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22ª EDIÇÃO
13/06/05
Qual a solução para a repetição de episódios
Olá, amigos! Esta é a minha
primeira coluna no novíssimo Redação Turma CH. Como primeiro
assunto, quero destacar a exaustiva repetição de episódios do
Chaves na programação do SBT. Antes disso, vale falar um pouco
sobre o histórico no Brasil da melhor série humorística da
televisão mundial.
Estamos prestes a completar um ano de exibição diária e
ininterrupta da série Chaves no SBT, fato esse que por si só
já deveria encher de alegria a todos os fãs dessa maravilhosa
série. Desde o ano de 2003, o até então intocável Chaves
começou a ser retirado ocasionalmente do ar, deixando a todos
muito preocupados com o futuro de um dos programas mais
carismáticos e conhecidos já veiculados pela televisão
mundial. Afinal: nos países latinos, quem não conhece El Chavo
Del Ocho? E, no Brasil, quem nunca ouviu falar de Quico e Seu
Madruga? Poucos, por certo.
A série chegou em terras brasileiras em 1984, e até o ano de
2003, não tinha sido retirada em nenhum momento da grade de
programação diária do SBT, fazendo com que os fãs se
sentissem absolutamente seguros. As indas e vindas da série
Chapolin, irmã-gêmea de Chaves, assustaram, mas
até se justificavam pelos episódios do atrapalhado super-herói
serem em número muito menor e não ter personagens fixos, o que
fazia com que Chapolin não tivesse a mesma empatia de Chaves.
A primeira ausência de Chaves ocorreu em agosto de 2003. Tal
fato caiu como uma bomba na vida de todos nós. Felizmente, a
ausência durou apenas um mês, e foi plenamente justificada pelo
fato do SBT estar remasterizando os episódios normais
e inclusive recuperando alguns perdidos, o que de fato aconteceu.
A saída no início de 2004 foi mais dolorosa já que, daquela
vez, não tínhamos perspectiva de voltar a ver o programa.
Durante dois meses, a partir de abril, Chaves foi exibido nos
sábados à noite, em uma espécie de prêmio de consolação. A
volta, por enquanto definitiva, ocorreu no final do ano. Esses
fatos demonstram que 2004 foi o pior ano da história brasileira
de Chaves.
A série parece segura na programação. A mobilização dos fãs
e a boa audiência devem fazer com que Chaves fique no ar por um
bom tempo ainda, o que deixa a todos muito felizes. Para
completar a nossa alegria, só falta a exibição de Chapolin,
fora do ar há quase dois anos. Será que não teria um horário
vago no sábado, tornando o programa semanal? Certamente seria
uma boa solução para os fãs, que voltariam a ver as aventuras
do Polegar Vermelho, e para a própria emissora, que não ia
repetir muito os mesmos episódios.
Após esse breve histórico, vamos à real razão de ser dessa
coluna. Como escrevi acima, Chaves, de contrato renovado com o
SBT, está relativamente seguro na programação. No entanto,
segundo alguns, a exibição de dois episódios por dia está se
tornando estafante. Ou seja, mesmo alguns fãs estão enjoando de
assistir sempre aos mesmos cento e tantos episódios.
Só refrescando a memória dos leitores: atualmente, de segunda a
sexta-feira, o SBT exibe dois episódios. Um, totalmente cortado,
não pode durar mais do que 15 minutos, para poder ser exibido
entre 18:05 e 18:25, com intervalo comercial. O segundo episódio
pode durar uns 20 minutos, e geralmente é completo. Mas, se o
episódio exceder a duração-limite, é cortado também.
Esses horários rígidos ocorrem por causa das emissoras
afiliadas. O primeiro episódio deve acabar até 18:25, por causa
dos telejornais locais. Por isso, por enquanto, os episódios com
duas ou mais partes não estão sendo exibidos, já que não faz
sentido exibir uma parte e depois não mostrar a outra, que ocupa
o horário das afiliadas.
Por causa disso, os episódios estão sendo exibidos
exaustivamente. Isso tem sido alvo de reclamações, já que
muitos não agüentam ver sempre os mesmos episódios. Entendo as
queixas, mas sou da opinião de que, quem é realmente fã, é
capaz de assistir ao mesmo episódio todos os dias, se precisar.
Afinal de contas, já faz parte da tradição acompanhar
episódios como A galinha da vizinha é mais gorda do que a
minha, A catapora, Confusão no
cabeleireiro, A morte do Sr. Madruga, entre
outros, que nos acompanham desde 1984. Nunca vou me enjoar de ver
esses episódios.
Mas, de certo modo, entendo as queixas, e creio que a melhor
solução para agradar a todos seria realmente encurtar o
horário de Chaves, fazendo com que fosse exibido apenas um
episódio por dia, entre 18:00 e 18:30. Claro, para isso, deve-se
fazer com que o programa Casos de Família, com a belíssima
jornalista Regina Volpato (vale a pena assistir aos dramas dos
outros só por causa dela, não acham?) termine cinco ou dez
minutos mais cedo, o que não deveria ser um problema. Desse
modo, todos os fãs do país poderiam assistir, sem se preocupar
com o horário das afiliadas, que poderia ser ocupados por
desenhos do Tom e Jerry e da Turma do Pernalonga, que muitos de
nós gostam de assistir também. Chapolin, como eu já escrevia
acima, só deve voltar semanalmente, senão sairia do ar de novo.
Clube do Chaves, do mesmo jeito. Só semanal.
Isso tudo mudaria se, com o contrato firmado entre SBT e
Televisa, viessem novos episódios das séries. Fala-se em 250
episódios de Chaves e 600 de Chapolin e Chespirito. Nesse caso,
valeria a pena colocar dois episódios de Chaves por dia e
reservar um horário para Chapolin.
Por ora é isso, amigos. Um abraço a todos e até a próxima!