
DA ACADÊMIA CHAVESMANÍACA DE LETRAS...

O
predestinado Joly saboreia o sucesso
Luís
Joly nasceu com o bumbum virado pra lua. Tudo começou
quando ele, mais os amigos Fernando Thuler e Paulo Franco,
definiram que o tema de suas monografias (trabalho de conclusão
de um curso superior) seria o seriado Chaves. A nota do trabalho
foi 10 e sua apresentação foi bastante aclamada pelo público,
que saiu do auditório um pouco mais tarde do que o normal,
tamanha foi a empolgação pela marcante presença dos seriados
CH no intelectualizado meio acadêmico.
Maravilhados
pela feliz experiência, Joly e seus parceiros resolveram
publicar o trabalho, que consumiu dois anos de pesquisa. A
Editora Matrix se interessou no ato e, em setembro de 2005, já
estava nas prateleiras o primeiro livro sobre Chaves escrito por
fãs brasileiros: "Chaves - Foi Sem Querer Querendo?".
Como esperado, o livro foi um grande sucesso, mantendo-se sempre
na lista dos dez mais vendidos do país. Assim, a pedido da
Matrix e dos fãs, menos de um ano depois uma nova publicação
de Joly sobre as séries fora lançada: "Chaves &
Chapolin - Sigam-me os Bons" (feito em parceria apenas com
Thuler, já que Franco não pôde participar deste projeto).
Após visitar
por diversas vezes emissoras de rádio e TV a fim de divulgar
suas obras, Joly, consagrado e realizado, dá, no ChaPapo, o seu
parecer de chavesmaníaco, além de falar de suas exitosas
publicações.
Mestre
Maciel - Qual o seu nome completo?
Luís
Joly - Luís Bernardi Joly.
MM
- Cite a sua cidade natal e a sua data de nascimento.
LJ
- São Paulo, 11/07/1980.
MM
- Dê o seu peso, altura, cor do cabelo e dos olhos (só para ter
uma idéia de como você é).
LJ
- Caramba.... 1m80cm, olhos e cabelos castanhos.
MM
- Onde você mora atualmente?
LJ
- São Paulo capital.
MM
- Qual a sua escolaridade? Onde estuda atualmente? O que você
deseja ser?
LJ
- Formado em Pós. Desejo ser o que sou - jornalista.
MM
- Seus pais gostam de Chaves e Chapolin?
LJ
- Meu pai, sim.
MM
- Tem irmãos? Se tiver, eles gostam de Chaves e Chapolin?
LJ
- Tenho. Gostam, mas não como eu.
MM
- Tem namorada? Se tiver, dê seu nome e idade.
LJ
- Tenho, mas prefiro não dar o nome.
MM
- Qual é o seu time de coração?
LJ
- São Paulo Futebol Clube.
MM
- Quais os seus hobbys?
LJ
- Kart.
MM
- Qual é o seu gosto musical? Quais seus cantores e bandas
favoritas? Cite a música de sua vida.
LJ
- Elvis Presley. Além dele, gosto eclético, passando por jazz a
moda de viola.
MM
- Cite uma mulher bonita (ou mais, se quiser).
LJ
- Liv Tyler.
MM
- Há quanto tempo você tem internet?
LJ
- Há uns 10 anos...
"Bolaños utiliza um humor atemporal e universal, capaz de fazer rir em qualquer época, e em praticamente qualquer ponto do mundo. Além disso, o SBT, sem querer querendo, acabou contribuindo para aumentar o sucesso no Brasil. As reprises acabam fixando o programa no imaginário de todo brasileiro que assiste televisão regularmente, e também, o fato da terceira geração assistir ao programa permite que ele seja temas de discussão entre pessoas de distintas faixas etárias."
MM
- Desde quando você acompanha as séries? Quando você começou
a gostar de fato delas?
LJ
- Desde 1984, quanto tinha 4 anos..
MM
- Qual o primeiro site CH que você conheceu?
LJ
- www.chavodel8.com .
MM
- Qual outro site, não sendo de Chaves, que você recomenda?
LJ
- Google ou Wikipedia.
MM
- Qual o melhor site CH na sua opinião?
LJ
- Difícil dizer. Vários...
MM
- O que você imagina que seja o segredo do sucesso dos seriados
Chaves e Chapolin, a ponto de, mesmo há 22 anos no ar com os
mesmos episódios, sempre conquistar uma grande audiência?
LJ
- Acredito que são vários segredos... Em primeiro lugar,
podemos destacar o texto criado por Bolaños, que utiliza um
humor atemporal e universal, capaz de fazer rir em qualquer
época, e em praticamente qualquer ponto do mundo. Além disso, o
SBT, sem querer querendo, acabou contribuindo para aumentar o
sucesso no Brasil. As reprises acabam fixando o programa no
imaginário de todo brasileiro que assiste televisão
regularmente, e também, o fato da terceira geração assistir ao
programa permite que ele seja temas de discussão entre pessoas
de distintas faixas etárias, diferente de outros programas
"de época".
MM
- O que lhe motiva a assistir aos seriados?
LJ
- Chaves e Chapolin são seriados que vencem justamente por não
prender a atenção do telespectador. Toda pessoa que assiste às
séries os faz por pura descontração e bem-estar. Justamente
por "soltar" o seu receptor, as séries acabam atraindo
mais ainda.
MM
- Como surgiu a idéia do lançamento do livro "Chaves - Foi
Sem Querer Querendo?". Esperava a grande vendagem obtida?
LJ
- A idéia surgiu a partir do grande desejo que Fernando Thuler e
eu tínhamos de ser escritores. Soma-se a isso o fato de sempre
gostarmos de Chaves, desde a infância. Unimos o útil ao
agradável e vimos que não havia no Brasil nenhuma obra sobre o
tema. Esperávamos um relativo sucesso, mas não da maneira
avassaladora como foi.
MM
- Da monografia na faculdade surgiu a idéia de escrever o livro.
Você o considera um projeto ousado? Quanto tempo o livro levou
para ser escrito?
LJ
- Sim, considero um projeto inovador, já que não havia um livro
no Brasil que explicasse como o seriado começou por aqui e as
causa do sucesso. No total, o livro consumiu dois anos de
pesquisa.
MM
- Como é o privilégio de você mais o Paulo Franco e o Fernando
Thuler serem os primeiros brasileiros entre milhares de fãs na
terra tupiniquim a publicarem um livro sobre os seriados CH?
LJ
- É gratificante. Somos fãs do seriado também, e como todos,
sempre quisemos saber mais sobre Chaves e Chapolin. O carinho
vindo dos fãs é especial, pois sabemos como eles são exigentes
e detalhistas!
MM
- Como foi, em função do livro, suas participações nos
programas "Pânico", da Jovem Pan, e em
"Charme", do SBT? Além destes, você deu entrevistas
para outros veículos de imprensa?
LJ
- Já demos entrevistas para os mais diversos veículos de
comunicação. Além dos citados acima, estivemos na Rádio
Gaúcha, TV Gazeta, Rádio Carioca, Rádio Inconfidência,
Eldorado AM, Estadão, Folha, Agora, JT, O Globo, Rádio
Transamérica, Rede Gospel, GameTV, etc...
"Chaves e Chapolin são seriados que vencem justamente por não prender a atenção do telespectador. Toda pessoa que assiste às séries os faz por pura descontração e bem-estar. Justamente por 'soltar' o seu receptor, as séries acabam atraindo mais ainda."
MM
- Quem motivou você e o Thuler a escreverem um segundo livro:
"Chaves & Chapolin - Sigam-me os Bons"? Como está
a vendagem deste?
LJ
- A idéia do segundo livro já existia desde a produção do
primeiro. Tínhamos em mente fazer algo mais voltado ao fã,
afinal, também o somos. Por ser uma obra muito mais restrita, o
número de vendas não alcançou o mesmo da primeira obra - algo
que já era esperado por nós. Porém, estamos muito satisfeitos
com o resultado, acima das expectativas de todos.
MM
- Na sua opinião, por que só agora que o SBT está exibindo
episódios inéditos do Chapolin? Qual o melhor deles no seu
ponto de vista?
LJ
- O SBT sempre exibiu Chapolin com menos frequência do que
Chaves. Acho um pouco razoável, portanto, que eles ainda tenham
alguns inéditos. Bom para os fãs, que ainda podem vê-los com a
dublagem "original". Escolher o melhor episódio de
Chapolin é difícil, mas eu apontaria a sequência da história
do cinema, em que os atores dão um show de interpretação
vivendo alguns dos mais célebres nomes do cinema mundial.
MM - Na segunda pergunta, me referia, na
verdade, ao melhor episódio dos inéditos do Chapolin. Mas tudo
bem...
MM
- Como você vê o lançamento dessa série de boxes de DVD's dos
seriados, com episódios inéditos e redublados por quase toda a
equipe original de dubladores? Se você viu os DVD's, o que você
acha do trabalho de Tatá Guarnieri, o novo dublador de
Chespirito?
LJ
- Os DVD's são a realização de um antigo sonho de todo fã de
Chaves, creio eu. O sonho, porém, não é completo, pois eu,
pelo menos, preferia os episódios reprisados na dublagem que
conhecemos. Quanto à voz de Tatá, ele se esforça, mas
infelizmente jamais será como Gastaldi. Nos resta tentar se
acostumar com a voz dele.
MM
- Alguns fãs andaram se queixando de erros referentes às
séries presentes no primeiro livro. O que você explicaria para
eles?
LJ
- Se os próprios atores entram em divergência, porque nós não
poderíamos? O mundo de Chaves é impreciso por natureza.
MM
- Fale sobre a coluna que você está escrevendo para o site Vila do Chaves.
LJ
- Uma grande honra, em breve sairá mais uma, espero que gostem.
Parabéns ao Yves pelo grande site.
"O carinho vindo dos fãs é especial, pois sabemos como eles são exigentes e detalhistas!"
MM
- Você tem outros ídolos fora Chespirito?
LJ
- Ayrton Senna, meu pai.
MM
- Você prefere Chaves ou Chapolin? Por quê?
LJ
- Em geral, Chapolin, os atores podem usar mais seus talentos.
MM
- Qual o seu episódio favorito do Chaves?
LJ
- Seu Madruga professor (a versão clássica).
MM
- Qual o seu episódio favorito do Chapolin?
LJ
- A luta de boxe para angariar fundos.
MM
- Qual o episódio mais chato do Chaves?
LJ
- Não gosto muito do episódio em que as crianças fogem do
professor, e, no fim, é domingo (versão sem o Quico).
MM
- Qual o episódio mais chato do Chapolin?
LJ
- Nunca gostei do Chapolin no espaço...
MM
- Qual o seu personagem favorito do Chaves?
LJ
- Seu Madruga e o garçom do restaurante.
MM
- Qual o personagem que você menos gosta no Chaves?
LJ
- Pópis.
MM
- Qual o melhor vilão do Chapolin?
LJ
- Racha-Cuca, claro.
MM
- Qual o melhor ator/atriz das séries?
LJ
- Ramón Valdez, claro.
MM
- Qual o seu bordão favorito?
LJ
- "Da escuridão, nasce a luz!"
MM
- Cite uma cena inesquecível de Chaves ou Chapolin (pode ser a
cena mais engraçada ou a mais emocionante).
LJ
- Chapolin: o inesquecível diálogo no telefone entre Chapolin e
o engenheiro Camin. Chaves: A sequência em que Chaves compara
Dona Florinda a uma vassoura, e Seu Madruga tem um ataque de
riso.
MM
- Qual o programa que você mais gosta na televisão, fora as
séries de Chespirito?
LJ
- Simpsons, Nip/Tuck, O Aprendiz, A Grande Família.
"Se os próprios atores entram em divergência, porque nós não poderíamos? O mundo de Chaves é impreciso por natureza."
MM
- Já havia assistido a algum episódio perdido antes do SBT
passar a exibir alguns deles regularmente? Se assistiu, qual o
seu favorito? Comprou de quem?
LJ
- Compramos um lote com mais de 50 episódios, mas não me lembro
de quem. Gosto do episódio dos Espíritos Zombeteiros.
MM
- O que você achou da volta de oito dos episódios perdidos de
Chaves? Por que você acha que o SBT não exibe os restantes?
LJ
- Desorganização.
MM
- O que você achou do Clube do Chaves? Qual foi o quadro que
você mais gostou?
LJ
- Nunca gostei muito do Clube do Chaves.
MM
- Qual a música e clipe preferido das séries?
LJ
- Taca la Petaca.
MM
- O que você opina sobre Chaves ser apresentado apenas para São
Paulo às 12h e sobre o segundo horário do seriado, às 18h para
algumas praças (sem contar os sábados à tarde)? Comente
também sobre as constantes mudanças de programação da
emissora de Silvio Santos.
LJ
- O SBT sempre fez isso, e sempre fará. Por isso, continuo
gravando os episódios sempre que posso.
MM
- E a exibição de Chapolin apenas para algumas praças aos
sábados, o que você tem a dizer? Você acha que a série
voltará, um dia, à grade díaria e em rede nacional?
LJ
- Acho difícil, infelizmente.
MM
- Na sua cidade, você conhece outras pessoas fãs de Chaves como
você?
LJ
- Praticamente todos...
MM
- Qual é o sonho de sua vida?
LJ
- Realizado - ser escritor. Agora, é seguir na carreira.
MM - Para encerrar: cite uma frase esclarecendo por que você gosta das séries de Chespirito.
"Bolaños conseguiu humanizar o humor da melhor maneira que um ser humano pôde jamais fazer".
Luís Joly