ALMIR SAINT-CLAIR |
Ano de nascimento: 1935
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| Um intérprete de timbre de voz bem tratado que canta com maestria desde sambas-canções até sambas enredo. Este é Almir Saint Clair, misto de cantor, produtor, ator e showman internacional que fez história ao conduzir os desfiles da Império da Tijuca durante cinco carnavais. O
início profissional de Almir aconteceu nos anos 50, na
legendária Rádio Nacional. O jovem cantava nos
programas de auditório comandados por César de Alencar,
Paulo Gracindo e Marlene. Nos anos 60, gravou diversos
compactos pelas antigas gravadoras RCA Victor e Polydor,
com um repertório que reunia sambas e canções
românticas. Fez muito sucesso ao gravar uma versão de
Ciao amore, um sucesso do cancioneiro
italiano. Também atuou como ator e integrou as
companhias teatrais de Tônia Carreiro, Bibi Ferreira e
Fernanda Montenegro. No cinema, atuou no filme Capitu
(1967), de Paulo César Sarraceni. No início dos anos 70, Almir
Saint Clair passou a trabalhar na produção de shows
musicais, espetáculos grandiosos que envolviam o
trabalho de cerca de 50 pessoas. Eram shows de
turismo receptivo feitos em hotéis cinco estrelas.
Um dos mais bem sucedidos foi Festa
Brasileira, realizado entre 1973 e 1975, no qual
Almir dividia a ribalta com a cantora Watusi. Esse show
percorreu 14 países da Europa durante os dois anos em
que se manteve em cartaz. Graças a este espetáculo,
Almir ingressou no universo carnavalesco. Ao retornar
para o Brasil, com seu timbre forte e bonito, foi
convidado a cantar Personagens marcantes do
carnaval carioca, samba com que a Em Cima da Hora
se apresentou no Grupo Especial em 1975. Depois disso, Almir Saint Clair
foi parar na Império da Tijuca. No Morro da Formiga,
permaneceu por cinco anos. Por coincidência, foi a fase
áurea da escola tijucana, em que a verde e branca se
mantinha entre as grandes agremiações. Tive a
felicidade de cantar belíssimos sambas na avenida.
Realmente, já na estréia, em 1981, Almir interpretou
Cataratas do Iguaçu e ajudou a escola a
subir do Grupo 1-B (atual Grupo A) para o 1-A (atual
Especial). Logo em seguida, vieram Iara, ouro e
pinhão na terra da gralha azul (um dos sambas mais
bonitos de 82, que tinha o memorável refrão Paraná
ê/ Ê Paraná/ É a Império da Tijuca na avenida a lhe
exaltar); Santos e pecados (de 83) e
9215 (de 84, já na fase Passarela do Samba).
Apesar de ter cantado na quadra o samba de 85
Se a lua contasse... , o showman não
chegou a defendê-lo na avenida. Nessa época, os
autores começaram a reivindicar o direito deles mesmos
puxarem o samba. O fato fez com que o cantor se
afastasse dos desfiles de carnaval. Ao mesmo tempo, ele
retomava a produção e o trabalho em shows de turismo
receptivo, promovido por empresas pelo Brasil e pelo
mundo. Almir Saint Clair recebeu diversos prêmios de melhor cantor de carnaval. Ele, inclusive, já foi homenageado pela Mangueira, sua escola de coração. Apesar de ter um carinho muito grande pela Império da Tijuca, que me projetou no universo carnavalesco, minha grande paixão é verde e rosa, confessa. E o cantor segue na ativa. No final de 2003, lançou o CD independente Revivendo Noel Rosa, dedicado à obra do grande compositor de Vila Isabel. E, graças a Deus, seu vozeirão continua em forma. |
| Início: programas de auditório na Rádio Nacional, na década de 50 Primeiro ano como puxador: Em Cima da
Hora (1975) 1981 a 1984 Império da Tijuca GRITO DE
GUERRA: Alô,
meu Império da Tijuca! CACOS
CARACTERÍSTICOS:
Não tinha muitos cacos. Preferia interpretar o samba DISCOGRAFIA: Revivendo Noel Rosa (2003) CD independente FILMOGRAFIA: Capitu (Paulo César Sarraceni, 1967) Rio Zona Norte (Nelson Pereira dos
Santos, 1957) |
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