
O humor manda?! Creio que sim!
Olá galera! Desta vez minha coluna não ficará
apenas restringida a CH! Falarei sobre os grandes Mestres da
Comédia que fizeram história tanto no cinema quanto nas telas
da TV claro que, entre eles, Chespirito!
Desde
que a magia do cinema apareceu para o mundo em 1895, muitos
gêneros têm sido criados: drama, terror, suspense, mera
fricção (By Chaves) hehehehehehe, ou melhor, mera
ficção, mistério, ação, aventura, policial.
Porém,
um gênero encantaria todas as gerações até o dia de hoje
e percebam que já estamos em 2005: a comédia.
Mas por
que será que até os dias de hoje, a comédia é a favorita de
milhões de pessoas? Simples, porque para esse gênero de cinema
e TV, apareceram os maiores gênios de todo o mundo.
Pelo
mundo inteiro, milhares de atores e atrizes trabalharam para
outros gêneros, alguns com grande êxito e outros infelizmente
fracassaram, porém, no que se refere ao quesito comédia, se um
em um milhão de atores fracassou foi muito.
Portanto,
vou falar nesta coluna, sobre todos os gênios da comédia, desde
o mais clássico até um dos poucos que ainda está entre nós:
Chespirito!
1914/1966: Charlie Spencer Chaplin
Bem,
as datas acima não significam nascimento e morte do gênio, mas
sim, os anos em que ele iniciou sua carreira cinematográfica e
que se aposentou.
Em
1913, um rapaz de 24 anos, que trabalhava para a Companhia
Fred Karno interpretando um bêbado, fora assistido
por um jovem produtor de cinema chamado Mack Sennet que se
encantou de imediato com o trabalho do rapaz e logo lhe enviaria
uma carta para que comparecesse em seu estúdio. Charlie decidiu
seguir seu coração e foi até o estúdio que era chamado
Keystone. Sennet não acreditara ser Charlie, pois
alegou que o que tinha visto era um homem bem mais velho e o
maior bêbado que ele já vira. Charlie, na mesma hora,
colocou o bigode que o fazia envelhecer e começou a interpretar
o clássico bêbado, encantando a todos, inclusive a Sennet, que
o contratou de imediato.
Em seu
primeiro filme "Making a Living" Charlie
interpretara uma almofadinha metido a besta e não gostara de o
interpretar. Charlie disse mais tarde que não é que não tenha
gostado de interpretá-lo, mas, sim, que após o filme pronto, o
viu já editado pela equipe do estúdio e estava tão cortado que
não se podia reconhecê-lo. Porém, nesta época, Charlie não
era ninguém para ordenar a não exibição do filme e
remontá-lo à sua maneira.
Já no
filme seguinte "Kid Auto Races at Venice"
Charlie aparecera com as características do personagem que o
faria imortal: Carlitos. Segundo Charlie, ele criou o personagem
com sobras de roupas do departamento de produção da Keystone, e
a calça era de Roscoe Fatty Arbackle, outro grande
ator da Keystone, que teve um final de carreira trágico (mas
isso é assunto para outra ocasião).
O tempo
foi passando e Charlie continuava na mesma, até que teve a
oportunidade de realizar seu primeiro marco na história:
realizar o primeiro filme de longa-metragem do mundo, como
convidado mas acabou sendo protagonista
"Tiilies Punctured Romance". O filme de sete
rolos* foi um grande sucesso, embora eu o considere um tanto
maçante (algo incomum na filmografia de Charlie).
Em
1915, após o término de seu contrato com Sennet, Charlie
assinara um novo contrato com a produtora Essanay. E, em seu
primeiro filme, Charlie satirizou o ritmo de trabalho da Keystone
em uma comédia digna de ser esquecida "His New
Job".
Charlie
chegou a fazer brilhantes filmes na Essanay, entre eles,
destaca-se "By The Sea", uma comédia de um rolo,
porém, genial.
Porém,
dois meses após vencido o contrato, Charlie teve um problema com
a Essanay problema esse que o deixou de cama por alguns
dias. Ele havia realizado um filme intitulado A Burlesque
on Carmen, no qual ele satirizava a Ópera
Carmen de Bizet. O filme acabara ficando com pouco
mais de três rolos, porém, muitas das cenas, eram como de
costume, ensaios de Charlie durante as filmagens e outras cenas
que ele simplesmente descartara na montagem final, passando o
filme a ter dois rolos. Quando o filme ficara pronto, ainda com
Charlie tendo contrato com a produtora, as cópias originais do
filme foram distribuídas para telas cinematográficas por todo o
mundo. Porém, passados os dois meses já citados, uma nova
cópia fora distribuída, porém, além de incluírem todas as
cenas que Charlie havia descartado, um filme paralelo com o
também comediante Bem Turpin fora feito sem o conhecimento de
Charlie, e incluído no filme tanto que pode-se notar que
ambos nunca aparecem juntos na mesma tomada passando o
filme a ter quatro rolos (o dobro da metragem original).
Recentemente, o filme fora lançado em DVD pelo Multi Media
Group. Eles tentaram chegar o mais próximo do original
possível, retirando todas as seqüências em que Turpin
aparecia, porém, a versão mesmo como Charlie pensou, nunca
recuperaremos, sendo que não mais existe o filme distribuído
originalmente. Porém, este abuso da produtora acabou lhe fazendo
um favor, pois Charlie estipularia após isso nos contratos, que
uma vez prontos, ninguém mais poderia fazer edições em seus
filmes.
Em
1916, Charlie assinara seu mais promissor contrato: Mutual Films
Corporation. Mais tarde, Charlie declarou ter sido esse, o
período mais feliz de sua carreira.
Charlie
se comprometera neste contrato a realizar doze filmes em
dezesseis meses. E nesta ocasião, já não mais era tão fácil
quanto fazer filmes quanto na Keystone, que realizara 35 filmes
em apenas um ano. Eram filmes mais bem elaborados e não
mais improvisados e mais ambiciosos.
Charlie
por um motivo que sinceramente desconheço, não possuía os
direitos do curta Easy Street, realizado na Mutual.
Charlie
uma vez questionou: será que todos as comédias têm que
acabar em perseguição?. E pode-se reparar que nem todos
os filmes da Mutual terminam em perseguição. Mas na verdade o
último sim 'The Adventurer'.
Apesar
de considerar o melhor período de sua carreira, Charlie não se
acostumara muito bem ao ritmo de trabalho da Mutual. E, no caso,
fica aí uma pergunta muito interessante feita por um dos
biógrafos de Charlie: terá sido coincidência o fato de
Charlie interpretar um fugitivo da cadeia em seu último filme
para a Mutual?.
Após
este contrato maravilhoso com a Mutual, Charlie assinaria com a
produtora First National, no qual lhe dariam inteira liberdade
para rodar seus filmes, sendo que ele teria que entregar oito
obras.
Foi na
First que Charlie realizou sua maior obra-prima "The
Kid".
Em
1919, Charlie e seus melhores amigos: Douglas Fairbanks, Mary
Pickford e David Wark Griffith se uniram para fundar a produtora
United Artists. Muitos disseram na época: os lunáticos
assumem o poder.
A
partir de 1919, Charlie deveria passar a ser seu próprio
patrão, porém, ainda estava preso ao contrato com a First
National.
E
coincidentemente ou não, mais uma vez, no último filme de
Charlie para a First National, ele interpretara um fugitivo da
prisão "The Pilgrim".
Ainda
em 1923 ano em que rodara The Pilgrim
Charlie finalmente estreara na United Artists. Infelizmente sua
primeira obra na produtora "A Woman Of Paris"
fora um fracasso de bilheteria, pois Charlie fez uma
tentativa de introduzir sua estrela e parceira por sete anos no
cinema dramático, pois este seria o último filme da atriz ao
lado do cineasta. Portanto, neste filme, Charlie não apareceu assinando
o fracasso do mesmo.
Dois
anos depois, aparecia nas telas do mundo inteiro uma
super-produção e pessoalmente preferida por Charlie:
"The Gold Rush".
Depois
de The Gold Rush, Charlie realizaria mais oito obras,
porém, nem todas com o bom e velho Carlitos como personagem
principal.
Em
1928, Charlie, com algumas atribulações, leva aos cinemas
The Circus. Durante as gravações desta obra, uma
notícia bombástica para o estilo de trabalho de Charlie viria:
o som chega aos cinemas. Mesmo assim, recusando-se a realizar um
filme sonoro, Charlie conclui The Circus, mudo.
Mesmo
já tendo se passado algum tempo do cinema sonoro, Charlie se
atreve a desafiar a todos e realizar seu próximo filme
"City Lights".
O filme
foi a quarta maior bilheteria de 1931. E, apesar de ter sido
realizado em uma época em que ninguém mais queria ver filmes
mudos, foi considerado uma das maiores obras do cineasta e, ainda
hoje, é um de seus maiores sucessos.
Charlie,
recusando-se terminantemente a render-se ao som, apresenta ao
mundo em 1936 Modern Times, onde a voz de Carlitos
seria ouvida pela primeira e última vez, através de uma música
non-sense. Modern Times tem um dos finais mais lindos da
história do cinema, em que Charlie e sua estrela atual
Paulette Goddard caminham por uma estrada e seguem rumo à
felicidade.
Finalmente,
em 1938, Charlie começa a preparar seu próximo filme, só que
desta vez com som. Porém, o detalhe é que Carlitos seria
abandonado de vez. "The Great Dictator", estreado em
1940, hoje é considerado por muitos a melhor obra de Charlie,
mas, pessoalmente, prefiro The Kid.
Muitos
(eu também) acreditam ser Carlitos o barbeiro judeu que é
perseguido por seu sósia, o ditador Hynkel (também interpretado
por Charlie). No filme, em nenhum momento é citado o nome do
barbeiro, porém, o mesmo tem as características do eterno
vagabundo. E ainda vou mais longe: neste filme, Charlie não
interpreta somente Hynkel e o barbeiro judeu, pois, no momento
mais incrível da obra o discurso final Charlie
assume seu próprio papel para proferi-lo. Ou seja, deixa de lado
os personagens e quem fala não é mais Hynkel nem o barbeiro, e,
sim, Charlie Chaplin.
Sete
anos mais tarde, Charlie escreve sua primeira e única comédia
de humor negro** "Monsieur Verdoux". Este é um
dos maiores mistérios de Charlie, pois há quem diga que a cena
final, onde Verdoux é condenado à guilhotina por haver
assassinado várias mulheres ricas para herdar suas fortunas, foi
a verdadeira morte de Carlitos. Realmente há uma incrível
semelhança no modo de caminhar de ambos os personagens. Essa
cena fora gravada antes mesmo de o resto da obra, pois Charlie
queria logo se ver livre dela, porém, nunca fez referência
quanto à suspeita em questão.
Mais
cinco anos se passam e Charlie estréia a obra mais
autobiográfica de toda sua carreira
"Limelight". Esta obra, hoje, é considerada sua melhor
obra da era sonora do cineasta. Conta a história de Calvero, um
comediante no fim de sua carreira e de uma bailarina
histericamente paralítica. Calvero a salva de um suicídio e a
ajuda a retornar ao teatro. Uma obra realmente maravilhosa e
digna de ser lembrada eternamente. Limelight fora seu último
filme pela United Artists.
Em
1956, Charlie realizaria sua penúltima obra: "A King In New
York". O filme foi uma maneira de Charlie expressar o que
sentia por ter sido expulso de um país que o abrigara durante
anos. Apesar de ser uma obra maravilhosa, foi um verdadeiro
fracasso de bilheteria. Foi o último filme em preto-e-branco de
Charlie.
Dez
anos depois, ele reviveu um roteiro que havia escrito há anos
para Paulette Goddard, mas que, por razões desconhecidas, nunca
rodou-o: "A Countess From Hong Kong". O filme teve em
seu estrelato Sophia Loren e Marlon Brando. Foi outro verdadeiro
fracasso de bilheteria, e, novamente assim como em A
Woman Of Paris Charlie não atuara no filme. Somente
aparecera em dois breves momentos. O fracasso do filme pôs fim
à carreira cinematográfica de Charlie ainda em 1966.
Em
1972, ele recebeu um Oscar especial por Limelight.
Pouco antes de morrer, recebera das mãos da Rainha Elizabeth o
título de Sir Charles Chaplin.
Em
1977, Charlie falecera em sua casa, na fria madrugada de Natal.
Hoje,
infelizmente, um de seus filmes é considerado perdido: "Her
Friend The Bandit" (1914 / Keystone). Realmente e
infelizmente não há engano, pois coleções de vários países
já foram lançadas, incluindo um pacote americano com todos os
filmes dos períodos Keystone / Essanay / Mutual / First
Natinal, e que não o consta e uma nota declara o filme ser
perdido.
Talvez
esse filme esteja perdido para sempre, porém, nunca deixará de
estar constando na filmografia do cineasta, afinal, um filme
assinado por Charlie Chaplin será sempre um filme de Charlie
Chaplin, não importando se está ao alcance do público, ou,
infelizmente, não.

Charlie Murray em Her Friend The Bandit
1914
1917/1952: Stan Laurel & Oliver Hardy
Em 1917, uma dupla de comediantes fora chamada
para realizar um filme intitulado 'Lucky Dog'. Porém, nunca mais
se viram até 1926, quando os chamaram para realizar algumas
comédias curtas para os estúdios de Hal Roach. As comédias
iniciais, embora hoje sejam consideradas de 'Laurel & Hardy',
têm como astro Stan Laurel, com Oliver Hardy e James Finlayson
como coadjuvantes.
Segundo dizem, o verdadeiro primeiro filme de
Laurel & Hardy como dupla já oficializada fora rodado em
1927, sob o título 'Putting Pants On Philip'.
Entre os clássicos mais antigos da dupla,
destacam-se 'Flying Elephants/Early To bed/Habeas
Corpus/Liberty'.
Neste último, destaca-se não somente por ser um
excelente trabalho da dupla, mas também por se tratar de um
filme que tem um prefácio aparentemente sério, porém, quando o
filme começa, vê-se que não era nada daquilo, mas esse
prefácio, apesar de enganador, ganha um certo sentido na
seqüência inicial do filme.
Em 1929, ainda que os curtas-metragens da dupla
seguissem sendo rodados por mais seis anos, a dupla começaria a
realizar obras de longa-metragem. Porém, nisso tinha algo a ver
com a novidade: o som. Pois fora exatamente no primeiro ano de
cinema sonoro que a dupla começara a fazer filmes longos e a
popularidade dos dois começara a aumentar.
Entre os filmes da dupla, há um mistério que
ninguém nunca conseguira decifrar: parece que há evidências
que provam que 'Unaccustomed As We Are (1929)' fora o primeiro
curta-metragem da dupla, já sonoro. Porém, o primeiro filme
sonoro que aparece da dupla é 'Berth Marks' (primeiro rodado
após o filme em questão). Há uns anos fora lançado uma
versão muda do filme. Fica complicado decifrar isso, porque
todos os filmes da dupla que eram mudos receberam dublagem há
anos. Talvez nunca saibamos a verdade sobre isso, porém eu, que
tenho a obra, afirmo que 'Unaccustomed As We Are' tem todas as
características dos filmes mudos da dupla.
Entre os filmes longos da dupla, eu faço destaque
especial para dois deles: 'Way Out West/Pack Up Your Troubles'. O
primeiro conta a história do certificado de uma valiosíssima
mina de ouro, deixada pelo pai de uma humilde jovem ao morrer e a
dupla tem a missão de entregá-lo, porém, são enganados por um
casal de farsantes que acabam pegando o certificado. Eles têm
que se unir para recuperar o certificado e entregá-lo à
legítima dona. Já o segundo é talvez a obra mais comovente da
dupla, pois o pai de uma menina rejeitada pela mãe morre,
deixando a menina nas mãos da dupla e eles têm a missão de
entregar a menina aos avós.
Em 1952, realizam seu último filme - Utopia -
também chamado de 'Atoll K' e 'Robinson Crusoeland'.
Oliver Hardy falecera em 1957 e Stan Laurel em
1965.

Unaccustomed As We Are: um dos maiores
mistérios da dupla
Agora vou falar sobre o melhor trio de comediantes
do cinema: The Three Stooges.
Esse trio começara no cinema em 1930, tendo em
sua formação 'Moe/Larry/Shemp'. As seis primeiras
comédias realizadas pelo trio não fora como 'The Three
Stooges', e sim como 'Ted Healy And His Stooges'.
Shemp realizou somente este filme piloto, sendo
que o próximo já seria realizado pelo eterno Curly***, que
ficaria ao lado de Moe**** e Larry***** até sofrer um derrame
que o obrigou a se aposentar em 1946.
Curly realizara mais de cem filmes ao lado de Moe
e Larry, sendo cinco como 'Ted Healy And His Stooges'. Na
primeira comédia como 'The Three Stooges', o trio se agrega a um
clube de mulherófobos, e Larry quebra o juramento que fez ao se
apaixonar e casar. Este filme nunca fora dublado em qualquer
língua, por ter se tratado de um filme realizado totalmente em
rimas e musicais.
O único filme do trio indicado ao Oscar fora 'Men
In Black'. Um clássico de 1934. Ainda em 1934, o trio realizara
Three Little Pigskins', um dos melhores da era Curly.
Em, 1946, durante as filmagens de 'Half-Hits
Holiday', Curly sofrera um derrame que o obrigara a se afastar
das telas. Ele somente aparecera mais duas vezes nas telas do
cinema.
Em 1947, Shemp****** volta a atuar com Moe e
Larry, realizando 77 curtas. Entre eles, destaca-se 'Rip, Sew And
Stitch', no qual o trio possui uma lavanderia e tentam a todo
custo receber uma recompensa oferecida pela captura de um
perigoso bandido que escapou da cadeia.
Em 1955, Shemp falecera deixando quatro
refilmagens de obras anteriores e mais quatro foram remontadas
utilizando um outro ator interpretando Shemp. Esse ator nunca
aparecia de frente, por não ter semelhança física com Shemp.
Em 1957, um ator, que de cômico não tinha nada,
ficaria no lugar de Shemp. No contrato assinado por ele,
estipulava que seu personagem não apanharia de Moe (esses tapas
e socos eram marca registrada do trio desde o começo). Esse ator
se chamava Joe******* e realizaria apenas 16 filmes ao lado de
Moe e Larry ao longo de um ano e meio. Foi a pior fase do trio.
Só merece menção mesmo o filme 'A Merry Mix-Up'.
Em 1959, houve a última formação do trio.
Curly-Joe******** realizara apenas filmes longos. Em 1970, um
filme chamado 'Kook's Tour' fora rodado, porém nunca fora
incluído como oficial na lista da filmografia do trio.
Curly falecera em 1946; Shemp em 1955; Moe e Larry
em 1975; e, Curly-Joe em 1993. O ano de falecimento de Joe consta
em uma biografia dos rapazes que possuo. Contudo, não a
encontrei antes que a coluna fosse enviada ao Maciel, porém,
encontrando-a, eu farei uma menção nas próximas edições.

Acima (da esquerda para a direita): Larry /
Moe / Curly; abaixo: Joe / Shemp / Curly-Joe
Há muitos outros atores da comédia clássica que
são admirados até os dias de hoje, porém, apesar de eu também
admirá-los, não conheço muito suas histórias, mas faço pelo
menos uma referência:
01) Buster Keaton
02) Harold Lloyd
03) The Marx Brother's
04) Mario Moreno 'Cantinflas'
05) Mazzaropi
06)
Oscarito/Grande Otelo
07) Os Trapalhões
08) Abott & Costello
09) Ben Turpin
10) Harry Langdon
11) Billy Bevan
12) The Keystone Kops
13) Charley Chase
14) Snub Polard
15) Billy West
e
muitos outros
1968/1995: Chespirito
Apesar de ser uma menção rápida, porque sobre
ele há milhares de sites que todos já conhecem, agora vamos
falar do gênio que, graças a Deus, ainda está entre nós,
apesar de estar com 76 anos e que buscou inspiração em vários
dos artistas já citados: Chespirito.
Há mais de três décadas, um grande gênio
criara um personagem maravilhoso 'Doutor Chapatin' e estreara com
um programa de TV intitulado 'Los Super Genios deLa Mesa
Cuadrada'. O programa é pouco conhecido, e não vou falar muito
sobre ele, porque existe uma matéria realizada pelo parceiro
Deimison (Mr. CH) no CasaCH sobre o seriado.
Mas, o melhor de Chespirito ainda estaria por vir.
Ao longo dos anos, até seus programas cessarem de produção,
Chespirito criou vários personagens que com certeza serão tão
eternos quanto os grandes clássicos do cinema: El Chapulin
Colorado/El Chaparrón Bonaparte/El Chavo Del Ocho/El
Chómpiras/El Vicente Chambón/El Dón Calavera e seu próprio
personagem em episódios especiais: Chespirito. O ator também
interpretara alguns personagens da história e da literatura
universal, mas isso foi assunto de uma coluna anterior.
Chespirito gravou cerca de 1.300 episódios contando todos esses personagens. Até hoje, os quadros de Chespirito são vistos e aplaudidos de pé por todo o mundo.
O
melhor de tudo é que Chespirito provou ao mundo que as boas
piadas nunca envelhecem, pois muitas de suas maravilhosas piadas
foram extraídas de filmes clássicos. Duas das mais divertidas
piadas encontradas em El Chavo Del Ocho podem ser
vistas em clássicos de Laurel & Hardy e
The Three Stooges.
A cena
do episódio Pai por algumas horas, parte 2 em que
Chaves retira uma mamadeira de dentro da camisa, dando a entender
que ia dar o peito para a sobrinha de Dona Clotilde, encontra-se
originalmente na comédia curta Their First Mistake,
de Laurel & Hardy.
Uma das
cenas que foi reproduzida algumas vezes por Chespirito em que Don
Ramón quer dar o remédio para a sua filha e quando ela o manda
tomar primeiro para ver se é bom, e ele a distrai para cuspir,
pode ser encontrada no longa Stop! Look! And Laugh!
de The Three Stooges, exibido recentemente pelo RetroChannel
(canal 117 da DIRECTV).
Outras
piadas podem ser encontradas em velhos filmes, como um episódio
exibido pela CNT e que infelizmente não mais possuo, em que
Chespirito interpretava um palhaço de circo aparentemente
bêbado. As coisas que ele aprontou nesse episódio de apenas
três minutos não ficou nada a dever para o clássico curto
One A.M. do Mestre Charlie Chaplin.
Há
muitas outras piadas visuais e também textuais que Chespirito
realizou a partir desses grandes clássicos de comédia.

El Chaparrón Bonaparte
El Chapulín Colorado

El Chavo Del Ocho
Chespirito

El Chómpiras y
Botijão El
Chómpiras y Peterrete

El Dón Calavera
El Doctor Chapatin
Bem,
como sempre, antes de terminar a coluna, devo fazer aquele apelo
voltado para o Movimento Volta Chapolin, mas antes quero informar
a todos que, no dia 30 de abril, haverá o segundo grande
encontro dos Chmaniacos na UERJ ao lado do Caio Martins. Terá
início às 10 horas, com previsão de término às 18 horas.
Não percam. Está sendo tudo organizado para que seja ainda
melhor que o primeiro, se é que isso é possível. Não faltem. Também
quero informar que o Programa Belleza Pura, cujo um
dos repórteres é o nosso amigo e parceiro Gustavo Berriel,
está indo ao ar pela CNT todas as terças e quintas às 16:30.
Não percam. E agora, cliquem no banner abaixo para
cadastrarem-se no Movimento Volta Chapolin:
Fico por aqui e espero que tenham apreciado mais este trabalho. Um abração a todos os meus grandes amigos especiais do Meio CH e especialmente ao Marco Maciel e a toda nação Chmaniaca. Até a próxima!!!
* Rolo: cada rolo de filme corresponde a 10
minutos
** Humor Negro: humor que choca pelo emprego de
elementos mórbidos e/ou macabros em situações cômicas, ou
vice-versa
*** Curly Howard: seu nome verdadeiro era Jerome
Horwitz
**** Moe Howard: seu nome verdadeiro era Moses
Horwitz
***** Larry Fine: seu nome verdadeiro era Louis
Feinberg
****** Shemp Howard: seu nome verdadeiro era
Samuel Horwitz
******* Joe: seu nome verdadeiro era Joe Besser
******** Curly-Joe: seu nome verdadeiro era Joe DeRita
Agradecimentos Especiais:
Foto de Charlie Murray: Livro
Coleção Nossos Amigos 1 Charlie Chaplin
Fotos de The Three Stooges: Bric-A-Brac (O Túnel do Tempo Virtual)
Valette Negro