
Hoje, primeiro de abril, dia da mentira. Mas tudo o que será dito aqui é verdade. A coluna foi colocada no ar um dia antes (31/03), mas poderemos considerar uma celebração do primeiro de abril.
Eu poderia até ter deixado para esse dia a atualização da coluna sobre as brincadeiras do primeiro de abril, mas como o FUCH (Fórum Único Chespirito) esteve muito movimentado por conta das brincadeiras de mal gosto, nos meses de novembro e dezembro, que eu resolvi adiantar para aquela atualização.
Nesse mês de abril, eu completo dois anos de colunista (vocação essa que eu descobri ao aceitar o desafio de escrever colunas, quando recebi o convite do meu grande amigo Mestre Maciel) e escrevo o meu texto de número 20. Antes de passar para o tema principal, eu gostaria de fazer uma breve retrospectiva de minhas 19 colunas anteriores:
O vai-vem de
Chaves - Em minha primeira coluna,
fiz um balanço das vindas e idas de Chaves da telinha do SBT. E também dei
ênfase à não-exibição de Chaves no Nordeste, durante o horário de verão de 2003.
Eu concluo a minha coluna com um gif-animado.
EXTRA! EXTRA! 13 PESSOAS
ENGANADAS! EXTRA! - Nessa coluna,
eu conto fatos e boatos sobre a morte da Turma do Chaves em um acidente aéreo e
como morreu o Seu Madruga. Deixando para o final, os boatos de que seriam
exibidos os episódios: "A Festa da Amizade" e "Os Espíritos Zombeteiros". Claro
que nenhum desses foi ao ar, pois foram somente boatos (caíram os boatos da sua
avozinha?).
PARA RIR UM
POUCO... - Nessa atualização, eu
fico indignado por o SBT ter tirado o Chaves do ar, faltando duas semanas para
exibir o episódio do Dia dos Namorados. E para piorar, o substituto do Chaves
foi o enjoativo Ratinho (ah, se fosse o Ratinho do Quico...). Mas, nessa coluna,
eu fiz um debate dos episódios: "As crianças jogam futebol" e "O professor
apaixonado v.1" (saudade desse episódio). Eu enfoco as "bruxarias" do Chaves,
bem como ele entrar no barril depois de tomar um cascudo e depois vir do outro
pátio. A melhor parte de todas foi no episódio do futebol: depois de tomar
tantas barrigadas do Nhonho, Chaves vai embora para o outro pátio. Logo, Quico
chama pelo órfão, que sai de dentro do barril, dando o maior susto no Quico, que
grita: BRUXO! Nessa coluna, eu estréio o raciocínio CH (ainda não tinha sido
batizado com esse nome, nem com álcool e nem com vinagre).
Curiosidades
CH - Essa foi a minha primeira
coluna voltada para curiosidades, onde enfatizei o episódio "Abre a Torneira
p.1" e o momento em que a segunda parte é anunciada (onde viria Seu Madruga
reboca a fachada principal da vila) e, do nada, ele aparece rebocando o outro
pátio, em "O leite de burra". Dois episódios completamente diferentes, que o SBT
tentou enganar que era uma continuação. Essa foi a melhor coluna que eu escrevi
até hoje (convencido nada, foram os chavesmaníacos que afirmaram isso no FUCH).
Partes dessas curiosidades foram aproveitadas para a seção "Curiosidades" do
nosso site.
Mês de agosto, um quádruplo
aniversário - Nessa coluna eu cito
os aniversariantes: Chaves, que completou 20 anos de exibição no Brasil, em
2004; o colunista (eu); o SBT, emissora responsável pela exibição de Chaves,
apesar de alguns inconvenientes: um fã do SBT, indignado pelas inúmeras
reclamações dos chavesmaníacos contra o SBT, postou um tópico puxando a orelha
de todos nós (como estava dando muita confusão, me vi obrigado a fechar o
tópico, e o seu autor também havia concordado de que essa era a melhor solução);
e, por último, o aniversário da minha John People (João Pessoa), que completara,
em 2004, 419 anos. E nesse mês de comemoração, eu homenageei Ramón Valdez,
intérprete do Seu Madruga, que faleceu no mês de agosto em 1988. Nessa coluna,
eu esclareço a causa, motivo, razão e circunstância da Chiquinha não ter vindo
ao Brasil ainda. O cachê que ela cobra é superior a 50 mil doláres e isso o SBT
achou que não valeria a pena. Se fosse uma mulher bonita, famosa e
internacional, pagaria até um milhão (estaria endividado).
Onde está o
Chaves? - Chaves comemora os seus
20 anos no Brasil, fora do ar. Nessa atualização, eu exibi na íntegra a
entrevista do nosso amigo Gustavo Berriel à revista Contigo.
EXTRA! EXTRA! 16 PESSOAS
ENGANADAS!! EXTRA! EXTRA! - O
Chaves voltaria à telinha do SBT no sábado, 25 de setembro. O tópico foi bem
respondido, o Mestre Maciel tinha anunciado em primeira mão, aqui no Turma CH, a
grande notícia e o colunista do Casa CH, Iuri Teixeira, tinha preparado uma
coluna especial sobre a volta do Chaves. E, antes de chegar o tão esperado 25 de
setembro, o SBT muda a grade em cima da hora, e o Chavinho fica de fora de novo.
Detalhe: até o Edmilson chamou o SBT de burro.
Chiquinha - Como o
nome já diz, faço uma homenagem a Chiquinha. "Celebridades CH", como o
Chómpirras, não deixou de ler essa coluna.
Chaves
Diariamente - Finalmente, Chaves
volta à telinha do SBT. Foi a minha última coluna do ano de 2004.
Curiosidades nas piadas e/ou
dublagens - Essa coluna desvendou
vários mistérios, dentre eles o mistério da canção da ausência. Música muito
conhecida por lá, e pudemos ouvir um trechinho da canção de verdade. E também
pude quebrar a teoria de vários chavesmaníacos que foi a do Nhonho ter
respondido "Yellow" com "J" no começo por "Y" ter som de "J", quando, na
verdade, era por "Hielo" (já que "gelo" em espanhol é muito parecido com
"Yellow").
O Chapolin
Colorado - O homenageado da vez,
mas infelizmente estava fazendo 500 dias fora do ar.
Semana do
Chaves - Em uma semana, tivemos
várias informações a respeito do menino do oito, e foi concluído com uma triste
notícia de que o SBT rompeu com a Televisa e, com isso, Chaves sairia do Brasil
para sempre.
TURMA CH 3
ANOS! - Essa atualização estava
mais voltada para o segundo design do Turma CH, e foi experimentada a coluna em
formato blog. Com isso, o Turma CH teve uma queda de visitas, por acessarem mais
o blog do que o site.
Chaves faz um 21, 21 anos de
Brasil - Nessa atualização, eu
citei a importância do Chaves no Brasil, e também dei exemplo de episódios que o
chavesmaníaco redublou, o que é impróprio para menores de 18 (no final dessa
edição, eu dou o link da nova dublagem adulta CH).
Natal na casa da Dona
Florinda - De volta ao formato
html, e abrindo o seu terceiro design do Turma CH (tive o privilégio de
editá-lo), eu faço um debate sobre o episódio inédito no Brasil: "O natal na
casa da Dona Florinda". E, de praxe, eu abordo umas curiosidades. A novidade
nessa edição foi o webmaster do Chespirito World,
Cheves, que não é muito fã de colunas e que leu essa edição. Vale lembrar que
foi ele que legendou esse episódio e disponibilizou no www.chespiritoworld.cjb.net.
Os Peixinhos Coloridos do Seu
Madruga - Mais um debate de um
episódio inédito no Brasil. Eu tentei desvendar o mistério da piada da lagosta,
já que o episódio estava em espanhol, mas sem sucesso. Falava rápido demais. Eu
tentei compreender o porquê do SBT jamais exibir esse episódio, pois Seu Madruga
mata o gatinho de Dona Florinda no final. A partir daí, muitos de nós começamos
a compreender porque ela tem raiva do pai da Chiquinha. Para tudo tem um
porquê.
Brincadeiras no Meio
CH - É a polêmica história do
Chalouco e Chocolate. Onde dois usuários foram suspensos e saíram do FUCH em
sinal de protesto.
Debaixo de um
teto - Nessa coluna, eu pergunto
se há teto na vila do Chaves ou não. Dou exemplo de episódios que mostram que
sim, outros que mostram que não, e as duas coisas em outros.
Curiosidades CH ano III - Novas curiosidades na dublagem e nos episódios, como também o fim do
mistério da seqüência na casa do Senhor Barriga. A coluna do Andy homenageia o
grande Mestre Maciel, que convida os chavesmaníacos do FUCH para a sua festa de
aniversário ao som de samba-enredo.
Essa foi uma retrospectiva das 19 colunas anteriores. Vamos para a atualização da minha 20ª:
Marketing Digital, a luta para concluir o curso
Excepcionalmente nessa atualização, o tema principal vai ser off-topic, pois Chespirito não será o protagonista dessa atualização. Eu gostaria de dar um testemunho meu que, graças a Deus, terminou nessa última quarta dia 29/03. Depois, passaremos para as curtas.
Em agosto do ano passado, eu estava no último semestre do Curso Técnico de Computação Gráfica e Webdesign. Sim, eu sou fanático por computação gráfica, e o meu Windows está lotado de programas deste tipo. A Unidade C (o meu HD tem duas partições, a unidade C contém os arquivos de sistema e a Unidade D arquivos pessoais) está com mais ou menos dois Gigabytes de espaço livre.
Mas voltando ao assunto: nesse último semestre, o meu professor de Projeto de Webdesign passou dois projetos de websites. Um para ser feito em Asp (não aprendemos a mexer com PHP porque teria que instalar o Linux em todas as máquinas no laboratório do meu curso, e o Asp, que é da Microsoft, foi o mais eficaz para aprender a fazer páginas dinâmicas) e outro para ser feito em Flash. O tema para cada site era de livre escolha.
Pois bem, no site em Asp, eu escolhi falar da Turma do Chaves (ninguém lá imaginava que existissem vários sites sobre Chespirito) e peguei um pouco de conteúdo de cada site e alguns arquivos de multimídia também. As informações eram fictícias, pois todas elas eram de sites CH já existentes.
Aí aconteceu que, em Projeto de Marketing Digital, a professora passou outro projeto de website e eu quis aproveitar o que estava utilizando do meu site em Asp. Mas, como o marketing em si é mais voltado para produtos ou empresas, não foi possível aproveitar o site CH que eu criei para a disciplina de Projeto de Webdesign porque não tinha nada relacionado com o marketing. Aí que tive a idéia de o segundo site, em flash, ser voltado para uma empresa fictícia. Fiz ele todo em flash, só que eu investi tanto nos efeitos de flash e funções no Actionscript que eu acabei relaxando no design. O contrário do site sobre a turma do Chaves, que investi mais no Layout. Aí, no dia da apresentação do projeto, eu apresentei a monografia, as propagandas de publicidade, e o site em flash da empresa que eu criei. Aconteceu que, os layouts (panfleto, cartaz, propaganda para revista e outdoors) não estavam com a mesma identidade visual. Confesso que foi um relaxamento meu. Quem for trabalhar na área de marketing, procure fazer com que todos os layouts tenham a mesma identidade visual (o mesmo esquema de cores, o mesmo estilo de fonte, etc...) aí ela me colocou em recuperação, mas só precisaria melhorar os layouts. Dois amigos meus faltaram à apresentação da monografia, também ficaram em recuperação e tiveram que fazer a prova escrita, mas eu, a princípio, estava imune desta avaliação. Só precisava mesmo era fazer com que todos os meus layouts tivessem a mesma identidade visual.
Na semana seguinte, eu levei um CD-R com os layouts renovados e regravei o site em Flash lá.
Quando chegou no site em Flash, da empresa que eu criei, ela disse que o design estava horrível. Ora, eu só investi no layout em Asp, mas esqueci de fazer o mesmo na página em Flash. Então, ela me deu uma prova escrita. A disciplina dela tem quatro competências:
1 - Assimilar os conceitos sobre o
método de trabalho das produtoras, agências e veículos de comunicação.
2 -
Discernir entre os paradigmas da publicidade convencional e digital, seus
conceitos e seus aspectos éticos e profissionais.
3 - Conhecer os conceitos
do "Marketing" e os novos paradigmas do "Marketing Digital".
4 - Envolver e
planejar técnicas e recursos oferecidos pela computação gráfica e multimídia em
projetos de marketing e publicidade.
Os conceitos são:
NSF - não sabe fazer
SFA - sabe
fazer com ajuda
SFS - sabe fazer sem ajuda
SFO - sabe fazer e orienta
Isso me pegou de surpresa, pois eu não havia estudado para a prova. Ela tinha quatro questões (em cada questão, uma competência), então eu teria que fazer somente a questão que tem a competência 2, que é referente ao website, que ela não aprovou. A primeira era referente à apresentação da monografia, o que foi feito. A terceira competência foi referente à monografia impressa, encadernada e enfeitada (o visual também é muito importante) e a quarta era sobre os layouts, que eu mudei e deixei todos com a mesma identidade visual (principalmente o outdoor). Então, o mais certo que eu teria que fazer era somente a questão que tinha a competência 2. E como ela era de competência, então eu só responderia a uma única questão.
Eu fui confirmar isso com ela e, para a minha surpresa: eu iria fazer todas as questões, pois tinha ficado em todas as competências. Em todas eu estava com SFA.
Achei estranho. Será que os layouts, a monografia e a apresentação não satisfizeram em nada?
Fiz a prova e, no dia seguinte, tinha de apresentar os websites ao professor de Projeto de Webdesign. Começamos a apresentar o site em Asp.

O
site em Asp com a turma do Chaves
Detalhe: enquanto os sites dos outros tinham uma média de 5 e 10 megabytes somando todos os arquivos utilizados, o meu estava com 120 MB. Eu investi bastante por se tratar da turma do Chaves. Ele aprovou o meu website e em seguida passamos para os sites feito em Flash. Claro que o meu em Flash foi o mesmo apresentado no Projeto de Marketing Digital. Ele não questionou tanto no layout e gostou dos efeitos que eu inseri. Fui aprovado na disciplina dele. Fui aprovado em todas as discipinas, mas a professora de Projeto de Marketing Digital ainda não tinha registrado o resultado no GCAD.
Durante o Natal e o Ano Novo eu consegui não pensar nisso, e em janeiro saiu o resultado da recuperação: SFA em todas as competências!
Fiquei em depressão por 30 minutos, quando eu resolvi mandar um e-mail para o coordenador do curso e fui lá no dia seguinte.
A princípio, eu consegui um direito de fazer uma prova que custava 75 reais. Mas como eu achei esquisito ter ficado nas outras três competências, antes de fazer a prova, eu levei isso ao coordenador e reivindiquei para que, pelo menos, eu pudesse fazer uma outra prova, sem a taxa de 75 pilas. Assim eu teria bastante tempo para estudar e estaria mais preparado para a prova.
O coordenador falou com ela e quis saber
o porquê de eu ter ficado nas outras competências, antes de eu fazer a prova. E
qual foi a surpresa? Ela pensava que fosse um amigo meu que tinha feito os
layouts e a monografia. Porque o tipo de papel é da gráfica dele, conhecida pela
professora. Na verdade, eu só imprimi lá. E os layouts ela não poderia duvidar
de que fui eu que fiz. Então ela concordou que, em meio a tudo isso, nada mais
justo do que eu fazer uma outra prova sem a taxa de R$ 75,00. E o melhor, ela
iria aproveitar todos os trabalhos (a monografia e os layouts) nas competências
referentes, caso eu não tivesse ido bem em uma delas. Quanto ao website em que
ela não gostou do layout, o coordenador mostrou a ela. Apesar de o visual não a
ter agradado, o site atendeu a todas as necessidades. Então, ela deu SFS na
competência 2, e não precisaria responder na prova a questão referente a essa
competência.
Confesso que fiquei surpreso com essa atitude. Tudo bem que na competência não foi exigido um design excelente, mas ela reclamou com razão porque eu dei uma “cochilada” nesse sentido. Vamos usar uma frase de Bill Gates como exemplo: “se você acha o seu professor chato, espere até ter um chefe; porque ele não terá compaixão de você em nada.”. O que eu quis dizer com isso? Veja bem! Ela questionou o design, apesar de o site ter atendido as necessidades da disciplina de marketing (principalmente a parte de compras online), mas se você estivesse procurando um emprego em uma agência de publicidade e o visual não fosse nada agradável, você não vai ter nenhuma chance de ser selecionado, por mais que o site funcionasse perfeitamente. Pois a identidade visual e o ambiente agradável são muito importantes para quem vai trabalhar com páginas na web. Veja, o segundo design do Turma CH foi feito as pressas, tinha sessões interessantes, mas o visual falou mais alto e não agradou a maioria dos visitantes. E essas disciplinas, no caso o Projeto de Marketing Digital, estão aí para você pôr em prática tudo o que você aprendeu e deve dar o melhor de si.
E o melhor estava por vir: eu poderia fazer a prova no dia que eu
quisesse, ainda mais que já tinha começado um novo semestre de aula, pois ela
não teria tempo de reaplicar a prova. Então, ela já deixou a prova pronta e
entregou ao coordenador, que disse que eu poderia fazer no dia e na hora da
minha preferência. Marquei para dentro de uma semana, a partir das 14
horas.
Estudei feito louco tudo o que envolvia o marketing.
E no dia 22 de fevereiro, o grande dia!
O coordenador já estava com a prova na mão, mas pedi mais 20 minutos para eu fazer uma revisão no conteúdo que eu estava estudando. Quando passou 20 minutos, eu chamei ele e recebi a prova, mas não podia me acompanhar durante sua realização porque estava bastante ocupado. Mas como ele confiava em mim, me deixou sozinho para fazer a prova. E para garantir que eu não iria colar, eu entreguei a ele todo o conteúdo que eu estava revendo.
Li a introdução que tem antes das questões.
A prova tinha 7 (sete) questões. A fiz bem devagar para ter certeza de que não escrevi nada de errado e respondi tudo o que podia. Entreguei-a ao coordenador e fui otimista para a casa.
Veio o retiro espiritual. E, no meio do mês de março, eu conversei pessoalmente com a professora, que não teve tempo ainda de corrigir a prova, mas que esperava que eu tivesse me saído bem, desde que eu tenha estudado, é claro. Ela confessou a mim que ainda estava um pouco duvidosa quanto aos layouts que eu fiz, mas me disse que esse não era o caso. Garantiu que, durante a correção da prova, ela iria dar uma olhada nos trabalhos. E, no dia 29 de março, eu entro no site da minha faculdade e faço o login para entrar no campus virtual. Entro no GCAD e, graças a Deus, SFS em tudo.
Estou tão feliz, que esse tema principal eu fiz em duas horas somente. Eu sempre levo entre seis e dez dias para escrever a minha coluna e essa eu levei poucas horas.
Era isso que eu gostaria de compartilhar com vocês.
Eu agradeço ao coordenador por ter atendido as minhas reivindicações e conseguido terminar o curso.
Na quinta-feira, dia 30 de março a professora fez aniversário e mandei uma mensagem a parabenizando e agradecendo pela nova chance que ela me deu e ter me aprovado. No dia seguinte ela respondeu a mensagem:
Oi Anderson, obrigada pela mensagem e parabéns pela batalha e vitória, nunca desista de nenhum sonho que você tenha, pois ninguém é melhor do que nós mesmos.
Um beijão e fique com Deus, que Ele esteja sempre em sua vida te guiando.
Obrigado pela mensagem e o mesmo para você!
Comemorando, nesse mesmo dia eu fiz uma maratona CH no meu PC.
Assisti um episódio atrás do outro, e como de praxe, todos em alta qualidade, hehehe (clique aqui para ler a nova coluna do Mestre Maciel, sobre os videos CH). São os vídeos que eu assisti nessa maratona:
Chaves - A vila em Acapulco (todas as três partes);
Chapolin – O menino que mentia (partes um e dois);
Chaves – A Invisibilidade (versão com a Chiquinha);
Chaves – Hector Bonilha;
Chaves – Tocando Violão;
Chaves – O Ladrão da Vila;
Chaves – A Casa da Bruxa.
E finalmente atualizei o Turma CH. Um desses episódios que eu assisti eu editei e upei para o CHBR (que até o fechamento dessa edição, o site ainda não tinha sido atualizado), aguardem!
Agradeço a você por ter lido e suportado o conteúdo desta edição.
Agora nós iremos para as curtas, mas nas próximas duas semanas farei uma nova coluna e, dessa vez, o tema principal não será off-topic.

Como eu havia prometido, esse é o novo vídeo que redublaram sobre um episódio de Chaves. Quem adivinha qual foi o episódio dessa vez? Se você for menor de 18 ou se sente ofendido com esse tipo de conteúdo, por favor, não entre! Clique aqui para ver o vídeo.
Entrevista de Chespirito para a FOLHA DE S.PAULO

Folha - Em sua opinião, por que
seus programas até hoje fazem sucesso no Brasil e América
Latina?
Roberto Gómez
Bolaños - Não imagino por quê. E isso não é falsa modéstia. Já passou
muito tempo, os programas seguem com o cenário antigo, e as pessoas de muitos
lugares continuam gostando. Agradeço a Deus por isso, mas não sei o motivo. Acho
que os programas são bem-feitos, pelo menos foram feitos com muito carinho e
honestidade. Espero que tenha influído, mas não tenho
certeza.
Folha - Chaves foi inspirado em algum garoto em
especial?
Bolaños - Não houve um, porque me dei
conta de que esse garoto pobre existia em muitos lugares, não só na América
Latina. Todos eles têm a esperança que queria comunicar com Chaves, que, apesar
de não ter brinquedos, café da manhã e muitos amigos, brincava com entusiasmo, e
o futuro o acompanhava. Espero que tenhamos isso na
América.
Folha - Há a intenção de fazer novos programas ou talvez
um filme?
Bolaños - Queremos fazer um programa, mas
o problema são os bons horários, que não existem hoje na grade da televisão.
Qualquer coisa eu não aceito. Seria outra série, porque "Chaves" já cumpriu seu
propósito, já teve seu ciclo, e seria como enganar o público estando eu já tão
velho. Mas posso fazer outras coisas, sobretudo tenho personagens como o
Chompiras e a Chimoltrúfia, com quem me divirto muito
ainda.
Folha - Seu filho está fazendo um desenho animado do
Chaves, não?
Bolaños - Sim, mas não sei muito como
anda o projeto, porque eu disse para ele fazer o que quisesse, e não pergunto
mais até ir ao ar.
Folha - Como foi a briga com Carlos Villagrán
[Quico] e Maria Antonieta de las Nieves [Chiquinha]?
Bolaños
- O caso de Villagrán faz mais de 30 anos, isso separou o grupo. O
programa continuou por muito tempo sem ele. Entrei com uma ação e ganhei
facilmente. O problema, nos dois casos, foi que eles disseram ser os criadores
dos personagens, mas o criador sou eu, que lhes permiti trabalharem fazendo
esses papéis sem cobrar um centavo de comissão. Aqui, no México, ninguém mais os
contrata. Isso me dói, não me irrita, porque gosto deles, foram amigos. Não me
atrapalha porque não me prejudica. Ao contrário, fui eu quem lhes dei tudo o que
eles têm. Mas não me importa, não tiraram nada de mim, então façam o que
queiram.
Folha - Chaves começou numa época em que não se investia
muito em licenciamento de produtos infantis, como
hoje...
Bolaños - Chaves fez muito licenciamento,
mas em sua maioria era pirata. Minha mulher diz que, se eu pudesse cobrar algo
disso, assim como a Xuxa tem uma ilha, eu teria todo um continente. Sou
admirador de Xuxa, acho uma excelente cantora. Uma vez me pediram para escrever
programas para ela -eu os faria em espanhol e alguém os traduziria-, mas não
tive tempo. O convite foi feito em Buenos Aires, faz tempo.
Folha
- Os personagens são cercados de lendas, como um acidente aéreo em que todos
morreram etc.
Bolaños - Isso acontece com várias
pessoas conhecidas. Matam os que estão vivos e ressuscitam os mortos, como
Emiliano Zapata, Carlos Gardel. A mim já mataram umas quatro ou cinco vezes. Não
sei por quê. Embora isso hoje aconteça um pouco menos, porque os meios de
comunicação aumentaram sua capacidade e velocidade de desmentir esse tipo de
boato quando aparece.
Folha - No livro, o sr. faz referências à
história do Brasil. Por quê?
Bolaños - Sempre me
interessei pela história latino-americana. Creio que o Brasil é o país com o
melhor futuro em todo o mundo.
Folha - Por que não visitou o
país?
Bolaños - Tínhamos contrato para
apresentações com nosso grupo de teatro. Até aprendi coisas em português. Mas
houve um problema político no Brasil. Ocuparam alguns lugares em protesto, entre
eles onde íamos nos apresentar. O problema foi com Collor [manifestações
pró-impeachment]. As pessoas que haviam nos contratado cancelaram a apresentação
por causa disso. Iríamos a São Paulo e talvez ao Rio. Se fosse hoje, não iria
caracterizado como Chaves nem Chapolim, porque sou muito velho e as pessoas
ficariam desiludidas. Iria como alguém normal, porque tenho vontade de conhecer
o país e agradecer a boa acolhida que tiveram meus
programas.
Folha - O livro tem conotação política. O sr. fala da
invasão espanhola no México, da briga com os EUA. Por que essa
opção?
Bolaños - Nosso passado foi muito
complicado. Mas aqui os enfrentamentos são de mexicanos contra mexicanos. Além
disso, temos um vizinho muito difícil... Procuro não ter preconceitos. Não gosto
do rancor nem da vingança. Isso disse muitas vezes no programa: "Temos de
preparar o futuro". Para mim, não resta muito tempo, mas tenho filhos, netos e
logo haverá bisnetos. Quero que eles e todos os habitantes deste planeta tenham
uma vida melhor. A política é inevitável. Ninguém consegue ficar fora
dela.
Folha - No seriado "Friends", os atores ganhavam até US$ 1
milhão por episódio. E em "Chaves"?
Bolaños -
[risos] Pode soar falsa modéstia, mas ganhava muito menos. Hoje, quando vejo
quanto recebe um ator coadjuvante só porque ganhou o Oscar... É um disparate.
Ganhávamos bem menos. Quando fazíamos turnê, ficava com 20%, e os demais com o
resto. Mas ficávamos felizes. O dinheiro nunca deve ser um objetivo. Se for
conseqüência, é bom.
Folha - O sr. conhece algo da televisão
brasileira? Os "Trapalhões"?
Bolaños - Algumas
coisas, mas minha diversão favorita é futebol.
Folha - Quem vai
ganhar a Copa?
Bolaños - Brasil. E digo isso com
sinceridade. Com gente como Ronaldinho, não haverá para mais ninguém. Deve ser
algo entre Brasil e Argentina, talvez algum europeu entre na disputa. Não estou
gostando nada do México. Estamos fora.
Folha - Que mensagem o sr.
deixaria para seus fãs no Brasil?
Bolaños - Vou
deixar uma mensagem que não tem nada a ver com o que faço. Quando me perguntam
qual foi meu maior êxito, respondo que foi deixar de fumar. Recomendo à
juventude e a todo mundo que não fumem. Larguei o cigarro há 11 anos, depois de
fumar por 40. Há coisas de que já não consigo me desvencilhar: catarros, um
pequeno enfisema pulmonar que não diminui, pigarros, problemas na garganta.
Fumar é a estupidez maior do mundo.
Projeto Mais Vida
Eu não poderia deixar de falar desse grande projeto, que é o "Projeto Mais Vida". Eu pensava em colocar o banner do site aqui, mas ele está em Flash, então eu mesmo criei um, usando algumas imagens de lá.
Pois bem, o Projeto Mais Vida é uma idéia simples e necessária colocada em ação: doar sangue para prolongar a vida. Em 2005, um grupo de jovens da Região Sul do Brasil decidiu realizar um ato solidário no período da Páscoa. Ao invés da troca de chocolates, preferiram mobilizar amigos para doarem sangue, refletindo assim, o real significado da Páscoa. Com a resposta positiva da sociedade e a divulgação nos meios de comunicação do país, outros Estados brasileiros realizaram grandes eventos promovendo a campanha que cadastrou mais de 10 mil doadores no Brasil. Em 2006, o projeto foi ampliado para toda a América do Sul e a meta é alcançar 100 mil doadores. Você pode fazer parte dessa campanha doando, divulgando e, sobretudo, acreditando que vale a pena ser solidário. A cada doação, você prolonga quatro vidas e renova a sua. Esperamos por você!
Clique no banner para entrar no site ou
acesse www.projetomaisvida.com.br.
Quico chega com um sanduíche de
presunto:
Quico: Você quer?
Chaves: Cê vai me dar?
Quico: Não importa
que seja de ontem?
Chaves: Não!
Quico: Então venha buscar
amanhã!
Estava quase indo embora, quando de repente:
Quico: Chaves, eu
posso te dar agorinha mesmo, se você me fizer um favor.
Chaves:
Qual?
Quico: Olhe:
Quico: Se você conseguir formar uma palavra com essas dez letras, eu te dou o sanduiche de presunto!
Vão tentando aí, que na próxima edição eu trago o resultado.
Até a próxima coluna!