
O que é uma peita?
A pergunta que intitula esta coluna foi feita pelo Doutor Madruga à Vossa Excelência Girafales no julgamento mais importante da História da Humanidade. A questão era:
“Seria declarado inocente de ter matado um gato? Ou seria considerado culpado e castigado com todo o rigor da lei? Assim seria designada a Justiça da Sociedade contra um menino chamado Chaves.”
Vamos, através desta coluna mostrar tudo o que rolou de interessante neste julgamento (e rolou de tudo, hein...). E claro, antes teremos que mostrar os autos do processo:
P. S.: Bem, antes de prosseguirmos, vejamos este
criminoso em potencial de frente e de perfil (foto gentilmente
cedida pelo F. B. I.):

Agora vamos apresentar a Turma do Circo... Digo, os componentes do Júri e similares:
Agora vamos imaginar que isso é um tribunal!!! Bem Maciel, eu adoraria continuar a coluna agora, mas dá licença d’eu ir no banheiro?
Bem, regressei... Agora vamos aos fatos que fizeram esse julgamento tremer:
a) TENTATIVA
DE SUBORNO: minutos antes do julgamento, o Doutor Madruga pediu
para falar em particular com Vossa Excelência Girafales. O
motivo era apenas um: oferecer-lhe dinheiro pela a liberação de
seu cliente. Mas o Sr. Juiz se declarou insuportável... Bem...
insubornável. Após isso, esclareceu para o Doutor Madruga o que
era um suborno e por conseqüência uma peita (que vulgarmente é
mordida, quando alguém faz algo indevido em troca de um
presentinho ou dinheiro vivo). E é claro que após essa
brilhante explicação, acabaram-se todas as dúvidas do Sr.
Advogado.

b) TESTEMUNHA
COMPRADA: não exatamente com dinheiro, mas por amizade e
interesse pessoal (pois de ninguém é oculto que Chiquinha é
apaixonada por Chaves), a menina disse ao Sr. Juiz que Chaves foi
mordido umas vezes pelo gatinho, numa feroz e selvagem atitude de
remordimento (sempre instruída, claro pelo Doutor
Madruga).


c) ABUSO DE
AUTORIDADE: prevalecendo-se de sua condição de Juiz, Vossa
Excelência Girafales, perante toda a Corte, chamou o réu de
entojado.


d) CENINHAS
PARA IMPRESSIONAR O JÚRI: ao perceber que poderia perder o
julgamento, Quico, o dono do gatinho brutalmente assassinado,
começou a dizer que estava vendo o pobre gatinho todo
espatifado, esmagado no chão, abandonado como um animal e
exalando seus últimos miaus. Mas, claro, isso pode bem ter sido
ceninha, como ele também pode ter confundido, pois em lugar de
gato espatifado, bem que poderia ser o Doutor Madruga.


e) CHANTAGEM:
ao ver que estava ficando acuado, Chaves tira um maquiavélico
coringa da manga e relata o que exatamente ocorreu no momento em
que atropelou o pobre gatinho. Estava ele na bicicleta do Doutor
Madruga (a pegou sem autorização) e se distraiu por um momento
olhando para um homem que estava parado feito bocó na rua vendo
uma dona bonita, então, acabou quase que sem querer jogando a
bicicleta em cima do homem que estava parado feito bocó na rua
vendo a dona bonita, e para evitar que isso acontecesse, ele
desviou-a do homem que estava parado feito bocó na rua vendo a
dona bonita, atropelando assim, o pobre gatinho. O Senhor Juiz
que é namorado da testemunha de acusação – Dona Florinda
– ficou muito desconsertado com o relato do menino,
declarando-o imediatamente inocente e encerrando o caso, deixando
a parte queixante indignada. Ainda preciso dizer quem era o homem
que estava parado feito bocó na rua vendo a dona bonita?


Bem amigos, este foi o quentíssimo julgamento. Fico por aqui esperando que a parte queixante não entre com recursos para reverter este brilhante resultado, pois se isso acontecer, desta vez, o Sr. Juiz pode não se sair muito bem com sua namorada... Ela tem uma cacetada!!! Bem, fico por aqui, pedindo licença para duas coisas: primeiramente para me retirar e, segundo, pedindo licença para outra vez ir ao banheiro... É que eu estou com o estômago assolbido!
* Bem, até a próxima, galera!!! *
Eduardo Gouvea (Valette Negro)