Conta a lenda
Que os Karajás
Vieram do furo das pedras
Tal e qual os Javaés
E os Xambioás
No seu mundo encantado
Só na velhice que a morte acontecia
E a siriema despertou ô ô
A curiosidade que havia
Kaboi o Avoengo reuniu
Guerreiros para explorar a terra
E ficou desiludido
Resolveu contar tudo a seu povo
Que dividido partiu para um mundo novo
Kanaxivue
Bravo guerreiro casou com Mareicó
E foi procurar a luz
Para tornar o seu mundo bem melhor
Morreu numa imensa odisséia
Quando Urubu-Rei apareceu
Lhe deu a vida, o Sol, as estrelas
E o luar
E assim surgiu a lenda dos Karajás

1980

Enredo: Deixa Falar

Compositores: Elinto Pires e Sidney da Conceição

Vai levantar poeira
Oi deixa o couro comer (Lêo Lelê)
O Estácio virou tema
Seu passado é um poema
Agora é que eu quero ver

É o samba, iaiá
É o samba, ioiô
Mostrando pro mundo inteiro (bis)
O seu berço verdadeiro
Onde nasceu e se criou

É samba de roda
Batucada e candomblé (bis)
Tem capoeira e gafieira dando olé

Foi Ismael
O criador da primeira escola
Ao som do surdo e da viola
Fez o nosso povo cantar
Poesia e fantasia
Num carrossel de ilusão
Viemos mostrar agora
O velho Estácio de outrora -
Revivendo a tradição

Deixa Falar, ô ô
Deixa Falar (bis)
Relembrando aquele tempo
Que não pode mais voltar

1981

Enredo: Quem diria, da monarquia à Boemia, ao esplendor da Praça Tiradentes

Compositores: Caruso e Oliviel

 

Nesta avenida iluminada
Vem o artista louvar
O esplendor da velha praça
Relíquia da cultura popular
Destacando nosso imperador
A liberdade, a monarquia
Saudando o namorador
Sua corte e a boemia

Quem diria, quem diria (bis)
Que o passado ao presente viria

(Na Praça...)
Na Praça Tiradentes
Quando a noite chegava
Havia uma explosão de cores
Ao som da gafieira, boêmios pelas calçadas
Iam conquistando seus amores
E os artistas nos teatros engalanados
Desempenhavam seus papéis (seus papéis)
Jornais e as revistas publicavam as notícias
Que tiravam os chapéus
Tornei-me um ébrio na bebida para esquecer
Pois não sabia que o passado eu ia reviver
E até hoje continua animado
O baile dos enxutos que não pára de crescer

 

Vira mexe, mexe vira
Vestido de homem e de mulher (bis)
Vem o bonde vinte e quatro
Todos sabem que ele é

1982

 

Enredo: Onde há rede há renda

Compositores: Caruso e Djalma Branco

 

Me preparei
Para o desfile principal
Já mandei fazer a fantasia
De renda bordada
Lá da ilha da Madeira
Já estou pronto
Para entrar na brincadeira

Ô ô ô ô ô ô
No rendar, rendou (bis)
A lenda diz que a moça índia foi primeira
Tecelã e que a renda é brasileira

Vem de Portugal, eu sei
Quem joga a rede
Pega o peixe e faz a renda
Sá Maria, artesã e bordadeira imperial
Fazia renda no tear do casarão colonial
E a rendeira do sertão
Virou poema, cantiga de Lampião
Tudo isto vem mostrar
Que há rede e renda
Tanto aqui quanto além-mar

Vou deitar na rede
Vou sonhar os sonhos dela (bis)
E trazer muié rendeira
Pra rendá na passarela

 

1983

 

Enredo: Orfeu do Carnaval

Compositores: Caruso e Djalma Branco

No verso apaixonado de Orfeu
Reina uma mulher somente sua
Por este amor maior que o envolveu
Enlouqueceu e vagou pela rua
No amor ferido de Aristeu
E o feitiço de Mira
A amante abandonada
A dama negra a ele apareceu
Levando para sempre a sua amada
O morro emudeceu
Explode a dor no peito de Orfeu
E o poeta apaixonado
Canta ao céu desesperado
O grande amor que perdeu
(Oh lua)

Lua, oh lua
Musa amada, branca e nua (bis)
Quero lhe beijar e lhe dizer, sou seu
E você dizer sou toda sua

Desceu do morro
Enfeitou sua tristeza
Fez seu reino de beleza
Das mágoas do seu coração
E este menestrel moderno
Procura até no inferno
A voz de sua razão
(e vai)

Vai aos orixás do Candomblé (bis)
Demonstrando sua fé

Cai na orgia
Porém nada mas fascina
Ao Pierrô sem Colombina
Na sua alucinação

Morreu Orfeu
Vencido pelo mal (bis)
Mas há sempre
Um Orfeu no carnaval

1984

 

Enredo: Quem é você (Vem de lá)

Compositores: Darcy do Nascimento, Jangada e Dominguinhos do Estácio

Chegou a hora
A hora da cobra fumar
É o velho Estácio na avenida
Que feliz da vida
Vem se apresentar
Que idéia feliz
Teve o artista
Num repente genial

Quem é você (bis)
Que brilha neste Carnaval

Posso ser colombina
Ou talvez pierrô
Quem sabe arlequim
Ou um grande amor

Vem de lá, vem de lá, vem de lá
Ô ô ô (bis)
Vem de lá, vem de lá, vem de lá
Um abraço forte dado com amor

Neste enredo esfuziante
Importante como quê
Maravilhas que se mostram
Coisas tão bonitas de se ver
Roda gira, gira roda
Gira o meu coração
Gira a arte e a folia
O show, a cenografia
Gira ilusão

Vou cair na gandaia
Vou me acabar (bis)
Nos braços da lira
Eu quero é rosetá

1985

 

Enredo: Chora, Chorões

Compositores: Djalma Branco, Caruso, Jangada e Djalma das Mercês

Embalados neste som dolente
Vamos nessa minha gente
Unir os corações
Anda, meu amor, a hora é esta
Os chorões estão em festa
Gemem primas e bordões nos salões
Soluça bem alto um cavaquinho
Chorando acordes, um pinho
Diz que é tempo de sonhar e recordar

E lá vou eu
Meu bem, também (bis)
Choramingar

E nesta festa
Sou chorão e vou chorar
Sou carinhoso desde bem pequenininho
Tico-tico sai do ninho
Pra comer o meu fubá
(E em noite alta...)
Em noite alta
Murmura a flauta
Apanhei-te cavaquinho
André de sapato novo
Pede ao povo
Pra chorar também brasileirinho

Urubu malandro
É dengoso e quer dançar (bis)
Agarradinho
Nas cadeiras de iaiá

1986

 

Enredo: Prata da Noite

Compositores: Darcy do Nascimento e Dominguinhos do Estácio

Deixa o samba correr, chuê, chuê
Deixa a água rolar, chuá, chuá, oi (bis)
Que hoje tem chuva de prata
A fina flor, a nata e a raiz

Fez do palco uma bandeira
E da carreira uma religião
Guarda banca no cinema
No rádio e na televisão

Seu nome criou fama
Seu talento corre chão
Construindo seu castelo (bis)
Vem surgindo Grande Otelo
O rei da ilusão

No tabuleiro da baiana tem
Amor e fantasia
No tabuleiro da baiana também tem
Quindins de alegria
Fez Chacrinha na Lapa
Briga de tapa nunca rejeitou
Teve atrito com Satã
E Madame Satã acreditou
Morou no berço do samba
Foi bamba compositor

Onde deu volta por cima (bis)
Fez rima de amor e dor

1987

 

Enredo: O Tititi do Sapoti

Compositores: Darcy do Nascimento, Djalma Branco e Dominguinhos do Estácio

Que tititi é esse
Que vem da Sapucaí (bis)
Tá que tá danado
Tá cheirando a sapoti

Baila no céu a esperança
O cheiro doce e perfume
Vêm no ar
Olê, olê, olê
Vem de terra mexicana
Mandei buscar prá você

Sacode prá colher
Do pé que eu quero ver (bis)
Até o dia amanhecer

Dom João achou bom
Depois que o sapoti saboreou
Deu pra Dona Leopoldina
A Corte se empapuçou
E mandou rapidamente
Espalhar no continente
Até o Oriente conheceu
E hoje no quintal da vida sou criança
Me dá que o sapoti é meu

Isso virou tutti-fruti
Tutti-multinacional
Virou goma de mascar (bis)
Roda prá lá e prá cá
Na boca do pessoal

1988

 

Enredo: O boi dá bode

Compositores: Djalma Branco e Caruso

A onda que me levou
Me embalou
De lá pra cá numa legal
E o vento que soprou
Me avisou que tinha boi no Carnaval
Procurei
E achei o boi "Ápis", o boi dourado
A minha fantasia
E também o "Minotauro"
O boi grego da mitologia

Lá no Norte dancei
O "boi bumbá" (bis)
Bumba-meu-boi
Lá pras bandas do Ceará

Em Pernambuco
Ouvi contar que "Maurício de Nassau"
Por uma ponte fez o boi voar
Foi 171 que enganou o pessoal
No compasso
Oi, joguei o laço pra pegar o boi (que fracasso...)
Que fracasso
Não sei pra onde o mandingueiro foi

Se matar esse boi
O mocotó é meu (bis)
Pra pagar a corrida
Que esse boi me deu

Tem boi no pasto e de presépio
Boicote em qualquer lugar
E o boi da cara preta
Que fez careta pra me assustar

O boi de corte virou vaca
A carne é fraca, é isso aí (bis)
O boi dá bode na Sapucaí

1989

 

Enredo: Um, dois, feijão com arroz

Compositores: Djalma das Mercês, Déo, Gustavo, Bajão, Marinho e Pereira

Parece que o arroz, ô ô ô ô
Veio da China pra cá
Até seu imperador, botou banca na corte
Era o primeiro a plantar

Nessa história
Árabe não leva fé (bis)
O arroz nasceu
De uma gota de suor de Maomé

Saboreia o estrangeiro
Esse arroz que vai e vem (e vem, e vem)
E o povo brasileiro
Quando pode come também
Dívida externa, prato antigo
Nilo Peçanha já teve que comer, oi
Foi na Maria Fumaça que "vendeu" capim
Com arroz pra inglês ver
Vem, meu amor
Linda noivinha, vem comigo pro altar
Eu quero um bom banho de arroz
Para nos fertilizar

Axé, Axé, pai Oxalá
Na sua ceia (bis)
Tem arroz de Haussá

E no Sul
O gira, gira, gira mundo do feijão (vejam só)
Vejam só, comemos arroz doce
E o feijão é docinho no Japão

Ê mulata
Ê Brasil trigueiro (laiá, laiá...)
Põe o preto no branco (bis)
É feijão com arroz
Viva o povo brasileiro

O feijão e o arroz
Num tempero especial
É a Estácio
Sacudindo o Carnaval

1990

 

Enredo: Langsdorff, Delírio na Sapucaí

Compositores: Jorge Magalhães, Adalto Magalha, Adilson Gavião e Maneco

Num desfile fascinante
A Estácio vem mostrar e contar
A viagem deslumbrante
Que Langsdorff fez a mando do Tzar
(Foi em Minas Gerais)
Minas Gerais
Onde a odisséia começou
Flora, fauna, minerais
Catalogando tudo aquilo que encontrou
Empalhando os animais
E revelando seus achados a Moscou
(Com muito amor)
Em Cuiabá, margeando um igarapé
Viu a tribo Apiacá
Povoação ribeirinha ao Guaporé

Alucinado com a febre do sertão
Viu a Rússia na Amazônia (bis)
Num delírio de ilusão

(Fascinação...)
Fascinação
O palácio do Tzar estava ali
Por incrível que pareça
Viu a mula-sem-cabeça
Galopando com Saci
E os colibris
Num bailar tão sutil
Borboletas revoando entre as flores
Matizando em muitas cores
A aquarela do Brasil

Que maravilha
Coisa igual não vi (bis)
A Estácio é delírio
Na Sapucaí

1991

 

Enredo: Brasil Brega e Kitsch

Compositores: Maneco, Orlando e Jangada

Veja, tanta beleza e poesia
Traz o o circo Brasil, Brasil, Brasil
A Estácio em melodia
Ironiza o dia-a-dia
"Hello my baby", sente o toque
O dólar é nosso dinheiro
O meu samba dança rock
Tudo falso-verdadeiro

Gira baiana, girou
Carmem Miranda virou
Americana, rumbeira (bis)
Olha o que o malandro fez
Voltou falando inglês
O "Brazil" marcou bobeira

(Televisão)
Televisão, deusa da fascinação
Balcão de fantasia
De produto sempre nobre
Cega rico, cega pobre
É consumo, hipocrisia
Quanta saudade
De nossos valores culturais
Pixinguinha e Noel
O fundador Ismael
E outros imortais

Oh. meu Brasil
É kitsch, é brega (bis)
Se pagar o bicho come
Se dever o bicho pega

1992

 

Enredo: Paulicéia Desvairada – 70 anos de modernismo

Compositores: Djalma Branco, Déo, Maneco, Caruso

Eu vi (ai meu Deus eu vi)
O arco-íris clarear
O céu da minha fantasia
No brilho da Estácio a desfilar
A brisa espalha no ar
Um buquê de poesia
Na Paulicéia desvairada lá vou eu
Fazer poemas, e cantar minha emoção
Quero a arte pro meu povo
Ser feliz de novo
E flutuar nas asas da ilusão

Me dê, me dá, me dá, me dê (bis)
Onde você for eu vou com você

Lá vem o trem do caipira
Prum dia novo encontrar
Pela terra, corta o mar
Na passarela a girar
Músicos, atores, escultores
Pintores, poetas e compositores
Expoentes de um grande país
Mostraram ao mundo o perfil do brasileiro
Malandro, bonito, sagaz e maneiro
Que canta e dança, pinta e borda e é feliz
E assim transformaram os conceitos sociais
E resgataram pra nossa cultura
A beleza do folclore
E a riqueza do barroco nacional

Modernismo movimento cultural
No país da Tropicália (bis)
Tudo acaba em carnaval

1993

 

Enredo: A Dança da Lua

Compositores: Wilsinho Paz e Luciano Primo

Clareou, clareou, clareou (clareou)
A dança já vai começar (obá, obá)
Clareou, clareou, clareou

A Estácio tem a Lua como par (bis)

Ouvi contar, os índios Carajás
Que nada existia, até Kananciuê criar
Na frágil luz da "Lua Nova"
Faz a Terra e a flora, a fauna, o rio e o mar
O verdadeiro paraíso, Jardim do Éden
Ou quem sabe Shangrilah
E assim a lua dançou e se faz crescente
E revelou (e revelou) o reino das pedras verdes
Os Guaquaris e os Sacis, Cancão e a Mãe da Mata
Que protegiam as amazonas
Bravas guerreiras da nação Icamiabas

Bota fogo na fogueira, pra clarear
Caipora flamejante, não quer parar (bis)
Se vaga-lume mau ilumina, manda soltar
Aprisiona o urubu-rei, pra "Lua Cheia" libertar

Dragão lunar me conceda, o prazer de contemplar
Estas deusas que estão sob sua proteção
Que a "Lua Minguante" não tarda a chegar
Quando vier, reduzirá a claridade
Trará consigo a maldade, o zodíaco dançará
As bruxas negras casarão com Satanás
Muita orgia e algo mais, um verdadeiro sabá
A deusa Lua partiu
A "Lua Negra" chegou
Na busca do amor
O preto e branco é colorido
Tudo é mais lindo no nosso interior

1994

 

Enredo: S.A.A.R.A. ... A Estácio chegou no lê lê lê de alalaô

Compositores: Fininho, Pereira, Edmilson e Marinho

Tem balangandã
E jóia rara (bis)
Nesse canaã
Que é o Saara

Paraíso que um dia encontrei
No coração desta cidade
Vim, venci, fiquei
São cem anos de idade
Hoje a Estácio de Sá
Tem história pra contar
Bem pra lá de Bagdá
É leilão, é leiloeiro
É pregão, é pregoeiro
A promoção vai começar

Carrega, vamos moço
Quem paga um leva três (bis)
Eu perco tudo
Mas não preço o freguês

Babel
Do comércio de sonhos
Um pedaço