Coluna do Rufino Rufião |
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10ª EDIÇÃO |
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| Comércio de Episódios CH: Um Bom Negócio para Todos | |||||||
| Olá,
amigos! Nesta edição da minha coluna vou falar sobre um
assunto ainda não muito explorado pelos demais
colunistas do meio CH, mas bastante presente no fórum
(em especial o de negócios). Estou falando sobre a
comercialização de episódios de Chaves, Chapolin e
Clube do Chaves, tanto em português quanto em espanhol,
que ganhou corpo nos últimos três anos. Eu diria que
tal comércio é vantajoso para os dois lados: para os
vendedores, devido ao lucro, e para os compradores, que
têm acesso a episódios que não passam (ou passavam)
normalmente na TV brasileira. Quero primeiramente agradecer de coração a todos aqueles que prestaram e ainda prestam esse serviço aos demais chavesmaníacos. Não é fácil achar alguém que tenha guardado por mais de 12 anos tamanhas raridades, episódios cancelados pela emissora detentora dos direitos no Brasil (me recuso a falar o nome). Eu mesmo cheguei a gravar alguns por volta de 1991 (lembro que já tive episódios como Dar leite para os gatos, Cruz Vermelha versão 1, A volta da Chiquinha versão 2, entre outros), mas infelizmente não consegui guardar nada. Grande parte dos fãs de Chespirito (crianças, adolescentes, fãs de no máximo 10 anos ou mesmo desmemoriados) jamais tinha assistido a episódios como os citados acima. Certamente vale a pena pagar R$ 20,00 por uma fita com cinco dessas raridades que nunca teríamos a oportunidade de ver ou rever.
Episódios como a primeiríssima versão do Homem da Roupa Velha (o mais antigo já exibido no Brasil) e Espíritos Zombeteiros voltaram às telinhas dos fãs graças a vendedores como Leandro Lima. Além dos episódios perdidos em português, outro mercado começou a ganhar força de um ano para cá: os episódios em espanhol. Alguns fãs de Chespirito aproveitaram viagens para países que exibem os programas em sua língua original e nos trouxeram grandes presentes. Quem poderia imaginar que os brasileiros teriam acesso à quarta parte do Festival da Boa Vizinhança, nunca exibido pelo SBT? Ou à primeira parte da segunda versão dos toureadores (o SBT exibe a segunda parte da segunda versão)? Conhecer a Louca da Escada? Ou mesmo a continuação do episódio dos piratas do Chapolin? Algum de vocês imaginou existir um especial de Natal na casa da Dona Florinda? Ou ver as duas versões do Ratinho do Quico? Eu, particularmente, comprei todos os que apareceram por aí (menos os que passam no Brasil, não quero ter o mesmo episódio duas vezes). Leandro Lima, ED, Chaparron Bonaparte, Carpe Diem: meus mais sinceros agradecimentos.
Episódios que nunca passaram na televisão brasileira, como O Natal na casa de Dona Florinda e Leite de burra versão 1 tornaram-se conhecidos da população CH devido à viagens de vendedores como ED e Carpe Diem. Bem, boa parte dos fãs (dentre os quais
me encontro) passou a separar uma graninha
todo mês para comprar esses episódios, a fim de
incrementar a coleção (já que só teríamos acesso aos
episódios ditos normais, de Chaves, Chapolin e Clube do
Chaves). E isso parece que cresceu o olho de
antigos compradores. Após adquirirem os episódios
perdidos do vendedor oficial, aquele que realmente gravou
os episódios na época (no caso Leandro Lima), os
chamados piratas resolveram aproveitar a
situação e passaram também a vender os tais
episódios, estabelecendo uma concorrência. |
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| Concluindo,
agradeço mais uma vez a todos os vendedores de
episódios perdidos e inéditos em espanhol, pedindo que
continuem com esse serviço para incrementar a coleção
do maior número possível de fãs das séries. Sabemos
que Chaves e seus amigos, atualmente fora do ar, não
serão exibidos por muito tempo. Portanto, a única
saída é ter tudo gravado, para relembrar esses grandes
momentos do humor mundial. Não podemos contar com a boa
vontade da emissora que se diz a vice-líder em
audiência no Brasil. Se depender deles, ficaremos não
apenas sem esses episódios diferenciados: ficaremos
também sem os normais. Quanto aos piratas,
não os condeno por inteiro. A concorrência é sempre
bem-vinda, para o bem dos nossos bolsos. Mas, caso tenham
essa intenção, devem primeiro chegar num acordo com os
vendedores originais. Fazer pelas costas é antiético.
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| Por ora é isso, amigos. Até a próxima! | |||||||
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