QUANDO O ENTREVISTADOR É ENTREVISTADO...

 

 

            A convite do querido Mr. Zero, aceitei inverter os papéis por um dia. Eu, Mestre Maciel, que sempre faço as perguntas para os meus amigos, agora tenho de dar as respostas. E com todo o prazer aceitei participar do ChaPapo, pois já estava na hora de vocês saberem mais sobre minha vida, minhas curiosidades e outras coisinhas. A partir do próximo ChaPapo, voltarei ao meu antigo posto de entrevistador.

            Aqui estão as perguntas, muito bem feitas pelo grande Mr. Zero. Divirtam-se.

            OBS: Pena eu não poder colocar uma foto minha de verdade para vocês me conhecerem, pois não tenho scanner... Vai a bela caricatura bem feita pelo nosso companheiro Chanfle mesmo.

 

Mr. Zero - Qual o seu nome completo?

Mestre Maciel - Marco Andrews Felgueiras Maciel.

 

MZ - Cite a sua cidade natal e a sua data de nascimento.

MM - Abaetetuba – Pará, cidade a 60km de Belém, no dia 6/2/1984.

 

MZ - Dê o seu peso, altura, cor do cabelo e dos olhos (só para ter uma idéia de como você é).

MM - Meço 1m84cm e peso 90kg. Meus cabelos são castanhos escuros e os olhos são castanhos claros. Uso óculos, pois tenho 3,5 graus de miopia em cada olho (mas quando fizer 21, operarei na hora).

 

MZ - Onde você mora atualmente?

MM - Porto Alegre-RS. Nasci no Pará e vim para o sul com seis meses de vida. Meu pai, gaúcho, foi trabalhar no Pará e lá conheceu minha mãe, paraense de Abaetetuba. Eles se casaram em Belém, nasci em Abaeté e em agosto de 84 chegamos em Porto Alegre. Coincidência ou não, finquei minhas raízes na capital gaúcha ao mesmo tempo em que umas certas séries de TV estreavam no SBT ao meio-dia no Programa do Bozo...

 

MZ - Qual a sua escolaridade? Onde estuda atualmente?

MM - Ensino Médio Completo. Faço o cursinho pré-vestibular Universitário com o objetivo de fazer Jornalismo. Só para saciar curiosidades, coloquei como segunda opção História, pois é a matéria que mais gosto de estudar.

 

MZ - Tem irmãos? Se tiver, eles gostam de Chaves e Chapolin?

MM - Serei filho único para sempre. É muito legal, apesar de eu me sentir um pouco solitário. Mas se eu tivesse irmãos, com certeza eles gostariam tanto de Chespirito como eu. 

 

MZ - Tem namorada? Se tiver, dê seu nome e idade.

MM - Infelizmente estou encalhado, ainda! E o pior é que ano passado conheci uma garota chamada Camila que até hoje a considero o amor da minha vida. Mas por culpa da minha maldita timidez, não consegui me declarar, um amigo meu passou na minha frente e a conquistou. Isto me chocou tanto que atualmente estou escrevendo um romance contando tudo o que aconteceu, denominado “26 de Outubro” (que foi o dia em que descobri que ela estava namorando outro).

 

MZ - Qual é o seu time de coração?

MM - Inter aqui no RS e Remo no Pará. Já devem saber da pindaíba que anda o Inter (principalmente após a tragédia com o Mahicon Librelato). O Remo na Segundona sempre foi um time de chegada, mas dessa vez parou no Criciúma... Mas tudo bem, ano que vem tem mais.

 

MZ - Quais os seus hobbys?

MM - Ver TV, ir para o computador, navegar, escrever, escutar música, ler livros, jornais e revistas, passear, etc.

 

MZ - Qual é o seu gosto musical? Quais seus cantores e bandas favoritas? Cite a música de sua vida.

MM - Sou uma pessoa reservada para certos tipos de músicas. Não suporto música sertaneja, hip hop, dance, etc. Um pop, um rock e um axé já me atraem bastante. Mas a minha música favorita é um samba-enredo carioca, sem dúvida alguma. São músicas cujos embalos e melodias me seduzem. Quando estou triste, coloco um disco de samba. Ao ouvir o ressoar da bateria já me sinto completamente feliz. Também curto muito Bezerra da Silva, o porta-voz dos morros e Jorge Benjor, e seu ritmo contagiante. A música da minha vida não consigo dizer, pois são tantas que gosto... Coloca aí o samba da Mangueira de 1988 (100 Anos de Liberdade! Será Realidade ou Será Ilusão?) e o da Imperatriz de 1989 (Liberdade! Liberdade! Abre as Asas Sobre Nós).

 

MZ - Cite uma mulher bonita (ou mais, se quiser).

MM - Além da Camila, como já citei anteriormente, considero também mulheres bonitas Ellen Roche, Fernanda Nobre, Bárbara Borges, Sthefany Brito, Kelly Mônaco (modelo americana), Daniela Sarahyba, Sandy, Ana Luiza Castro, etc.

 

“Pensei em botar Marco, mas ficaria sem graça. Então pensei em Mestre, que significa respeito e sabedoria, e Maciel, meu sobrenome ao invés de Marco, para ficar mais chique”.

 

MZ - Há quanto tempo você tem internet?

MM - Desde 6 de janeiro de 2002. Lembro-me que foi num domingo, no primeiro dia do vestibular da UFRGS (Universidade Federal do RS). Quando voltei pra casa após a prova, vi que o pai instalou finalmente após três anos e meio de experiência em informática. Ganhei de presente de Dia de Reis, hehehe. Para se ter uma idéia do quanto eu sou novato no mundo da internet: a primeira vez que entrei foi na casa da minha tia, em agosto de 2000. Podem rir, foi isso mesmo. Ganhei meu primeiro PC, um 486/66 (bleargh!!), em junho de 98 (me recordo bem das datas). Só no dia 2 de junho de 2001 (mesmo dia da estréia do Clube do Chaves), ganhei o meu computador atual: Pentium III 650.

 

MZ - Qual o primeiro site CH que você conheceu?

MM - Foi navegando na casa da minha tia: entrei no Cadê e digitei Chaves. Foi lá por outubro de 2000. Tinha quase certeza de que não encontraria nada, quando de repente entrou a página www.chapolinbrasil.cjb.net . Fiquei encantado ao ver aquela página. Fiquei navegando nela um tempão (a página não é lá essas coisas). Depois só voltaria a pegar internet em abril de 2001, no meu curso de informática, quando entrei no Cadê e digitei Chapolin. Apareceram mais de 100 páginas só de Chaves. Fiquei pasmo ao ver. Fui entrando uma a uma. E me encantei com a riqueza de informações contida nos sites, que acabaram com todas as dúvidas que tinha sobre as séries. De cara, me apaixonei pelo Aí Vem Eles (hoje Chespirito Web) do Cleotais, pelo Tinha Que Ser o Chaves do Igor e pelo Chaves Online do Lucas. Eu levava um monte de disquetes para pegar fotos dos sites, textos, músicas, sons, etc. Tanto que a maioria do material de Chaves que tenho no meu computador é do ano passado. Coloquei a internet no meu computador e voltei a navegar nos sites que tanto me cativaram. E obviamente conheci outros expressivos sites, como a CHBR e tantos outros sites maravilhosos.

 

MZ - Desde quando você freqüenta os fóruns e chats chavesmaniacos?

MM - No meu curso de informática, ano passado, olhava os fóruns muito raramente por eles serem muito lentos. A notícia que mais me chamou atenção foi o disquete-bomba que mandaram pro Leandro Lima, se não me engano. Até hoje não sei o que é disquete-bomba e quais os danos que ele causa. Mas no comecinho de fevereiro deste ano, resolvi dar uma espiadinha no fórum do Cleotais. Eu gostei e resolvi me registrar. Lembro-me que o primeiro tópico que postei foi uma pesquisa para saber qual o melhor episódio da série do Cinema do Chapolin (a eleição teve três turnos, com vitória do “Lá no Rancho Mediano”). E até hoje curto passar nos fóruns e deixar as minhas opiniões para que as dezenas de amigos que fiz no meio CH presenciem. A primeira vez que entrei no chat foi a fins de março, no da CHBR, para a escolha do novo colunista do site. Detalhes desta história contarei mais tarde.

 

MZ - Como surgiu o nick Mestre Maciel?

MM - Nem sei responder direito, foi o único nick que me veio na cabeça. Pensei em botar Marco, mas ficaria sem graça. Então pensei em Mestre, que significa respeito e sabedoria, e Maciel, meu sobrenome ao invés de Marco, para ficar mais chique. E ele foi também um pouco inspirado no Mestre Marçal, um tradicional sambista.

 

MZ - Conte-nos como você viu Carlos Villagrán pessoalmente.

MM - Não foi tão pessoalmente, foi bem à distância. Em meados de 1995, todos devem se lembrar que o circo dele esteve fazendo temporada no Brasil e ele passou por Porto Alegre. Resolvi ir com minha prima ao circo. Carlos aparece como Quico no espetáculo tendo aulas de violão, igual ao episódio. Lembro que tocava pra caramba a música “Kiko Cola”, do CD “Discoteca do Kiko” (que recém havia sido lançado para promover a visita de Carlos), aquela da frase “Cherry Coke é animal” (esse refri nem existe mais, tinha gosto de remédio). Aí comprei por dois reais uma foto do Quico original que estavam vendendo. A foto já deve estar a disposição dos amigos no Turma CH. Foi muito bacana.

 

“Fui eleito o usuário mais simpático dos fóruns por ser eu mesmo”.

 

MZ - Qual o melhor site CH na sua opinião?

MM - Pelo conteúdo, “Tinha Que Ser o Chaves”. O texto do Igor é maravilhoso. Pela interatividade, “Chespirito Web”, devido ao maravilhoso fórum. Pela organização, “Chaves Online”. A Sônia Abrão deve navegar nele até hoje, hehehe. Pelo conteúdo multimídia, o Mundo Chespirito. Meus parabéns ao Bruno Samppa pelos vídeos e áudios sensacionais que ele consegue fazer. E o nosso Turma CH tenho certeza de que irá crescer cada vez mais. Os demais sites também são demais.

 

MZ - De onde surgiu a idéia de fazer Colunas, Vestibas, Pesquisa do Mestre, etc.?

MM - Era fim de março. Eu apenas participava dos fóruns quando o meu grande amigo carnavalesco e irreverente Lucas Calvin postou na CHBR o concurso para escolher um colunista para o site. Eu postei minha coluna concorrente no fórum. Ela falava sobre o desrespeito do SBT pelas séries. Meu concorrente era o meu outro amigão Plissken, nosso companheiro do Turma CH. Aí entrei no chat da CHBR, quando o Lucas escolheu a nós dois para escrevermos colunas para o site. Aí começamos um longo papo sobre sambas-enredo, assunto que debatemos até hoje quando nos encontramos. Minha primeira coluna foi sobre um assunto felizmente já superado, que eram as brigas entre os sites. E escrevo a COLUNA DO MESTRE até hoje, agora no Turma CH. Qualquer assunto sobre Chaves que me venha na cabeça debato com todo o prazer e carinho. O Vestiba surgiu do nada na minha cabeça. Achei boa idéia e resolvi fazer para testar os conhecimentos do pessoal. Mas encerrei porque ninguém estava mais postando. Quem sabe o Vestiba não volta logo após eu encerrar O MELHOR DE TODOS!, enquete que faço para escolher o melhor episódio do Chaves e Chapolin através das notas do pessoal para determinar as médias. Essa enquete foi inspirada numa semelhante feita no Espaço Aberto do www.galeriadosamba.com.br , um site sobre Escolas de Samba, onde se davam as notas para os sambas e era calculada a média no Excel. Achei boa a idéia e resolvi fazer com episódios do Chaves. E vem sendo um sucesso, pois a cada semana a enquete sempre passa da casa dos 20 votantes. Já a pesquisa semanal foi outra idéia que surgiu do nada. Fazia tanta pesquisa no fórum que resolvi criar esta. A estréia foi na última semana em que Chapolin foi exibido e a fiz até o começo do Horário Político, quando Chaves saiu do ar aqui em Porto Alegre. Aí a deixei com o “essebetemaníaco” Edmilson, que a posta até hoje. E ele reclama com toda a razão sobre o baixo número de participantes na pesquisa. Ele faz muito bem em ameaçar tirar do ar ela. Está acontecendo o mesmo que no Vestiba. Implorei para que ele continuasse, até música você colocou na página do último Vestiba, mas não deu. Ainda bem que O MELHOR DE TODOS! é temporário (até todos os episódios serem avaliados).

 

MZ - E o ChaPapo? Como surgiu a idéia de criá-lo?

MM - Eu sempre imagino que exista uma emissora que exiba apenas Chaves e Chapolin 24 horas por dia denominada “CHESPIRITO CANAL”. E diariamente haveria no canal um programa de debates sobre as séries denominado “ChaPapo”. Foi o único nome que veio na minha cabeça, uma mistura de Chaves com Bate-Papo. E para mim ele acabou pegando. E confesso que a idéia de fazer o ChaPapo da internet se inspirou na coluna do Luiz Jr, que é fã do Benjor (bom gosto musical ele tem). Ele fazia uma coluna legal na CHBR onde sempre havia uma entrevista com um amigo seu chavesmaníaco. Ele fazia poucas perguntas, mas era muito legal ler as entrevistas. Percebi que o Luiz parou de fazer a coluna e resolvi fazer o ChaPapo, onde meus entrevistados seriam os amigos dos sites e fóruns. E estou surpreendido com a maneira da qual a seção foi aceita pelo público. Todos que falam comigo querem ser entrevistados, e eu digo que sua vez vai chegar, pois são muitos chavesmaníacos que planejo entrevistar. Teve gente que recusou dar entrevista, mas acho que com o tempo eles mudarão de idéia.

 

“O Lucas Calvin é gente boa e devo a ele o meu sucesso como colunista”.

 

MZ - Como foi a sua saída da CHBR?

MM - Eu fui convidado por você para transferir a minha coluna para o novo site Turma CH, onde eu seria também co-webmaster (poderia fazer seções para o site). A princípio, achei que poderia manter a coluna também na CHBR, mas vocês acharam que eles não aceitariam um colunista deles atuando em outro site. Minha idéia inicial era postar a coluna nos dois sites, pois assim ela seria mais divulgada. Mas na época você e o Adílson estavam brigados com todo o pessoal da CHBR e achei que não pegaria bem. Eu ia avisar o Lucas e o Le0brAsil, mas eu nunca os encontrava e quando percebi, já estavam a par da história. O Léo chegou a me acusar de traidor, mas eu deixei bem claro que minha saída era mais do que amigável. Depois eles tentaram fazer com que eu voltasse, mas achei que vocês não iriam gostar de eu estar atuando na CHBR ao mesmo tempo, porque na época os dois sites eram inimigos. Pensei que perderia a amizade do Lucas Calvin, até porque haviam me dito que quem o traísse (como eles poderiam interpretar minha saída do site) ele não iria mais querer saber de bater papo. Mas isso não era verdade, o Lucas é gente boa e devo a ele o meu sucesso como colunista. E creio que o Léo não me ache mais um traidor.

 

MZ - Desde quando você acompanha a séries? Quando você começou a gostar de fato delas?

MM - Eu as acompanho desde que nasci, naturalmente. Lembro-me de episódios como Espíritos Zombeteiros (cena do Seu Madruga sonâmbulo colocando os pratos no barril do Chaves) e Inseptos (primeira versão) que via quando tinha três ou quatro anos. Mas passei a ser “fã-nático” depois do circo do Quico. Passei a ver todos os dias. Mais ou menos três dias depois que estive em seu espetáculo, Carlos Villagrán dava entrevista no extinto Programa Livre, na época apresentado por Serginho Groisman. Assisti todinha, me arrependi depois de não ter gravado porque só soube na hora e na época não gravava Chaves. Só comecei a gravar no fim de 1996. E Chapolin, por incrível que pareça, só me tornei fã dele em 2000, quando passei a gravar seus episódios. Confesso que era mais um daqueles que não gostava muito do Vermelhinho e que esperava ele acabar para começar o Chaves. Ainda bem que mudei de idéia, e em cima da hora de gravar todos os seus episódios antes dele sair do ar. E acho que esta adoração vai durar para sempre, que seja eterno enquanto dure.

 

MZ - Qual o seu episódio favorito do Chaves?

MM - Fico entre “Festival da Boa Vizinhança” e o anual graças ao SaBoTagem “Independência do Brasil”. O segundo episódio da série, “A Proposta”, é épico devido ao último bloco, quando Dona Clotilde tenta falar com Seu Madruga e é interrompida pelas crianças. Morro de rir nessa parte.

 

MZ - Qual o seu episódio favorito do Chapolin?

MM - Sem sombra de dúvida, “Vamos à Disneylândia com o Polegar Vermelho”. É simplesmente cômico, principalmente a cena onde Chapolin e Racha Cuca rangem os dentes. A cara do Chapolin na cena é antológica.

 

“A rivalidade entre CHBR e Aí Vem Eles (Cleotais) era selvagem. Havia desavenças, desrespeitos em demasia. Ainda bem que tudo isso acabou”.

 

MZ - Qual o episódio mais chato do Chaves?

MM - “Matando Aula no Domingo”. Muito sem-graça e chega a dar sono.

 

MZ - Qual o episódio mais chato do Chapolin?

MM - É difícil dizer, mas se é pra escolher, fico com o episódio da Aula de Boas Maneiras à Lisa, a Vendedora de Flores. A parte mais engraçada deste episódio é o início, do Pancho.

 

MZ - Qual o seu personagem favorito do Chaves? E do Chapolin?

MM - Seu Madruga, hours-concours. Não tem ninguém como ele. Talvez seja o personagem mais carismático da história da TV Mundial. Do Chapolin gosto muito do Super Sam (“Time is money! Oh, yeah!”) e de muitos outros.

 

MZ - Qual o personagem que você menos gosta no Chaves?

MM - Não tenho muita simpatia pela Dona Neves.

 

MZ - Qual o melhor vilão do Chapolin?

MM - Há tantos. Adoro o Pirata Alma-Negra, o Racha Cuca, o Quase Nada, o Poucas Trancas, etc.

 

MZ - Qual o melhor ator/atriz das séries?

MM - Todos são excelentes, mas Ramón Valdez é simplesmente perfeito. Em segundo lugar classifico Florinda Meza. Como Dona Florinda, ela consegue deixar o telespectador enraivecido ao bater e maltratar tanto o Seu Madruga injustamente.

 

“Eu, que fazia até o dia em que o Chapolin saiu lua-de-mel com o SBT, desmanchei o compromisso e comecei a iniciar uma inimizade que dura até hoje”.

 

MZ - Qual o seu bordão favorito?

MM - “Suspeitei desde o princípio!”. É o máximo o sarcasmo do Polegar nos episódios.

 

MZ - Cite uma cena inesquecível de Chaves ou Chapolin (pode ser a cena mais engraçada ou a mais emocionante).

MM - Há muitas. Adoro o fim do “Último Exame”, quando todos imitam a Chiquinha chorando. E também no episódio da Proposta, aquela careta dele ao imitar o Quico dizendo: “Seu Madruga, o senhor não vai devolver o meu tamborzinho?” e, no geral, adoro as cenas onde Chaves apanha do Seu Madruga. O pai da Chiquinha imitando o choro do moleque é demais (principalmente no episódio das Tortinhas de Merengue) e também curto muito Chaves na escola dizendo “Que burro, dá zero pra ele!”. Do Chapolin, bah é brabo de lembrar, o ranger dos dentes do Chapolin e Racha Cuca que já citei pra mim é a melhor. Também é sensacional a tentativa de serenata de Chapolin e Julieu a Romieta (chorar e chorar...).

 

MZ - Qual o programa que você mais gosta na televisão, fora as séries de Chespirito?

MM - Não sou muito tevemaníaco, mas adoro Simpsons, Malhação e programas esportivos.

 

MZ - Já assistiu a algum episódio perdido? Se assistiu, qual o seu favorito? Comprou de quem?

MM - Já assisti, e muitos. Comprei duas fitas de seis horas do Leandro Lima e pretendo comprar mais. Os meus favoritos são a Chirimóia e a segunda parte do Julieu e Romieta.

 

MZ - Diga sua opinião sobre o Clube do Chaves.

MM - Realmente o Clube não atingiu o sucesso de Chaves devido a inúmeros fatores. O principal talvez tenha sido o excesso de remakes de episódios antigos e tradicionais, com versões mais longas e monótonas. A voz de Chespirito (que saudade de Marcelo Gastaldi), a ausência de Ramón e Villagrán e a falta do bom humor dos episódios (Chaves Gordo e Dom Caveira que o digam) contribuíram para o fracasso do Clube. Se a atração fosse feita por outros atores, jamais eu veria de novo. Só via o Clube pelo respeito e admiração pelos excelentes atores das séries. As boas heranças deixadas pelo programa são os belos quadros do Pancada e do Chaveco. O SBT poderia ao menos manter no ar estas duas séries, que tenho certeza que poderiam cair nas graças do público com o tempo.

 

“Confesso que era mais um daqueles que não gostava muito do Chapolin e que esperava ele acabar para começar o Chaves”.

 

MZ - Qual a música e clipe preferido das séries?

MM - Taca La Petaca. A música e o clipe são demais. Quando vejo o episódio do Julieu e Romieta parte 2, eu repito o clipe umas cinco vezes, sem cansar de ver.                                                         

 

MZ - Qual foi sua reação quando Chaves parou de ser exibido em Porto Alegre?

MM - Quando o Edmilson anunciou que o Chaves seria transferido para o meio-dia com o Horário Político, eu previ que isto aconteceria. Aqui em Porto Alegre tem um jornaleco local chamado “SBT Rio Grande” que é exibido exatamente ao meio-dia. Quando vi aquele troço no lugar do Chavinho e depois começar os Simpsons, vivia repetindo a seguinte frase: “Não tenho palavras para descrever isto!”. Fiquei inconformado, enfurecido. Foi a primeira vez em 18 anos que Chaves saiu do ar aqui em Porto Alegre. Achei o fim da picada. Graças a Deus que já voltou. O bom seria tirar a série deste horário horrível, até porque se o Chapolin voltar mesmo, vai que eles usem o horário do meio-dia. Aí não vou poder ver por causa do “SBT Rio Grande”. Mas tem muita gente pior do que eu, pois tem de agüentar lixos como “Negócios e Oportunidades”, “Câmera em Ação”, etc. Nunca vi estes troços e espero que nunca veja.

 

MZ - E quando Chapolin parou de ser exibido em todo o Brasil, primeiro em 2000 e agora em 2002?

MM - Bah! Foi difícil alguém ficar mais irritado e inconformado do que eu. Em 2000, até comemorei a chegada do Horário Político, pois teria certeza de que o Chapolin seria exibido num horário pontualmente, já que tinha muitas vezes que começavam antes das 13h e perdia os começos dos episódios. E quando vi, no triste dia 15 de agosto de 2000 Chapolin fora da programação, achei que era um erro do jornal. Não podia ser verdade. A tragédia se confirmou quando o locutor do SBT no primeiro Horário Político, ao anunciar “Interrompemos nossa programação...” disse a frase de misericórdia: “Logo após assista... CHAVES”. Meu mundo caiu naquela hora. Eu que fazia até aquele dia lua-de-mel com a emissora desmanchei o compromisso e comecei a iniciar uma inimizade que dura até hoje. Sem contar que eles não cumpriram a promessa que fizeram de que Chapolin voltaria depois que acabasse a política. Fui pego de surpresa no dia 4 de fevereiro de 2001. Estava na minha cidade natal, Abaetetuba, quando exibiram o episódio do Bebê Jupteriano. Achei que era a volta definitiva, mas logo saiu do ar. Recém fez um ano que fiz a maior festa quando vi a propaganda da volta do Chapolin. Por quase três meses, me deliciava com o maior trio da TV Mundial: Simpsons, Chapolin e Chaves, quando chegou o maldito 25 de fevereiro. Achei que havia sido um problema técnico da emissora, mas lamentavelmente não foi. O SBT não tem nenhum respeito pelo telespectador. Se ao menos eles dessem satisfações à gente sobre estas esquisitas saídas da série e o motivo dela ser programa de “férias”... Só podem estar fazendo piada conosco, e se for mesmo, é uma piada muito sem-graça.

 

MZ - Qual o usuário dos fóruns ou webmasters de sites CH com quem você mais simpatiza?

MM - Com todos. Mas meus melhores amigos são: você, o Adriano Seu Madruga, Pepe (a quem agradeço pela oportunidade de ter sido jurado do Oscar CH), Lucas Calvin e o sumido Yoyos, que de vez em quando o encontro no ICQ e batemos bons papos.

 

MZ - Qual o usuário dos fóruns ou webmasters de sites CH que tu menos simpatizas? Por quê? (É importante responder e justificar, pois é um jeito de corrigi-lo e que ele não repita mais os mesmos erros).

MM - Sinceramente não tenho antipatia por ninguém do meio CH. Posso dizer que não terá minha amizade o indivíduo que entre nos fóruns e sites apenas para bagunçar e criar confusão.

 

“Em tudo o que escrevo, insiro amor, dedicação e carinho”.

 

MZ - O que você acha das brigas no meio CH? Que idéia você tem para solucioná-las definitivamente?

MM - O FUC (Fórum Único de Chespirito) praticamente selou a tão sonhada paz. Graças a Deus não presenciamos mais aquelas benditas brigas cheias de palavrões e xingamentos que eram tão freqüentes nos fóruns. Sem contar as rivalidades dos sites, que eram lamentáveis. Meus agradecimentos ao pessoal da CHBR que se mobilizou em tremular a bandeira branca, pois eles, que antes rivalizavam com o Cleotais e o nosso site, acabaram definitivamente com as brigas. Nós também fizemos nossa parte. Espero que nunca mais ocorram episódios lamentáveis como o escarcéu feito pelo Cleotais só porque entramos no chat da CHBR ao invés do chat dele. Ele me baniu do fórum junto com outros amigos e disse que ia vender o site. Mas tudo isso durou até o dia seguinte, quando ele disse que tudo era uma brincadeira (de mau gosto). Na época, a rivalidade entre CHBR e Aí Vem Eles (Cleotais) era selvagem. Havia desavenças, desrespeitos em demasia. Ainda bem que tudo isso acabou. Pelo bem do mundo CH, que poderá ter como recompensa a volta do Vermelhinho a partir do dia 16 (e eu acho que volta). Dou meus parabéns a toda a galera chavesmaníaca pelo fim das brigas.

 

MZ - Você foi o mais votado numa pesquisa feita pelos fóruns como o usuário mais simpático. Como você vê isso?

MM - Talvez eu tenha tido esta honra pelo fato de entrar nos fóruns apenas com o intuito de falar sobre minha série preferida, que é Chaves. Não usava o fórum para ofender ninguém, era sincero, honesto com os outros e talvez isso tenha conquistado o público, já que na época da eleição, as brigas rolavam pra valer. Lembro-me que o Bruno Pires  me elogiou pelo fato de, por pertencer à CHBR na época, ter sido eleito o usuário mais simpático no fórum do Cleotais. Consegui este título por ser eu mesmo.

 

MZ - Qual o segredo do sucesso de suas Colunas e do ChaPapo? Todos os elogiam!

MM - Talvez seja o prazer que tenho em falar sobre este mestre que é Chespirito e divulgar minha opinião para meus amigos chavesmaníacos. Em tudo o que escrevo, insiro amor, dedicação e carinho. É a forma com que procuro homenagear os míticos atores das séries que há 18 anos arrebentam a audiência da televisão brasileira. A COLUNA DO MESTRE eu considero como se fosse um desabafo, um bate-papo sobre o que penso das séries. O ChaPapo conquistou o público simplesmente pelas perguntas serem diretas e pela boa vontade de quem participa em respondê-las. A seção, que antes fazia parte da coluna, foi feita especialmente para que o pessoal conheça melhor os seus amigos amantes das melhores séries do mundo e saciem as suas curiosidades.

 

MZ - Na sua cidade, você conhece outras pessoas fãs de Chaves como você?

MM - Se conheço... Praticamente todos os meus amigos curtem o Chavinho. Principalmente no Colégio Dom Bosco, onde estudei até o ano passado. Por muitas vezes, fazíamos debates sobre Chapolin Colorado (meus amigos até uma enorme bandeira do Chapolin tinham e levavam para as aulas). Tenho uma amiga chamada Fernanda (nick Bad Religion) que tem adoração pelas séries e sempre entra em nosso site. Sempre falo com ela quando posso e tento convencê-la a entrar nos fóruns. Seu episódio favorito é o “Não se enrugue couro velho que te quero pra tambor!”. Quando soube que participaria do ChaPapo, ela me fez que eu falasse dela na entrevista. Pronto, já falei. Também não vou dizer que seu ICQ é 122124076. Ops, escapou!

 

MZ - Para encerrar: cite uma frase esclarecendo por que você gosta das séries de Chespirito.

“Porque Chespirito, em suas séries, mostra a vida como ela deveria ser: uma eterna brincadeira aonde todos riem, se divertem e que fazem esquecer as preocupações e as tristezas!”.

 

Mestre Maciel

marcofelgueiras@ig.com.br

ICQ: 155298524

 

            Espero que vocês tenham gostado, pois procurei ser o mais sincero possível ao conceder a entrevista. E espero as opiniões de vocês nos fóruns e nos meus endereços acima. Qualquer reclamação sobre a entrevista podem fazer à vontade, pois o ChaPapo foi feito especialmente para vocês.

            Um abraço para todos vocês e em breve estaremos de volta com mais um ChaPapo, a seção que mais conquistou os internautas com Chaves no coração.